05/02/2015 / Em: Clipping

 


Dedicação abre caminho para a ‘Turma Harvard’   (Correio Popular – Cidades – 05/02/15)

No canto esquerdo da sala de aula de uma das classes deterceiro ano da Escola Estadual Professor Adalberto Pradoe Silva, em Campinas, umgrupo de estudantes anotavaem silêncio as informações passadas pelos professores. Atentos, os alunos não se distraíam com a bagunça dos colegas,que achavam a turma“nerd”. No final do ano, a recompensa:a “Turma Harvard”da escola obteve resultados nos melhores vestibulares do Estado de São Paulo e se gabaritoupara começar a vida universitária.São quatro alunos— com idades entre 17 e 18anos — da mesma classe euma estudante de 19 anos que, já formada no Ensino Médio na mesma escola, se uniuao grupo de amigos. Eles estudaram entre seis e dez horaspor dia e abdicaram de festas ebaladas para enfrentar as provas de vestibular. A aluna Gabrielle Audrey, de 17 anos, ingressou em primeira chamada na Universidadede São Paulo (USP), no curso de pedagogia. Ela também conseguiu aprovação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal de SãoCarlos (Ufscar). Aos 19 anos, Lais Zanco entrou em odontologia na USP com a ajuda da turma, que conheceu por ter estudado na escola e com o incentivo do professor Edison Lins, de português. Amante de Exatas e informática, Bruno Moreira, de 18 anos, passou em engenharia da computação na Unesp, mas preferiu cursar análise e desenvolvimento  de sistemas na Unifesp. Mariana Alves, de 17 anos, foi aprovada em fisioterapia na Unesp. E Giovanna Nalli, também de 17, entrou em direito na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), com bolsa integral do Programa Universidade para Todos (Prouni) devido ao excelente desempenho no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O grupo se conheceu na escola e ficou unido pelos interesses em comum: todos gostam de ler e estudar. Saíam pouco aos finais de semana e, quando isso acontecia, eram programas “light”, como disseram. Cinema, uma passeada no shopping. Os dias livres também eram preenchidos com trabalhos extra curriculares ou discussões sobre política e o noticiário. Os livros da autora britânica Joanne “Jo”(JK) Rowling são quase unanimidade entre os adolescentes: Harry Potter é o preferido entreas meninas. Bruno preferelivros de suspense, como Laranja Mecânica, de AnthonyBurgess, que virou filme nas mãos de Stanley Kubrick. Eles contam que tiveram apoio dos professores da escola estadual e que isso transformou a vida deles. O colégio ficano bairro Costa e Silva e os adolescentes são moradores da região, que possui residências de classe média. “Fez diferença porque os professores diziam para nós que éramos capazes. Antes de entrar aqui, agente não sabia o que era vestibular, que era possível entrar em uma universidade pública. Hoje, sabemos que é. E estamos ansiosos pelo trote”, contou a caloura Giovanna. A coordenadora da escola, Sônia Regina Carmiona, de 50 anos, contou que os alunos se destacaram desde o princípio e que foram muito dedicados aos estudos no último ano. “Eles são curiosos, gostavam de estudar e a afinidade entre eles os uniu. Os professores também estavam disponíveis para projetos diferentes, como teatro e elaboração de umanuário. A ideia era que o professor fosse base para o protagonismo juventil”, disse. Sônia se emocionou quando a “TurmaHarvard” posou para as fotos desta reportagem e contou como será a preparação para a nova fase.Os cinco adolescentes correm agora atrás dos documentos para as matrículas nas universidades e, em alguns casos, moradia em uma cidade diferente. “A comemoração vai ser no trote. Depois, vamos pensar em fazer outra coisa, sair, retomar a vida social. O que agente quer agora é ir logo para a nossa nova vida”, disse Mariana.


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1º lugar em engenharia aeronáutica na USP passa ainda em física e medicina   (Globo.Com – G1 Vestibular – 05/02/15)

O esforço foi grande, mas a recompensa veio multiplicada. Além de colecionar medalhas em várias olimpíadas, o estudante de uma escola estadual de Piracicaba (SP) Marcos Silva De Luca, de 17 anos, também reúne aprovações nos vestibulares mais concorridos do país. Ele conquistou o primeiro lugar no curso de engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), sua opção de carreira, e em outras quatro instituições públicas de ensino superior, para as áreas de medicina, física e engenharia. “Fiquei surpreso com o resultado e extremamente feliz”, comemora. Luca começou 2015 com a notícia de que havia sido aprovado em engenharia civil na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em física na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em medicina na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



Universidade Yale dará bolsa de estudos para brasileiro   (Veja – Educação – 05/02/15)

A Universidade Yale, nos Estados Unidos, vai oferecer uma bolsa de estudos integral para um estudante brasileiro participar do Yale Young Global Scholars Program. O programa reúne anualmente estudantes do ensino médio do mundo inteiro para estudarem na renomada universidade por seis semanas durante o verão americano. A bolsa cobrirá despesas com estadia e viagem para New Haven, Connecticut. A Universidade Yale foi classificada entre as dez melhores instituições de ensino superior do mundo pelo ranking de universidades da revista britânica Times Higher Education (THE), o mais respeitado do mundo.



Mais da metade dos aprovados em Medicina na UFRGS pelo Sisu vem de SP   (Zero Hora – Vestibular – 29/01/15)

A adoção do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela UFRGS trouxe mudanças na origem dos estudantes. No curso mais disputado da federal, o de Medicina, mais da metade dos aprovados via Sisu são de São Paulo, conforme dados da Rádio Gaúcha. Dos 42 estudantes selecionados para o curso na UFRGS, 23 declararam São Paulo como o Estado de origem, o que corresponde a 54,7% do total. Outros oito selecionados são gaúchos (19%) e três são paranaenses. Ainda há selecionados de outros cinco Estados. O sistema federal passou a preencher 30% das vagas na instituição este ano. Os números do Sisu são bem diferentes dos registrados no vestibular tradicional. No exame deste ano, apenas sete dos 98 aprovados em Medicina são de fora do Rio Grande do Sul, o que corresponde a 7,14%. Levando-se em conta todos os cursos da UFRGS, houve predomínio de estudantes gaúchos selecionados via Sisu. Das 1.645 vagas, 985 devem ser ocupadas por gaúchos, o que representa cerca de 60%. Os paulistas ficaram com 373 vagas (22,57%) e os mineiros, com 56 (3,4%). Há ainda estudantes de outros 21 Estados. No vestibular tradicional, do total de 3.880 aprovados, apenas 150 são de fora do Rio Grande do Sul, o que representa 3,8% do total. De acordo com o reitor Carlos Alexandre Netto, além de Medicina, outros 15 cursos (considerados os mais concorridos) tiveram predomínio de estudantes de São Paulo – incluindo as engenharias e cursos da área da saúde. Para Netto, a presença desses alunos de outros locais deve qualificar o ensino na universidade: — Nós estamos preparados, mas mais do que isso, muito motivados para receber esses estudantes, que fizeram um excelente exame pelo Enem e que com certeza vão qualificar esses cursos.  Para o reitor, o conceito “bom” dos cursos da UFRGS, considerados entre os melhores do País, reforça a procura pela instituição.