05/12/2012 / Em: Clipping

 


Alckmin deve aprovar proposta de adoção de cotas por universidades de SP  (Folha Online – Educação – 05/12/12)

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve aprovar nos próximos dias a proposta de cotas desenhada por USP, Unesp e Unicamp, que reserva 50% das vagas do vestibular a estudantes do ensino médio público. O modelo prevê que esses 50% sejam divididos –20% das vagas irão para calouros de escolas públicas selecionados para curso superior a distância, preparatório. Os outros 30% seriam preenchidos por meio de ações a serem escolhidas pelas universidades. Segundo três envolvidos nas discussões ouvidos pela Folha, Alckmin concordou com o modelo e deve comunicar a decisão aos reitores até a semana que vem. Oficialmente, sua assessoria diz que ainda não há decisão. A mudança terá de ser aprovada pelos conselhos universitários –o trâmite depende do aval de Alckmin. O projeto começou a partir de pedido do próprio governador. Ele já declarou ser favorável às cotas. O Estado se sente pressionado pelo fato de as universidades federais já estarem implementando uma reserva de 50% das vagas para alunos de escolas públicas.



ONG propõe a Alckmin comitê para avaliar raça de cotistas   (O Estado de S.Paulo – Educação – 04/12/12)

O governador Geraldo Alckmin recebeu ativistas pró-cotas em audiência na tarde desta terça-feira, 14, no Palácio dos Bandeirantes. Eles debateram o projeto de inclusão de alunos de escolas públicas e de pretos, pardos e índios na USP, Unesp e Unicamp. A proposta foi revelada pelo Estado na semana passada. O programa, em discussão desde outubro, destinará 50% das vagas nas universidades estaduais a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. O objetivo é igualar os porcentuais estabelecidos pelo governo Dilma Rousseff para as instituições federais de ensino superior na Lei de Cotas. A proposta estadual, assim como a lei federal, levará em conta critérios econômicos e raciais de inclusão. Metade das vagas reservadas seria para estudantes com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa; e 35% para pretos, pardos e índios. O restante iria para os demais egressos da rede pública, independentemente da renda. A ONG Educafro propôs a Alckmin que as instituições de ensino utilizem método inspirado no da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a seleção dos cotistas pelo critério racial. Primeiro, as vagas reservadas seriam ocupadas por candidatos que se autodeclarassem pretos, pardos ou índios. Depois, abriria-se um prazo para que quem se julgasse injustiçado por ter ficado de fora da universidade pudesse recorrer. Uma comissão chamaria o cotista para averiguar se a informação da cor de pele fornecida na inscrição estava correta. “Desse modo se pode combater a falta de ética”, acredita o presidente da Educafro, frei David Santos. “O governo precisa se preparar para evitar que haja falsidade ideológica na autodeclaração.” Segundo frei David, Alckmin deve convidar os reitores para, nos próximos dias, fazer os últimos ajustes no programa de cotas. O projeto precisa ser aprovado por todos os Conselhos Universitários para entrar em vigor. “As universidades vão convocar reuniões extraordinárias de seus conselhos. Nosso sonho é que tudo isso termine de modo que o próximo edital de seleção de cada instituição já contemple a questão da inclusão.”

Alunos e professores da USP contestam ‘college’ para cotistas  (O Estado de S.Paulo – Educação – 04/12/12)

Pouco mais de 30 pessoas – entre estudantes, professores e lideranças sociais – participaram de um seminário promovido pelo Conselho Universitário da USP para discutir a inclusão social por meio de cotas, principalmente raciais. O reitor João Grandino Rodas não compareceu ao evento, realizado na tarde desta terça-feira, 4, no auditório da Faculdade de Medicina Veterinária, no câmpus do Butantã, zona oeste da capital.  A discussão teve como ponto central o programa de cotas a ser implementado pelas três universidades paulistas: USP, Unesp e Unicamp. Apesar de ainda não ter sido divulgado oficialmente pelo governador Geraldo Alckmin, os detalhes do projeto foram revelados pelo reitor da Unesp, José Durigan, em entrevista ao Estado, na semana passada. Nesta tarde, Alckmin apresentou a proposta a ativistas pró-cotas em audiência no Palácio dos Bandeirantes. Discurso após discurso, a maior parte dos que ocupou o microfone foi enfática em recusar a proposta que prevê que estudantes das escolas públicas frequentem por dois anos um curso similar ao “college” americano.