06/12/2010 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga hoje o resultado do vestibular para vagas ociosas (Portal R7 – Vestibular e Concursos – 06/12/2010)

Estão abertas 529 oportunidades em 51 cursos diferentes

Do R7

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulga nesta segunda-feira (6) a lista de alunos classificados para o processo seletivo de 529 vagas ociosas oferecidas pela instituição. Elas estão abertas em 51 cursos diferentes.

Veja se o seu nome consta na lista



Unicamp divulga hoje o resultado do vestibular para vagas ociosas (Portal Canal Rio Claro – Educação – 06/12/2010)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulga nesta segunda-feira (6) a lista de alunos classificados para o processo seletivo de 529 vagas ociosas oferecidas pela instituição. Elas estão abertas em 51 cursos diferentes.



Unicamp prorroga inscrições para o Profis (EPTVCampinas – Educação – 03/12/2010)

São 120 vagas para alunos da rede pública

Foram prorrogadas para o dia 17 de dezembro as inscrições para alunos da rede pública de ensino que desejam estudar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis).



A abstenção no vestibular (Portal IG – Educação – 04/12/2010)

Os vestibulares gratuitos apresentam altíssima taxas de abstenção; Cerca de 30% dos candidatos inscritos no Enem não fazem a prova

Mateus Prado

A análise dos dados de abstenções – falta do candidato inscrito – nos vestibulares e no Enem, mostra claramente que onde é facilitado o acesso o número de faltosos aumenta. Os vestibulares gratuitos apresentam altíssima taxas de abstenção.

O Enem é uma das provas que apresenta grandes taxas de abstenção. Sempre, desde a sua criação, esteve em torno de 30% dos inscritos. Se compararmos com a Fuvest, o maior vestibular do país, em alguns anos a taxa é seis vezes maior.

É fácil entender os motivos. Parte das inscrições é feita pelas escolas de Ensino Médio. Elas listam os alunos interessados e encaminham a inscrição. Quem quer se inscrever por conta própria entra na internet e faz tudo o que é preciso. Quem não deseja pagar pela prova declara que não possui recursos para tal e a inscrição é efetivada.

Outra coisa, específica do Enem, é que a maioria de seus inscritos não está em idade escolar. A grande explosão do número de inscritos no Enem aconteceu no segundo ano do Prouni, e não quando o exame começou a selecionar para as Universidades Federais.

Em 2006, por causa do Prounu, o Enem passou de 1,5 milhões de inscritos para 3 milhões. Hoje, tem em torno de 4 milhões de inscrições. Mesmo que a grande imprensa só tenha aumentado a cobertura do ENEM depois que ele começou a selecionar para nossas Federais, a maioria de seus participantes estão de olho em uma vaga no Prouni- o Prouni distribui mais vagas que o SISU. Este público, em boa parte mais velho, não vive o dia a dia das escolas e dos cursinhos pré-vestibulares. É natural que ele se desinteresse, em maior proporcionalidade, pelo exame, mesmo depois de inscrito.

Abstenções causam desperdício milionário no Enem (Portal IG – Educação – 03/12/2010)

Só com a impressão de provas não utilizadas governo gastou R$ 8,8 milhões. Problema também atinge os maiores vestibulares do País

Marina Morena Costa, iG São Paulo

As abstenções em vestibulares custam caro e significam o desperdício de milhões de reais e cadernos de provas. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), maior teste educacional aplicado no Brasil, teve 4,6 milhões de estudantes inscritos, mas registrou 26,66% de ausentes no primeiro dia de exame (1,229 milhão) e 29,19% no segundo dia (1,346 milhão).

Com isso 2,575 milhões de provas do Enem não foram utilizadas por candidatos ausentes. Sendo que o governo pagou R$ 31,771 milhões para a gráfica RR Donnelly Moore imprimir os cadernos dos dois dias de exame, cada prova custou R$ 3,44. As abstenções causaram um desperdício de R$ 8,8 milhões.

O problema também atinge as universidades que aplicam vestibulares. Em São Paulo, as três grandes públicas, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registraram 21.411 faltosos. “O problema das abstenções é complicado, porque não podemos prevê-lo. É uma variável difícil de controlar”, afirma Renato Pedrosa, coordenador executivo do vestibular da Unicamp.

Segundo Pedrosa, a impressão das provas é a parte “mais barata” de um vestibular. A aplicação e a correção são as etapas mais custosas e não há como adequá-las ao número real de participantes. “As abstenções não impactam o número de profissionais contratados, nem a infraestrutura que usamos. Poderíamos ter uma sala a menos em cada unidade, mas isso não mudaria o número de fiscais, nem o tamanho da banca corretora”, aponta Pedrosa.



Por uma infância sem racismo (Folha de S. Paulo – TENDÊNCIAS/DEBATES – 05/12/2010)

MARIE-PIERRE POIRIER

A criança, ao vivenciar esse cotidiano de desigualdade, tem a percepção de que negros, brancos e indígenas ocupam lugares diferentes

O Brasil é formado por muitas cores, vindas de quase todas as regiões do mundo. Essa combinação de diferentes povos e culturas é, sem dúvida, uma característica da população brasileira.
Mas, se essa diversidade é uma riqueza, por que ainda persistem desigualdades nas oportunidades?
Com o crescimento econômico brasileiro das últimas décadas, o analfabetismo caiu, a população tornou-se predominantemente urbana e o sistema de ensino superior passou por uma grande expansão.
Em geral, as desigualdades de renda diminuíram, resultado de políticas salariais e de transferência de renda aliadas a forte política de proteção social e expansão industrial. Mesmo assim, as desigualdades raciais persistiram e, em alguns aspectos, continuam críticas.
Embora as políticas públicas no país tenham sido construídas para todas as crianças, ainda não foram universalizadas em seus efeitos.
Estudos socioeconômicos e análises do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostram que os avanços alcançados não conseguiram ainda gerar impactos suficientes nas situações de desigualdades da população -sobretudo de crianças, adolescentes e mulheres negras e indígenas. A falta de acesso a serviços impõe obstáculos a negros e indígenas mesmo antes do nascimento.
Apenas 43,8% das grávidas negras têm acesso ao mínimo de sete consultas pré-natais, indicador que entre as brancas é de 72,4%.
Tal fato produz um efeito imediato e devastador na vida da criança.

Revolução na educação pública (Folha de S. Paulo – TENDÊNCIAS/DEBATES – 05/12/2010)

JAIR RIBEIRO

Apenas com o apoio da população poderemos cobrar da classe política as medidas imprescindíveis para atacar de frente esse grave problema

Sinceramente, não entendo por que mais pessoas não se sentem revoltadas diante das condições da educação pública neste país.
Somos uma nação em que cerca de 50% das crianças brasileiras da 5ª série são semianalfabetas. Dos 3,5 milhões de alunos que ingressam no ensino médio (antigo colegial), apenas 1,8 milhão se formam.
Como consequência, todos os anos nós jogamos milhões e milhões de adolescentes despreparados no mercado de trabalho, sem qualquer perspectiva de ascensão social e econômica.
Isso não lhe causa indignação?
Essas estatísticas refletem décadas -ou melhor, centenas de anos- de descaso com a educação.
Nós, brasileiros, políticos e sociedade civil, simplesmente não priorizamos a educação.
Com isso, impedimos que o país melhore a sua desigualdade social, reduza a violência ou mesmo consiga sustentar uma taxa de crescimento mais estável.
As estatísticas recentes demonstram que o sistema não apresentou uma melhora significativa nos últimos anos. Nesse ritmo, jamais atingiremos o nível de educação dos países desenvolvidos em 2022, como propõe o governo.
Mesmo porque trata-se de uma meta móvel: até lá, os demais países terão avançado substancialmente mais. Precisamos de uma verdadeira revolução na educação pública brasileira.

Ensino superior tem 5,9 milhões de estudantes, indicam dados preliminares do MEC

(Folha de S. Paulo – Saber – 04/12/2010)


AGÊNCIA BRASIL

As matrículas no ensino superior cresceram pouco mais de 3% entre 2008 e 2009, confirmando a tendência de estabilidade verificada nos últimos anos. É o que apontam dados preliminares do Censo da Educação Superior, do MEC (Ministério da Educação). As informações completas ainda não foram divulgadas.

Dos 5,95 milhões de alunos das instituições de ensino superior, 4,43 milhões estão na rede privada e 1,52 milhões nas públicas. Os números incluem estudantes de cursos presenciais e a distância.

Os dados mostram que houve uma pequena queda no número de alunos da rede pública – cerca de 30 mil a menos. Em 2008 1,55 milhões estavam matriculados.

A redução se deu nas universidades municipais e estaduais, já que na rede federal houve um acréscimo de 141 mil novos estudantes no período de um ano (em cursos presenciais e a distância).

Um balanço das ações divulgado pelo MEC mostra que houve um acréscimo de quase 60% no número de vagas oferecidas nas universidades federais entre 2003 e 2009.

Esse crescimento ocorreu em função do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), lançado em 2007.

A previsão do MEC é que em 2012 o total de vagas oferecidas por essas instituições chegue a 234 mil.

O levantamento da pasta ressalta ainda que de 2005 a 2010, 748.788 ex-alunos de escolas públicas tiveram acesso a uma bolsa do Programa Universidade para Todos.

Do total, 69% dos benefício eram integrais – que custeiam 100% das mensalidades em faculdades privadas. Quase metade (47%) dos bolsistas eram afrodescendentes.