06/12/2011 / Em: Clipping

 


Vestibulandos deixam viagens e descanso do final de ano para depois das provas  (UOL – Vestibular – 06/12/11)

Ansiedade e cansaço são as principais reclamações dos vestibulandos ouvidos pela reportagem do UOL. Mesmo sem saber se foram aprovados para as próximas fases dos vestibulares que estão prestando, eles já pretendem ficar em casa no Natal e no Ano Novo e adiam a viagem de férias para depois das provas. No quarto ano de cursinho, Isabella Moreira Hueb, 21, já decidiu deixar a viagem do final de ano para mais tarde. “Vou ficar em São Paulo, passar Natal e Ano Novo em casa, sem ir para a praia, nada. Viagem só depois que terminar as provas”. A candidata adota algumas “técnicas” nessa reta final: “Eu tento não forçar tanto, tento estudar só o que preciso”. Quem também não vai ter férias e nem viagem é Nathalie Zampiere, 17, que presta vestibular para medicina. “Meus pais vão viajar e eu vou ficar aqui estudando. Agora você começa a querer estudar até o último minuto”, contou.



Faculdades ruins  (Folha de S.Paulo – Editorial – 06/12/11)

O corte de milhares de vagas em cursos de ensino superior mal avaliados em todo o país, anunciado pelo Ministério da Educação, não era, afinal, tão efetivo quanto queria fazer crer o governo federal. De 31,5 mil vagas cortadas pelo ministério, 73% já se encontravam ociosas, sem candidatos para preenchê-las. Assim, de cada quatro vagas suprimidas, três, na prática, já não seriam ocupadas. Isso não significa que a medida seja inócua. A disposição do governo de diminuir a oferta em cursos que não conseguem propiciar um mínimo de qualidade aos seus alunos é correta. O corte dessas vagas bloqueia, ao menos, a expansão das instituições ineficientes. E turmas menores, em decorrência dos postos suprimidos, podem, em tese, obter ganhos de aprendizado. Por fim, a redução serve como alerta antes de medidas mais duras, que podem até mesmo levar ao fechamento definitivo dos cursos mais precários. Deve-se ter em mente que faz apenas 15 anos que o Brasil passou a realizar avaliações sistemáticas do ensino superior -o antigo Provão, que deu origem ao atual modelo, foi aplicado pela primeira vez em 1996. É apenas a primeira vez, por exemplo, que o Ministério da Educação faz a distinção entre vagas ociosas e preenchidas. Antes, apenas as primeiras eram cortadas. Tudo somado, no entanto, fica a impressão de que o governo poderia ser mais severo com as instituições de ensino superior, em especial as particulares, nas quais se concentram os cursos com as piores avaliações. A expansão de faculdades privadas tem sido notável nos últimos anos, atendendo ao impulso de ascensão social de parcela significativa de brasileiros. Com a limitada oferta nas instituições públicas, muitos buscam vagas nas particulares, nem sempre preparadas para oferecer o padrão de ensino desejável. É bom lembrar, também, que essas faculdades privadas recebem benefícios públicos, por meio do ProUni (Programa Universidade para Todos), que concede isenção de impostos em troca de bolsas de estudo para alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos. São muitos os motivos, portanto, que justificam um aperto da fiscalização por parte do governo, que precisa induzir o sistema privado a oferecer um patamar mínimo de qualidade a seus estudantes.



Unicamp convoca para teste específico  (Jornal Agora – Dicas – 06/12/11)

Os candidatos às vagas remanescentes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já podem consultar no site da Unicamp se foram convocados para a prova específica do seu curso. A lista tem 188 nomes, e as provas serão aplicadas entre os dias 12 e 17 deste mês. Alguns alunos ainda passarão por provas de habilidades. O resultado sairá no dia 18 de janeiro de 2012.