07/04/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp abre inscrições para oficina sobre a redação no vestibular  (UOL – Vestibular – 06/04/09)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) vai oferecer uma oficina sobre a redação no vestibular. Os interessados poderão se inscrever até as 17h do dia 17 de abril, exclusivamente na página da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp). A oficina será realizada em quatro sábados do mês de maio (9, 16, 23 e 30), das 8h às 13h, no campus da Unicamp, em Campinas. São oferecidas 360 vagas: 110 para professores do ensino médio da rede particular, 130 para professores do ensino médio de escolas públicas e outras 120 vagas destinadas a alunos de graduação e de pós-graduação. A taxa de inscrição é de R$ 190 para professores de escolas particulares, R$ 95 para estudantes de graduação e pós-graduação e R$ 65 para professores de escolas públicas. A oficina é uma oportunidade para o professor conhecer e entender a prova de redação e poder preparar melhor seus alunos para o vestibular da Unicamp. Além de conhecer os objetivos, a filosofia e o formato da prova, os participantes poderão saber também quais são os critérios de correção da redação. Na oficina, ainda serão apresentadas amostras de textos produzidos por candidatos ao vestibular. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, após pagamento do boleto bancário e envio de comprovante (holerite para professores de escola pública e atestado de matrícula para alunos de graduação e de pós-graduação) por fax ou e-mail dentro do prazo de três dias a partir da data da inscrição. Caso haja desistência ou não cumprimento dos prazos, serão chamadas pessoas da lista de espera.



Novo vestibular permite que aluno escolha 5 cursos  (Terra – Educação – 06/04/09)

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira que, com a possibilidade de unificar os vestibulares das universidades federais por meio de uma prova nacional do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), os alunos poderão escolher até cinco cursos e ampliar suas chances de ingressar em instituições de ensino superior.  A idéia do governo é permitir que o estudante faça apenas uma prova do Enem, em substituição ao atual vestibular, para ingressar em definitivo na universidade. A partir da nota conseguida no exame, o aluno deverá definir, em ordem de prioridade, os cursos que gostaria de freqüentar. O próximo passo é garantir que o estudante acompanhe, em um sistema online, como está a concorrência entre os alunos e eventualmente possa alterar suas opções a fim de garantir a entrada em alguma instituição de ensino. Como a expectativa do governo é que as vagas em universidades de maior renome sejam preenchidas em primeiro lugar, os demais alunos deverão, com base na notas que tiraram no Enem, procurar instituições de ensino que tenham menores notas de corte e, portanto, os aceitem. Eventuais empates nas notas no Enem deverão ser resolvidos pelas próprias universidades, que definirão se aplicarão nova prova, utilizarão entrevistas ou ainda outros métodos para escolher o candidato. As mudanças ainda estão em fase de discussão, mas o Ministério da Educação garante que ampliará os recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnas) para fortalecer o apoio de transporte, alimentação e moradia para os alunos que, com suas notas no Enem, só conseguirem vagas em universidades em outros estados.V “Já existe o Plano Nacional de Assistência Estudantil, mas há uma legítima preocupação de instituições que vão receber alunos de todo o país para que possam ter reforçada sua rubrica de assistência estudantil. Queremos não só garantir o ingresso, mas a conclusão da graduação”, explicou o ministro Fernando Haddad. “A (atual) dotação de R$ 200 milhões será em qualquer hipótese reforçada em 2010, mas estamos dispostos a dar um esforço suplementar para quem aderir (à prova única do Enem como forma de ingresso)”, disse. “(O aluno poderá escolher) até cinco cursos de instituições distintas e pode escolher cursos diferentes. Ele disputa a vaga sabendo a sua nota (no Enem). Terá que hierarquizar as preferências e a partir daí avaliar onde poderá ingressar. (Caso veja que não tem chances de entrar em uma universidade específica) poderá reformular as cinco opções mesmo depois de já feitas (as primeiras opções de curso)”, afirmou Haddad. Para garantir o aperfeiçoamento das propostas de ingresso nas universidades federais e nas futuras provas do Enem, o Ministério da Educação anunciou também que irá criar um comitê de governança com ampla representação de secretários estaduais de educação e de reitores para discutir mudanças nas próximas edições no Enem. A idéia original é que o exame unificado do Enem contenha uma redação e quatro grupos de provas, envolvendo linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. A prova completa teria 50 itens de múltipla escolha a serem respondidos em dois dias de avaliação e poderá ser colocada em prática ainda em 2009.



Reitores de universidades federais apóiam novo modelo de vestibular (Ministério da Educação – 06/04/09)

Os reitores das 55 universidades federais brasileiras manifestaram apoio à iniciativa do MEC de substituir o atual vestibular por uma nova versão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em longa reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta segunda-feira, 6, na sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, os reitores debateram a proposta e tiraram dúvidas quanto aos aspectos técnicos da seleção. Na reunião, ficou acertado que um comitê gestor formado por reitores e secretários estaduais de educação de cada região do país irá acompanhar a elaboração da nova prova e o impacto no ensino médio público. “Como a idéia é reestruturar o currículo do ensino médio, se valendo do processo seletivo, o comitê será criado para que o modelo da primeira prova possa ser aperfeiçoado com o tempo”, explicou Haddad. Outros temas abordados no encontro foram a mobilidade dos estudantes e seu impacto no desenvolvimento regional – já que farão um único teste para concorrer a qualquer curso de qualquer instituição que aderir ao modelo – e a questão das peculiaridades de cada seleção em relação às cotas ou avaliações seriadas. Segundo o ministro, não há impedimento para que as universidades que apliquem políticas afirmativas ou a avaliação seriada mantenham os modelos. Alguns reitores perguntaram sobre os processos seletivos que hoje são feitos em duas fases, principalmente, para os cursos mais concorridos. Haddad explicou que, se a universidade se valer apenas do Enem como processo seletivo, a mudança no vestibular poderá ocorrer ainda este ano. Para os que querem implementar a segunda fase – a ser elaborada pela própria instituição –, provavelmente só no ano que vem.  O ministro informou que o MEC vai redigir um termo de referência operacional, documento técnico para explicitar detalhes da seleção, e entregar aos reitores até quarta-feira, 8, a fim de que eles debatam e façam suas escolhas.



Unicamp abre inscrição para oficina para docentes sobre a redação no vestibular  (Globo. Com – G1 Vestibular – 06/04/09)

As inscrições para participar da oficina sobre a redação do vestibular da Unicamp estão abertas e poderão ser feitas até as 17h do dia 17 de abril, exclusivamente pela internet. O formulário está no site  da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), entidade que realiza o processo seletivo. A oficina será realizada em quatro sábados do mês de maio (dias 9, 16, 23 e 30), das 8h às 13h, no campus da Unicamp, em Campinas.  Serão oferecidas 360 vagas: 110 para professores do ensino médio da rede particular, 130 para professores do ensino médio de escolas públicas e outras 120 vagas destinadas a alunos de graduação e de pós-graduação.



Enem dará oportunidade em 5 cursos  (Correio Popular – Cidades – 07/04/09)

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pode ser uma espécie de supervestibular unificado das 55 universidades federais, dará a oportunidade aos estudantes de tentar, com o resultado de uma mesma prova, cinco diferentes cursos em até cinco diferentes instituições da rede no País. Essa foi uma das decisões tomadas ontem em reunião entre os reitores das federais e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Também ficou acertado que as instituições que aderirem à proposta do Ministério da Educação (MEC) de substituir o vestibular pelo novo Enem vão receber mais recursos para assistência estudantil. O MEC decidiu dobrar a verba repassada às universidades dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. A maior parte vai para aquelas que fizerem parte do novo vestibular. “A assistência estudantil será reforçada porque o número de vagas nas instituições dobrou. Mas, para aquelas que atenderem estudantes de outros estados, terá de ser reforçada”, disse Haddad.  Os recursos da assistência estudantil são usados para restaurantes universitários, moradia e bolsas para ajudar alunos de baixa renda. Como a intenção do MEC é que com o novo vestibular mais estudantes saiam de seus estados, é necessário garantir que não tenham de abandonar os estudos porque não têm condições de se manter. Também é uma forma de compensação às instituições que hoje recebem recursos fazendo as próprias seleções, ao cobrar taxa de inscrição. A decisão de dar oportunidade aos estudantes de tentar mais de um curso e mais de uma instituição com a mesma prova é um dos pontos básicos da proposta que o MEC vai formalizar amanhã aos reitores. Apesar de ainda haver dúvidas sobre como vai funcionar na prática, ela foi bem-vista pelos reitores. Da forma que o MEC propõe, os estudantes poderão, por exemplo, se inscrever em cinco cursos dentro da mesma instituição; no mesmo curso em cinco instituições diferentes ou em cursos diferentes também em diferentes instituições. Só precisarão fazer uma hierarquia. A prioridade será dada à primeira opção. “Isso melhora o aproveitamento do aluno e das vagas”, avaliou Haddad. Além disso, a inscrição só será feita depois de o candidato ter o resultado do Enem em mãos. Com isso, o estudante poderá ter uma ideia melhor das suas possibilidades de aprovação. O sistema de inscrição, on-line, ainda ficará aberto por algum tempo e o candidato poderá avaliar suas reais condições no curso escolhido e mudar suas opções, caso conclua que não será aprovado. O coordenador do vestibular da Universidade Federal Fluminense (UFF), Nelliton Ventura, é um crítico do projeto do MEC no ponto em que trata do ingresso de estudantes de outros estados. “A mobilidade pretendida pelo MEC vai ocorrer na mão inversa. Não vai ser o estudante do Norte e Nordeste que se mudará para o Sul. As classes mais abastadas têm maior rendimento no Enem e vão roubar as vagas nos outros estados. Em vez de democratizar o acesso, vai elitizá-lo”, afirmou.

Unicamp discute vestibular a partir da próxima 2ª-feira  (Correio Popular – Cidades – 07/04/09)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também está em etapa de definições do processo seletivo. “No entanto, esse assunto será deliberado na universidade a partir de 12 de abril. Por isso, é prematuro dizer se haverá mudanças no vestibular da Unicamp. O que sabemos é que o Conselho Estadual de Educação, que tem se posicionado contrariamente às mudanças propostas pelo MEC para as universidades federais, deve discutir as reformas para os vestibulares das universidades estaduais”, afirma Leandro Tessler, coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp. Na opinião do coordenador, o modelo norte-americano de vestibular (prova nacional) que vai servir de parâmetro para o MEC é válido. “Dessa maneira, os estudantes podem ser pré-avaliados e qualificados num primeiro momento e, depois, cada universidade terá como aplicar novas provas aos seus candidatos a fim de selecioná-los”, diz Tessler. Enquanto as mudanças não são oficializadas, os vestibulandos seguem a rotina de estudos. “Nenhuma mudança me assusta porque estou preparado para os processos seletivos. Acredito, porém, que, se as universidades estaduais adotarem o mesmo estilo de prova unificada que as federais pensam em adotar, todas as instituições terão como triar melhor seus ingressos”, diz o estudante Fábio Mori, de 19 anos, que já enfrentou três vestibulares porque deseja cursar medicina numa universidade pública. “O Enem atual não é consistente, por exemplo. Mesmo um aluno regular, mas mal preparado, responde a prova e acerta a maioria das 63 questões. Imagine o que acontecerá numa prova unificada para seleção de universitários que segue esses moldes”, afirma o vestibulando de medicina Murilo Altheman, que está prestes a enfrentar sua quinta bateria de distintas provas. Mori, que estudou em escola particular durante o Ensino Fundamental e em pública no Ensino Médio, concorda com o colega e defende, antes da reestruturação dos vestibulares, uma reforma na Educação no País.



Enem dará opção para 5 cursos  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 07/04/09)

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pode ser uma espécie de supervestibular unificado das universidades federais, dará a oportunidade aos estudantes de tentar, com o resultado de uma mesma prova, cinco diferentes cursos em até cinco instituições da rede no País. Essa foi uma das decisões tomadas ontem em reunião entre os reitores das federais e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Também ficou acertado que as instituições que aderirem à proposta do Ministério da Educação de substituir o vestibular pelo novo Enem vão receber mais recursos para assistência estudantil. O MEC decidiu dobrar a verba repassada às universidades dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. A maior parte vai para aquelas que fizerem parte do novo exame, previsto para ser implantado neste ano. “A assistência estudantil será reforçada porque o número de vagas nas instituições dobrou. Mas, para aquelas que atenderem alunos de outros Estados, terá de ser reforçada”, disse Haddad. Os recursos da assistência estudantil são usados para restaurantes universitários, moradia e bolsas para ajudar alunos de baixa renda. Como a intenção do MEC é que com o novo vestibular mais estudantes saiam de seus Estados, é necessário garantir que não tenham de abandonar os estudos porque não têm condições de se manter. Também é uma forma de compensação às instituições que hoje recebem recursos fazendo as próprias seleções, ao cobrar taxa de inscrição. A decisão de dar oportunidade aos alunos de tentar mais de um curso e mais de uma instituição com a mesma prova é um dos pontos básicos da proposta que o MEC vai formalizar na próxima quarta aos reitores. Apesar de haver dúvidas sobre como vai funcionar na prática, ela foi bem-vista pelos reitores. Da forma que o ministério propõe, os estudantes poderão, por exemplo, se inscrever em cinco cursos da mesma instituição; no mesmo curso em cinco instituições diferentes ou em cursos diferentes também em várias instituições. Só precisarão estabelecer uma hierarquia nas opções. A prioridade será dada à primeira delas. “Isso melhora o aproveitamento do aluno e das vagas”, avaliou Haddad. Além disso, a inscrição só será feita depois de o candidato ter o resultado do Enem em mãos. Com isso, o estudante poderá ter uma ideia melhor das suas possibilidades de aprovação. O sistema de inscrição, online, ainda ficará aberto por algum tempo e o candidato poderá avaliar suas reais condições no curso escolhido e mudar suas opções, caso conclua que não será aprovado.



Universidades e MEC formam comitê para elaborar novo vestibular em conjunto (Agência Brasil – 06/04/09)

As universidades federais e o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vão formar um comitê para elaborar o modelo do novo vestibular unificado proposto pelo Ministério da Educação.  A prova, que será uma reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), poderá servir como processo seletivo para todas as universidades federais. Hoje (6), o ministro da Educação, Fernando Haddad, se reuniu com os 55 reitores dessas instituições para discutir a proposta. “É muito importante para o ministério sentir essa sensibilidade dos reitores. Nós abrimos a possibilidade para que as instituições pudessem opinar para que o modelo seja ajustado às necessidades das universidades e dos estados”, afirmou. A idéia é que as secretarias estaduais de Educação, responsáveis pela oferta do ensino médio na rede pública, também participem desse comitê. De acordo com o ministro, ainda não é possível contabilizar quantas universidades querem aderir à prova. Mas, segundo ele, a proposta é vista com “simpatia” pelos reitores. O MEC prometeu enviar às universidades, no prazo de 48 horas, um termo referencial com detalhes técnicos sobre o exame. Com isso, segundo o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, a proposta será levada aos conselhos superiores de cada universidade. De acordo com o modelo apresentado hoje, o aluno do ensino médio poderá prestar o vestibular unificado e, após obter sua nota, se inscrever nas instituições em que quer disputar uma vaga. A idéia é que ele possa eleger cinco opções (entre cursos e instituições), em ordem de preferência. Se a nota não for suficiente para que ele ingresse no curso escolhido como primeira opção por exemplo, ele pode conseguir uma vaga na segundo opção selecionada. O estudante poderá se inscrever tanto em cursos de uma mesma instituição, quanto em instituições distintas. “Ele terá que hierarquizar suas preferência e a partir disso o estudante será selecionado. Todo mundo tem a sua nota e vai verificar em que instituição tem mais chance. Será um sistema online em que o estudante poderá acompanhar diariamente o número de candidatos com quem ele está disputando as vagas. Se ele achar que não tem condições de sucesso, ele poderá rever essa inscrição até a data limite”, explicou Haddad. O modelo proposto pelo ministério é semelhante ao utilizado para selecionar os bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A previsão do MEC é aplicar o novo vestibular em outubro. Mas hoje, durante a reunião, alguns reitores manifestaram a necessidade de que a prova fosse adiantada. Isso para atender o desejo de algumas instituições de aplicar, além do vestibular unificado, uma segunda fase durante o processo seletivo. O ministro afirmou que não sabe se o Inep teria condições de apertar o calendário de 2009. Ele também não quis definir um número mínimo de adesões para que o novo vestibular seja aplicado ainda esse ano. Amaro Lins avalia que a proposta foi recebida com entusiasmo pelos reitores, mas que os conselhos das universidades são as instâncias apropriadas para dar a palavra final sobre a adesão. O reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, José Weber, disse após o encontro que avalia a proposta com cautela. Ele teme que com a possibilidade de que estudantes de outros estados pleiteiem vagas nas universidades federais chamadas por ele de “periféricas”, os alunos moradores dessas regiões sejam prejudicados. “A idéia pode ser boa, mas para as universidades distantes dos grandes centros pode provocar uma maior disparidade regional. Porque para cursos de medicina, por exemplo, quando você nacionaliza uma prova isso pode fazer com que pessoas com melhores notas se desloquem para estudar em universidades federais mais distantes. E isso pode ser perigoso”, criticou. Weber espera que o ministério possa criar mecanismos para garantir vagas para alunos de regiões mais carentes. Já o reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Luiz Cláudio Costa, diz que pessoalmente aprova o novo modelo e quer aplicá-lo em 2009. “Vamos levar a proposta ao conselho, mas ela é interessante. Precisa agora sair do plano filosófico para o operacional. A questão mais importante é que o vestibular está aí, nós precisamos até junho sair com os editais dos nossos vestibulares. Os estudantes estão inquietos, a comunidade está ansiosa e precisa ter uma resposta, por isso precisamos definir”, afirmou. O novo Enem será formado por quatro provas e uma redação que devem ser aplicadas em dois dias. A idéia é que sejam realizados testes de linguagens e códigos, matemática, ciências naturais e ciências humanas, cada um com 50 itens.



Vestibulando poderá concorrer em 5 federais (Folha de S.Paulo Cotidiano – 07/04/09)

O novo vestibular unificado das universidades federais proposto pelo Ministério da Educação (MEC) deverá permitir que os candidatos escolham até cinco opções de curso que podem ser oferecidos por até cinco instituições. No ato da inscrição, o aluno teria que ordenar as suas preferências. Quem colocou um curso como primeira opção teria prioridade, mesmo que a sua nota tenha sido menor, sobre outro candidato que escolheu o mesmo curso como segunda opção e não foi selecionado para a sua primeira escolha. A prova de seleção seria um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) modificado. O exame passaria a exigir mais conteúdo específico -como os vestibulares tradicionais-, mas priorizando mais a capacidade analítica do que a “decoreba”. Ficaria a critério das instituições realizar uma segunda fase. O aluno elencaria as suas opções de curso após já ter em mãos o resultado do exame. Isso permitiria ao estudante, até determinada data, mudar suas opções de acordo com a pontuação. Com isso, no segundo ano do novo vestibular, ele já poderia saber a pontuação mínima de quem entrou em determinado curso no ano anterior e ter uma ideia de suas chances de passar. Reitores que participaram ontem de uma reunião com o ministro Fernando Haddad (Educação) manifestaram a preocupação de que o novo sistema prejudique os alunos que moram em regiões carentes. “Eu avalio a proposta com cautela”, disse José Weber, da Universidade Federal do Vale do Rio São Francisco. Ele falou em “maior disparidade regional”. Seu receio é que, principalmente em cursos mais concorridos, como medicina, alunos de regiões mais ricas, por terem as melhores notas, ocupem as vagas em detrimento dos estudantes do semiárido e, após formados, voltem à terra natal. A concordância das federais é fundamental para que a proposta do MEC siga adiante. Ao menos 38 reitores já manifestaram à pasta sua aprovação à proposta, mas a decisão é dos conselhos das instituições. Para acelerar o processo, o MEC se comprometeu a enviar até amanhã um documento com mais detalhes sobre a proposta, como as datas previstas para a realização das provas. Não foi definido se o início do novo modelo acontecerá neste ano. “Para as universidades que forem adotar só o Enem [como vestibular], 2009 é um prazo exíguo, mas possível. Se houver segunda fase, já fica mais difícil fazer neste ano”, disse o ministro. Por outro lado, afirmou, uma alternativa seria antecipar o Enem de outubro para setembro, para viabilizar a medida. O sistema também poderia ser combinado com ações afirmativas, como as cotas. Como, com o novo modelo, haveria mais mobilidade de universitários, Haddad prometeu aumentar os recursos destinados à assistência estudantil, usados para moradia e alimentação, dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. Também será criada uma comissão para organizar o vestibular com representantes do MEC, das universidades e dos governos estaduais, responsáveis pelo ensino médio.



Nova data do Enem pode limitar seu uso no vestibular  (Jornal da Tarde – Cidade – 07/04/09)

As universidades estaduais paulistas podem deixar de usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a mudança da realização da prova de agosto para outubro, uma das propostas apresentadas ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad . Atualmente, o desempenho no exame equivale a 20% dos vestibulares da Universidade de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp).  Segundo coordenadores dos exames, o problema seria operacional, já que o Ministério da Educação (MEC) precisa enviar às instituições as notas dos alunos no Enem para serem acrescentadas ao desempenho deles no vestibular. “Com a mudança, precisamos repensar o que fazer. Se demorar o mesmo que demora hoje, não poderemos usar a nota do Enem”, diz o coordenador do vestibular da Unicamp, Leandro Tessler. Segundo ele, as provas atualmente são feitas em agosto e as notas dos alunos só chegam em novembro.  Os três meses de demora equivaleriam a receber as notas apenas em janeiro, ou seja, depois que o resultado da primeira fase já tivesse sido divulgado.  O problema é que os aprovados da primeira etapa são definidos a partir do cálculo dos pontos da prova com os do Enem, o que, na maioria das vezes, aumenta a nota do candidato. A pontuação do candidato no exame federal integra também o bônus dado a alunos de escolas públicas. Oficialmente, a USP informou que continuará usando a nota do Enem na Fuvest. Mas fontes ouvidas pela reportagem dizem que a mudança na data pode, sim, inviabilizar o uso da nota.  A Unesp, que fará o seu vestibular em duas fases, pode, com isso, continuar usando as notas do Enem. A pró-reitora de graduação da Unesp, Sheila Zambelo de Pinho, acredita que a mudança de data para outubro não inviabilizará o seu uso. “Acho que não vamos ter grandes problemas, pois o Enem só entra na nota final do vestibular. Vamos ter tempo suficiente”, afirma Sheila. As mudanças do Enem propostas ontem, no entanto, ainda não foram discutidas na Unesp. Há nas universidades quem acredite que o novo Enem equivalerá a um vestibular, perdendo seu caráter interdisciplinar e não conteudista. Assim, não faria sentido ser usado como um complemento. Outro problema, segundo Tessler, é o fato de as universidades permitirem que os vestibulandos usem notas de Enem de anos anteriores. “Como agora vai mudar a prova, fica difícil essa comparabilidade”, explica.  As universidades privadas não definiram ainda como utilizarão a nota do novo Enem em seus vestibulares. Hoje, o desempenho do estudante na prova faz parte dos processos seletivos de centenas de instituições no País. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Hermes Figueiredo, acredita que será difícil o Enem substituir o vestibular das particulares. “As instituições usam o momento do vestibular para sua divulgação e também cobram o que esperam do aluno.” O diretor de graduação do Ibmec São Paulo, Sérgio Lazzarini, tem opinião diferente. “A faculdade teria interesse em aderir à utilização do Enem para o processo seletivo, mas as notas têm de ser entregues em tempo hábil.” Ele explica que já pensava em discutir um vestibular unificado com outras particulares antes da proposta do MEC.



Cinco chances para as federais  (Zero Hora – Vestibular – 07/04/09)

A forma do brasileiro ingressar nas universidades federais vai mudar. Ao apresentar ontem aos reitores a proposta de um novo vestibular, feito com base nas provas do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que os candidatos poderão escolher até cinco cursos diferentes em instituições de sua preferência e concorrer com os demais candidatos do país. O sistema de inscrição funcionaria da seguinte forma: primeiro os candidatos se inscreverão no novo Enem, farão as provas e receberão as notas. Num segundo momento, informarão ao ministério, por ordem de escolha, os cinco cursos que pretendem frequentar. Pode ser um mesmo curso em cinco instituições diferentes, ou cinco cursos numa mesma instituição. Ao inscrever-se, o candidato saberá pela internet a nota dos demais interessados, verificando se tem chance de obter a vaga. Se constatar que o número de candidatos com notas mais altas supera o número de vagas, poderá optar por novo curso. O sistema ficará aberto por alguns dias. Encerrada a matrícula referente à primeira opção de todos os inscritos, terá início a matrícula para a segunda opção. Na reunião de ontem com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Superiores (Andifes), Haddad explicou que a nota mínima para entrar em um curso – a chamada nota de corte – será determinada pela concorrência entre os alunos. Dessa forma, se mais candidatos com notas altas concorrerem a um determinado curso, a nota de corte será mais alta. O aluno, contudo, poderá mudar suas opções até o penúltimo dia do anúncio do resultado pela instituição. – Não tem número definido ainda, mas a hipótese mais provável é que o aluno possa se inscrever em até cinco cursos de instituições distintas – disse o ministro. Entres outros pontos que ficaram acertado, as instituições que aderirem à proposta do MEC de substituir o vestibular pelo novo Enem receberão mais recursos para a assistência estudantil. O Ministério decidiu dobrar a verba repassada às universidades dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. A maior parte irá para aquelas que fizerem parte do novo vestibular.



Novo vestibular unificado permite a candidato concorrer em cinco federais  (Tribuna da Bahia – Educação – 07/04/09)

O novo vestibular unificado das universidades federais proposto pelo Ministério da Educação (MEC) deverá permitir que os candidatos escolham até cinco opções de curso que podem ser oferecidos por até cinco instituições. No ato da inscrição, o aluno teria que ordenar as suas preferências. Quem colocou um curso como primeira opção teria prioridade, mesmo que a sua nota tenha sido menor, sobre outro candidato que escolheu o mesmo curso como segunda opção e não foi selecionado para a sua primeira escolha. A prova de seleção seria um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) modificado. O exame passaria a exigir mais conteúdo específico –como os vestibulares tradicionais–, mas priorizando mais a capacidade analítica do que a “decoreba”. Ficaria a critério das instituições realizar uma segunda fase. O aluno elencaria as suas opções de curso após já ter em mãos o resultado do exame. Isso permitiria ao estudante, até determinada data, mudar suas opções de acordo com a pontuação. Com isso, no segundo ano do novo vestibular, ele já poderia saber a pontuação mínima de quem entrou em determinado curso no ano anterior e ter uma ideia de suas chances de passar. Reitores que participaram ontem de uma reunião com o ministro Fernando Haddad (Educação) manifestaram a preocupação de que o novo sistema prejudique os alunos que moram em regiões carentes. “Eu avalio a proposta com cautela”, disse José Weber, da Universidade Federal do Vale do Rio São Francisco. Ele falou em “maior disparidade regional”. Seu receio é que, principalmente em cursos mais concorridos, como medicina, alunos de regiões mais ricas, por terem as melhores notas, ocupem as vagas em detrimento dos estudantes do semiárido e, após formados, voltem à terra natal. A concordância das federais é fundamental para que a proposta do MEC siga adiante. Ao menos 38 reitores já manifestaram à pasta sua aprovação à proposta, mas a decisão é dos conselhos das instituições. Para acelerar o processo, o MEC se comprometeu a enviar até amanhã um documento com mais detalhes sobre a proposta, como as datas previstas para a realização das provas. Não foi definido se o início do novo modelo acontecerá neste ano. “Para as universidades que forem adotar só o Enem [como vestibular], 2009 é um prazo exíguo, mas possível. Se houver segunda fase, já fica mais difícil fazer neste ano”, disse o ministro. Por outro lado, afirmou, uma alternativa seria antecipar o Enem de outubro para setembro, para viabilizar a medida. O sistema também poderia ser combinado com ações afirmativas, como as cotas. Como, com o novo modelo, haveria mais mobilidade de universitários, Haddad prometeu aumentar os recursos destinados à assistência estudantil, usados para moradia e alimentação, dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. Também será criada uma comissão para organizar o vestibular com representantes do MEC, das universidades e dos governos estaduais, responsáveis pelo ensino médio.