08/05/2017 / Em: Clipping

 

 

 

 

Cursinho popular de Campinas ajuda alunos de baixa renda a entrar na universidade (Carta Campinas – Notícias – 06/05/2017)

Diante de desafios, cursinhos populares têm a chance de oferecer oportunidades ao futuro de jovens de baixa renda que frequentam as escolas públicas regulares. Atuar como voluntariado está além do que apenas ceder o próprio tempo para a prática de uma atividade instrutiva ou de cuidados direcionados. É necessário esforço e conhecimento de que há, infelizmente, pouca ou quase nenhuma preocupação da sociedade e políticas públicas com causas como essas. “Não é interessante para o mercado, do ponto de vista do capital e de uma política neoliberalista, investir em educação e projetos sociais que prestigiem ou beneficiem o povo e sua camada mais pobre”, diz Pablo Silva, estudante de biologia e voluntário, desde 2016, no cursinho popular Cescon – uma organização não-governamental ligada a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) da Unicamp e que está comprometida em oferecer oportunidade de estudo aos alunos de baixa renda do Ensino Público Regular. Assim como Pablo, muitos outros voluntários reconhecem a dura realidade que práticas sociais como o cursinho pré-vestibulinho (localizado em Barão Geraldo) enfrentam. O projeto, que conta com alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza processos seletivos tanto para estudantes como para os professores. “Todo início do ano, é aberto um edital de processo seletivo para alunos que estão cursando a 9ª série do Ensino Fundamental da rede pública de Ensino (…) O processo seletivo leva em consideração as notas e aproveitamento do aluno na 8ª série do Ensino Fundamental”, conta uma das coordenadoras da causa social, Elaine Cristina de Moraes, que atua no projeto desde 2016. Além do pré-requisito do desempenho do aluno, uma avaliação socioeconômica é também realizada, garantindo a eficiência da causa; atender jovens de baixa renda e que desejam ingressar em escolas técnicas.

Embora o projeto tenha recebido um número muito grande nos últimos dois anos – em 2013 contava com somente 27 alunos e atualmente são 120. A coordenadora Elaine ressalta que os alunos também enfrentam muitos obstáculos que culminam na desistência da vaga. “Muitos alunos, desistem do cursinho por causa da falta de dinheiro para chegar até o Cescon”, diz ela justificando que há alunos de outras cidades e de bairros distantes. Com relação a seleção de professores voluntários, a avaliação dos estudantes – realizada ao longo do período letivo – e também entrevistas com universitários da Unicamp que se cadastram a uma bolsa SAE são realizadas e por fim a coordenação pondera e decide quais estão mais aptos a participarem do projeto. Mesmo sendo uma causa muito louvável, a coordenadora destaca a dificuldade que o Cescon – ou outros projetos voluntários – enfrentam, pois muitos desistem diante do desafio. Apesar dos incontáveis motivos que podem desmotivar o trabalho do cursinho popular, há obviamente o reconhecimento por parte dos alunos e a experiência gratificante para quem participa do projeto. “Poder contribuir com o que tenho aprendido na universidade é bem gratificante. Sei que vai fazer diferença esse conhecimento na vida dos alunos”, comenta a voluntária Bruna Pereira que atua no Cescon desde 2015. “Penso que, por ser professor em tal cursinho, consigo retribuir à comunidade, a educação que recebi através das mesmas escolas técnicas estaduais, nas quais estudei e, agora, na universidade estadual”, acrescenta Pablo Silva. Além disso, Bruna Pereira destaca outro importante fato. “O Cescon, por exemplo, além de um cursinho pré-vestibulinho, é uma organização comprometida com a formação humana dos seus alunos e demais participantes do projeto”. Contando com a ajuda da Igreja Presbiteriana de Barão Geraldo, aulas de cidadania são oferecidas aos alunos, melhorando as relações sociais e discussões de temas que contribuam para a formação quanto indivíduo. “Para isso, o cursinho conta com aulas e palestras específicas para abordar temas que visem a melhoria da qualidade de vida dos alunos”, diz Bruna. E por que não ousar e adentrar em questões comportamentais, afinal, a voluntária comenta sobre os considerados alunos “problemas” pelas escolas, mas que ao participarem do projeto Cescon e, consequentemente mudarem hábitos e rotinas de estudo, apresentam melhoras relevantes no desempenho nas escolas regulares. “Conforme as aulas no cursinho vão passando, os próprios alunos vêm nos mostrar a melhora em seus boletins. Isso nos deixa extremamente felizes e motivados”, diz Bruna Toledo. Para a coordenadora, diante dos desafios e as aprovações satisfatórias em colégios técnicos, o cursinho popular Cescon, como tantos outros que se empenham e conseguem oferecer o material didático e o ensino capaz de transformar o futuro de adolescentes, não restam dúvidas de que a motivação em oferecer oportunidade de mudanças é tão importante quanto a efetiva transformação no que há por vir na vida de tantos jovens que aproveitarão a chance de continuarem estudando. “A motivação é o que move projetos como esse (…) melhorar a vida de outra pessoa é muito gratificante”, diz Elaine de Moraes.


 

 

 

 

 

Livro de Carolina Maria de Jesus é resgatado em vestibulares da UFRGS e Unicamp 40 anos após morte de escritora (G1 – Campinas e Região – 07/05/2017)

‘Quarto de despejo – Diário de uma favelada’ está nas listas obrigatórias de exames das duas universidades. Professores de literatura valorizam inclusão e possibilidade de reflexões.

O livro “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus, está entre as novidades dos próximos vestibulares da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No ano em que a morte da escritora completa 40 anos, a obra resgatada está indisponível em algumas livrarias, mas a editora responsável pela impressão garante reposição e, à espera de alta na demanda, considera hipótese de elevar tiragem. O diário foi anunciado na semana passada como uma das três alterações na lista da Unicamp para o vestibular 2019. Os outros dois livros inseridos na lista obrigatória de leituras são a poesia “A teus pés”, de Ana Cristina Cesar; e o romance “História do Cerco de Lisboa”, de José Saramago. Já a UFRGS confirmou , em março, a inclusão do livro na edição 2018 do processo seletivo. A universidade renova anualmente a relação de obras com a substituição de quatro títulos.

Inovações

Carolina nasceu em Sacramento (MG), em 1914, e foi morar na capital paulista em 1947, época em que surgiram as primeiras favelas na cidade. Uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, ela reúne em “Quarto de Despejo” relatos de parte das experiências que viveu e observou na comunidade do Canindé, com três filhos. O lançamento ocorreu na década de 1960. Para o professor de literatura Laudemir Guedes Fragoso, a inclusão da história da catadora de papel e sucatas nos processos seletivos representa inovações em abordagens de conteúdo e forma. “Ela foi uma voz dissonante do Brasil marginalizado, é interessante se fazer paralelo com momento atual do país”, frisou o docente ao mencionar que vê tendência na abordagem de temas sociais nas provas, incluindo literatura indígena. Ele também lembrou a relevância na tratativa de um diário. “É um gênero antigo, do século XV, e chama atenção a busca por novas formas literárias dentro da prova”, falou o professor do Colégio Objetivo ao lembrar da inclusão de “Minha vida de menina” na edição 2018 da Fuvest. A instituição já definiu a lista para o vestibular 2019 da USP e da Santa Casa. 

Conexões

O professor de literatura Octávio da Matta, do Anglo, manteve o tom e valorizou a flexibilização dos vestibulares, que passaram a incluir não somente obras clássicas, mas também livros que retratam a história recente do país e as questões que seguem em debate, incluindo “Quarto de despejo”. “A Unicamp e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul estão convidando o estudante para uma reflexão. Carolina faz um relato autobiográfico, mas ainda hoje pode ser considerado atemporal por apresentar questionamentos sobre a violência, problema do alcoolismo e violência doméstica, a preocupação em conseguir sustentar os filhos e a revolta por não ter o que comer”, ressalta. No caso da universidade em Campinas, em especial, o docente valorizou o fato da mesma lista de livros contemplar a obra da escritora mineira, e “O espelho”, de Machado de Assis. ” “É um fato gigantesco essa conexão, ele também teve uma origem humilde, foi autodidata. A Carolina aprendeu a ler pegando jornais e revistas e, diferentemente de uma obra do Aluísio Azevedo, apresenta um olhar de dentro dessa sociedade, demonstra sentimento, e não um pensamento de determinismo, instintivo. A versão dela é a mais pura realidade”. 

Estoques

A assessoria de imprensa da Editora Ática informou, em nota, que recebeu uma nova reimpressão do livro na segunda quinzena de abril. O desabastecimento, segundo a empresa, ocorreu por causa do “espaço” entre esta etapa e a distribuição. “Em nosso e-commerce o livro já está disponível e ao longo das próximas semanas o livro voltará às livrarias. O livro está em sua décima edição”, diz nota. Em relação à tiragem de “Quarto de despejo”, a editora mencionou que ela já foi elevada em 20%, em virtude da inclusão na lista da UFRGS. A expectativa é de que outra seja feita quando houver queda do estoque, por causa da colocação da obra entre os assuntos do vestibular da Unicamp. “Esperamos que haja um aumento na procura pela obra, naturalmente, mas sabemos que obras de literatura não precisam ser necessariamente compradas novas, podem ser emprestadas de bibliotecas, de amigos ou adquiridas de segunda mão em sebos. Por isso, não temos previsão de nova tiragem enquanto tivermos estoque suficiente para atender as demandas”, informa texto. 

Rede pública

Em 2013, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) comprou e distribuiu, por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), 29 mil exemplares do livro para escolas públicas com alunos em anos finais do ensino fundamental. De acordo com o governo federal, não há reserva ou destaque de exemplares, nem previsão para novas aquisições do título. “Por meio do PNBE, são beneficiadas todas as escolas públicas, sem necessidade de adesão. […] Os livros são encaminhados diretamente às escolas para a composição dos acervos das bibliotecas e disponibilização dos exemplares aos alunos, geralmente, por meio de empréstimos e consulta.”

Inscrição para o Enem 2017 está aberta: vídeo mostra como fazer passo a passo (G1 – Educação – 08/05/2017)

Cadastro deve ser feito pelo site do Enem até sexta-feira (19). Prazo para pagamento da inscrição vai até 24 de maio.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 começaram nesta segunda (8). O sistema seria liberado às 10h, segundo previsão do MEC, mas a abertura foi adiantada e os candidatos já começaram a ter acesso por volta das 8h30. Será possível fazer a inscrição durante duas semanas. O prazo vai até as 23h59 de sexta (19). A taxa subiu para R$ 82 e o boleto precisa ser pago até 24 de maio. O processo de inscrição está distribuído em seis seções no site do Enem: “Dados pessoais”, “Recursos”, “Prova”, “Ensino Médio”, “Escola” e “Questionário”.

Veja abaixo o passo a passo:

  1. Site para inscrição

As inscrições ocorrem somente no site www.enem.inep.gov.br/participante. Neste ano, a página está com novo layout baseado na cor verde (ver foto no topo e abaixo).

  1. Documentos básicos

Para começar o processo, o candidato precisa saber o número do CPF e a data de nascimento.

Após digitar esses dois dados, na tela seguinte aparecem preenchidos automaticamente nome do participante, nome da mãe e data de aniversário. Isso ocorre porque o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) cruzou as informações com o banco de dados da Receita Federal.

Em caso de erro, é preciso clicar no item que registra a incongruência. O estudante que relatou problema deverá procurar a Receita e solicitar a alteração do dado com problema.

  1. Dados pessoais

Depois que o sistema inseriu automaticamente os três primeiros dados, o estudante precisa colocar o número do RG, endereço e outros dados pessoais.

(Vale notar que o endereço da residência não precisa ser o mesmo onde o estudante fará a prova. Há uma área específica em outro ponto da inscrição na qual o participante terá que informar em qual cidade quer fazer a prova.)

  1. Pedido de atendimento especializado

Após informar os dados pessoais, o candidato passa para a seção “Recursos”. Nela vai ter que responder se precisa de atendimento especializado ou atendimento específico para fazer a prova.

São exemplos de casos que justificam o atendimento especializado: autistas, com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular.

Nesta edição será oferecida, em caráter experimental, prova em vídeo libras para auxiliar participantes surdos ou com deficiência auditiva. Esses participantes poderão selecionar apenas um tipo de recurso, já que também estará disponível a opção do tradutor-intérprete de libras.

Os estudantes que solicitarem atendimento especializado terão que indicar o código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e anexar o laudo médico em formato .pdf, .png, .jpg no ato da inscrição.

Uma comissão do Inep analisará a documentação anexada e deve enviar uma resposta sobre o deferimento do pedido em um prazo de 30 dias após o fim das inscrições.

Quem consegue atendimentos especializados tem uma hora extra de prova.

  1. Atendimento específico

Gestantes, lactantes, idosos, alunos em classe hospitalar – que por motivos de saúde estudam em unidades médicas – têm o direito a atendimento específico desde que informem sua condição no ato da inscrição.

A partir deste ano, essa solicitação também poderá ser feita para candidatos diagnosticados com algumas doenças. Por exemplo, diabéticos que usem bomba de insulina. O CID será exigido no momento da inscrição.

O atendimento específico não dá direito a uma hora adicional de prova.

  1. Escolha do idioma e cidade da prova

Na sequência, dentro da seção “Prova”, o estudante deve selecionar inglês ou espanhol como língua estrangeira no Enem.

Além disso, durante essa fase da inscrição, o concorrente terá que indicar a cidade onde deseja realizar o exame, que pode ser diferente daquele cadastrado na seção de dados pessoais.

  1. Informações sobre o ensino médio

Na seção “Ensino Médio”, os participantes precisam informar a sua situação em relação à conclusão dos estudos.

O sistema dá quatro opções para o candidato escolher: “já concluí o ensino médio”; “estou cursando a última série/ano do ensino médio”; “estou cursando o ensino médio, mas não concluirei no ano letivo de 2017” e “não estou cursando e não concluí o ensino médio”.

Nesta fase, candidatos com menos de 18 anos que não vão concluir o ensino médio neste ano, os “treineiros”, receberão uma informação de que estão impossibilitados de usar os resultados da prova para acesso ao ensino superior.

  1. Escola

Esta seção só é exigida para os candidatos que afirmaram que vão concluir o ensino médio em 2017. O participante terá que informar a unidade federativa, o município e nome da escola, ou o código da instituição.

  1. Questionário socioeconômico

A penúltima etapa é o questionário socioeconômico, onde os candidatos informam questões sobre escolaridade e profissão dos pais e renda familiar. Neste ano, os estudantes respondem 27 itens. Até 2016, eram 50.

  1. Imprimir boleto ou pedir isenção

Os alunos que declararam a conclusão do ensino médio em 2017 e que estão matriculados na rede pública de ensino recebem isenção automática da taxa de inscrição e o processo é finalizado após o preenchimento do questionário socioeconômico.

Os demais concorrentes terão mais uma etapa pela frente: podem pedir para gerar o boleto de pagamento da inscrição ou solicitar isenção da taxa. Nesse último caso, os estudantes deverão identificar o motivo para esse requerimento.

Quem pode ter isenção da taxa

Concluintes do Ensino Médio matriculados na rede pública de ensino;

Membros de família de baixa renda em situação de vulnerabilidade socioeconômica inscritos no CadÚnico;

Membros de família com renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública ou como bolsista integral em escolas particulares.

Ao declarar carência socioeconômica ou ao cadastrar o Número de Identificação Social (NIS), o estudante receberá automaticamente a informação se a isenção foi validada. Se a solicitação não for aceita, o sistema vai gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU).

  1. Definição de senha e dados de contato (e-mail e telefone)

Antes de finalizar ou imprimir o boleto, é preciso indicar número de telefones fixo e celular, além de e-mail. (Neste ano, após polêmica com a falta de segurança na edição anterior, o Inep determinou que a recuperação da senha só vai ocorrer via SMS ou e-mail.)

Logo após inserir esses dados pessoais, os candidatos devem escolher uma senha com no mínimo seis e no máximo 10 caracteres. Ela pode ter apenas números e letras, com distinção de minúsculas e maiúsculas.

O Inep ressalta que os participantes devem guardar suas senhas para evitar possíveis complicações. No ano passado, milhares de pessoas ficaram com o acesso temporariamente restrito ao sistema porque esqueceram suas senhas e precisaram criar uma nova.

  1. Conclusão da inscrição

Para quem não é isento, o boleto poderá ser impresso (ou salvo em PDF) nesta última etapa. Ele pode ser pago em qualquer banco até 24 de maio.

Ao concluir todas as etapas do registro, será gerado o número da inscrição em uma página com o resumo das informações recebidas. A situação do cadastro deverá ser consultada pelo participante nessa etapa do processo.

  1. Prazo para mudança de dados

Até o término das inscrições – 19 de maio –, os participantes têm a opção de atualizar os dados de contato, mudar o município escolhido para a realização das provas e a opção de língua estrangeira, e solicitar atendimento especializado ou específico. Terminado o prazo, não será possível fazer qualquer alteração.

Nome social

Travestis e transexuais podem solicitar o uso do nome social no exame. Para isso, devem fazer sua inscrição normalmente no site até 19 de maio.

Entre 29 de maio e 4 de junho, devem entrar novamente na página do participante do Enem e solicitar o uso do nome social. O candidato deve ter documentos comprobatórios de sua condição.

Aplicativo do Inep

A inscrição não pode ser realizada pelo aplicativo do Inep sobre o Enem. Entretanto, o app lançado em 2016 foi reformulado. Agora, há uma seção de notícias destinada ao público geral. Assim, professores e pais vão conseguir acompanhar determinadas áreas que não exigem o login do participantes. O app vai fornecer aos usuários o espelho da redação, gabaritos e o resultado individual. A ferramenta está disponível nas plataformas Android e IOS.


 

 

 

Enem 2017 tem inscrições abertas a partir de amanhã até 19 de maio (Agência Brasil – Notícias – 07/05/2017)

Começa nesta segunda-feira o período de inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio de 2017. Quem quiser participar do Enem terá até o dia 19 de maio para preencher o cadastro. A taxa de inscrição é de 82 reais e pode ser paga até o dia 24, em qualquer agência bancária, em lotéricas ou nos Correios. Alguns candidatos podem pedir gratuidade na taxa. São aqueles que vão concluir o ensino médio em escola pública, os já declarados no Cadastro Único e os que se enquadram nas exigências da Lei nº 12.799, sobre isenção em processos seletivos a instituições federais de ensino superior. Nas próximas semanas, serão lançados um aplicativo do Enem e o novo site do exame. Até lá, você fica por dentro do Enem 2017 na página ebc.com.br/enem

Participante do Enem que pedir atendimento especial terá que enviar laudo médico (Agência Brasil – Educação – 08/05/2017)

Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que solicitarem algum atendimento especializado ou específico, além da isenção da taxa do exame, deverão estar atentos aos documentos comprobatórios. Este ano, serão exigidos laudos médicos, além de outras informações, como o Número de Identificação Social (NIS), que comprove que o participante integra o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Na seção Recursos, o candidato informa se necessita de atendimento especializado ou específico para fazer a prova. O atendimento especializado é concedido àqueles que comprovarem, por informação do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e inserção de laudo médico, condições de autismo, baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual/mental, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular. Já o Atendimento Específico é garantido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e, a partir de 2017, a outras condições específicas, para as quais deverá ser informado o CID. Entram nessa nova categoria algumas doenças que demandam algum tipo de atendimento específico. Um exemplo são os participantes diabéticos que usem bomba de insulina. Para se beneficiar das opções de classe hospitalar, o participante deve anexar uma autorização do hospital para aplicação da prova em suas dependências. Aqueles que solicitarem atendimento por outra situação específica deverão informar o CID. Os laudos devem estar em formato .pdf, .png e .jpg. Atualmente, o Inep disponibiliza guia-intérprete, tradutor-intérprete de libras, leitura labial, prova ampliada, prova em braile, prova super ampliada, auxílio para leitura, auxílio para transcrição, entre outros mecanismos para promover a acessibilidade. Nesta edição, um novo recurso vai auxiliar participantes com surdez e deficiência auditiva: a prova em vídeo libras, oferecida em caráter experimental. Participantes com surdez e deficiência auditiva poderão selecionar apenas um tipo de recurso.

Isenções

Pelas regras do edital, estão isentos da taxa de R$ 82 os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50. Para comprovar que integram o CadÚnico, os participantes deverão inserir o NIS. O sistema de inscrição também cruzará bases de dados da Receita Federal, do Censo Escolar e do Ministério do Desenvolvimento Social para comprovar se o participante tem direito ou não à isenção. Caso tente burlar o sistema, o candidato pode ser eliminado do exame em qualquer etapa. O participante isento da taxa no Enem 2016 e que não compareceu à prova só terá direito à isenção no Enem 2017 se justificar o motivo da ausência no sistema de inscrição.

Enem

As inscrições para o Enem começam hoje (8) e vão até as 23h59 do dia 19 de maio, na Página do Participante. A taxa do exame este ano é R$ 82. As provas serão aplicadas em dois domingo consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro.O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Caso haja algum problema na hora de inscrição, os candidatos podem acionar o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.