08/07/2015 / Em: Clipping

 


Cotas sociais têm aprovação maior do que raciais, aponta pesquisa   (Globo.Com – G1 Vestibular – 07/07/15)

Os brasileiros são mais favoráveis que universidades públicas adotem cotas sociais como políticas de inclusão de alunos do que cotas raciais, segundo pesquisa feita pela agência de pesquisa Hello Research no primeiro semestre de 2015. De acordo com o levantamento, 48% dos pesquisados apoiam a política de cotas sociais no ensino superior, enquanto 38% aprovam o uso de cotas raciais.  No caso das cotas sociais, os pesquisados se posicionaram diante da pergunta dos entrevistadores sobre se apoiam a reserva de vagas para alunos que frequentaram o ensino público. Já quando o levantamento abordou as cotas raciais, eles opinaram sobre reserva para afrodescendentes e minorias étnicas. A pesquisa ouviu mil pessoas, maiores de 16 anos e em 70 cidades de todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%. Quando o tema é seleção para o serviço público, 39% são favoráveis, enquanto 34% são contra. Para Nelson Fernando Inocêncio da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade de Brasília (UnB), as pessoas ainda têm dificuldade para diferenciar cotas socias e raciais. Uma [cota] não anula a outra, mas precisam ser tratadas de formas distintas” Nelson Fernando Inocêncio da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade de Brasília (UnB) “Uma [cota] não anula a outra, mas precisam ser tratadas de formas distintas”, explica. Cotas raciais são aquelas destinadas a pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas. Já cotas sociais podem ser destinadas para egressos de escolas públicas ou para quem possui baixa renda. O levantamento também aponta que a classe A é o grupo com maior rejeição à qualquer tipo de cota, sendo 58% contra às cotas raciais e 50% contra às cotas sociais. Segundo Nelson Inocêncio, os dados podem ser o reflexo da discussão sobre o tema no país. “No Brasil não é difícil de reconhecer a pobreza como um fenômeno que atinge as pessoas. Não temos problema para discutir a pobreza, mas temos para discutir o racismo. É uma das limitações da nossa sociedade”, afirma o especialista. Somadas, as regiões Norte e Centro-Oeste concentram o maior apoio às cotas, sendo 54% a favor das cotas sociais e 48% a favor das cotas raciais. Em contrapartida, a região Nordeste é a mais desfavorável sobre às cotas raciais (38%), seguida do Sudeste (33%).



Brasil cai em ranking de universidades do Brics; só USP fica no top 10   (UOL – Educação – 07/07/15)

O Brasil tem apenas uma universidade entre as dez melhores do Brics, bloco formado por ele, Rússia, Índia, China e África do Sul. É o que aponta o ranking internacional QS, divulgado na noite desta terça-feira (7). Em 2014, o país tinha duas entre as top. A USP (Universidade de São Paulo) aparece em 9º lugar, caindo duas posições em relação ao ano passado. A China, que tem mais de uma entre quatro universidades no ranking, possui sete instituições entre o top 10, entre elas a Universidade Tsinghua (1º), a Universidade de Pequim (2º) e a Universidade Fudan (3º). Há ainda uma universidade russa, a Universidade Estatal de Moscou (4º), e uma indiana, o Instituto Indiano de Ciência (5º). Segundo o relatório, o Brasil manteve o número de instituições no top 50 e garantiu uma a mais no top 200 em relação a 2014. Entre as 200 melhores, 27 universidades do país caíram de posição, 12 melhoram a pontuação e uma apareceu no top pela primeira vez. No estudo, o QS afirma que o Brasil ainda está longe de ser atrativo para estudantes internacionais. A instituição do país melhor colocada é a PUC (Pontifícia Universidade Católica) Rio, que está apenas na 96ª posição neste quesito. A análise é melhor quando se olha o corpo docente internacional: a UFRGS é a 1ª colocada entre as universidades do Brics, e outras 16 brasileiras integram o top 100 deste quesito. A boa notícia para o Brasil, ainda segundo o QS, é que a USP e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estão em 3º e 9º lugares, respectivamente, na pesquisa entre especialistas. “Isso sugere que apesar do limitado impacto de pesquisa, essas instituições são importantes atores globais, e estão competindo com a China e outras potências do Brics”, afirma o QS. 

Reforma do ensino médio não deve se limitar a conteúdo, diz especialista   (UOL – Educação – 07/07/15)

A reformulação do ensino médio e a construção de uma base nacional curricular comum para essa etapa foram temas de discussão hoje (7) em seminário na Comissão de Educação, na Câmara dos Deputados. O integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE) José Fernandes de Lima alertou que a base nacional comum não deve se limitar a uma lista de conteúdos, mas ir além e tratar, por exemplo, da formação dos professores e da relação entre União, estados e municípios. Lima destacou ainda que o currículo comum não pode partir da opinião uma única pessoa ou organização, mas ter o consenso da sociedade. “Uma agenda educacional de um país não pode deixar de responder a três coisas: para quem temos que oferecer educação, para quê e como vamos oferecer essa educação”, disse. O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que a base nacional curricular comum da educação básica deve estar concluída até junho de 2016. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, considera que, atualmente o conteúdo do ensino médio está direcionado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Estamos fazendo um Enem modelador dos currículos como se a gente só formasse no ensino médio como uma etapa de transição para a faculdade”, disse. Na avaliação de Deschamps não é possível resolver os problemas do ensino médio sem focar na etapa anterior que são os anos finais do ensino fundamental. “No ensino fundamental dois começa o grande problema que só é reforçado na hora de entrar no ensino médio.