09/03/2016 / Em: Clipping

 

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INCLUSÃO EM PAUTA  (Jornal Metro – Foco – 09/03/16)

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp(Universidade Estadual de Campinas) vai fazer um levantamento para traçar o perfil socioeconômico de todos os alunos de graduação que entraram na universidade neste ano. Segundo Guilherme Montenegro, coordenador do DCE, o mapeamento servirá para confrontar os dados de inclusão social que foram divulgados pela Unicamp no dia 12de fevereiro e informavam que, devido às mudanças promovidas no PAAIS (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), a universidade conseguiu atingira meta de 51,9%  (1.714 de3.310 alunos) dos aprovados na 1ª chamada do vestibular oriundos de escola pública, com destaque para o curso de Medicina, que teve 88% (97 das 110 vagas disponíveis)dos aprovados vindos de instituições públicas .“A gente quer realmente saber se vai entrar toda essa quantidade de pessoas de escolas públicas na Unicamp e, se entrar, vamos cobrar que a universidade implante mecanismos de permanência para esses alunos”, disse o representante do DCE ao defender que a universidade precisa melhorar a estrutura de moradia, restaurante e reforço escolar para os novos estudantes na medida em que o número de alunos carentes aumenta na instituição. Além de chamar a atenção da comunidade estudantil, o sistema que a Unicamp utilizou neste ano para atrair os alunos de escolas públicas também intrigou os especialistas em educação. Diferentemente dos vestibulares realizados até 2015 (quando os alunos de escolas públicas recebiam bônus apenas após a segunda fase das provas),no exame de 2016 os pontos para este perfil de candidato dobraram e passaram a valer também na primeira fase. Assim, todos os candidatos que fizeram o ensino médio integralmente em escolas públicas receberam 60 pontos na primeira fase e outros 90 pontos na segunda fase. Os candidatos de escola pública auto declarados pretos, pardos ou indígenas receberam, além desses bônus, outros 20 e 30 pontos, respectivamente, na primeira e na segunda fase. Para Maria Inês Fini, doutora em Educação e consultora do Comitê Deliberativo do Observatório da Educação da Fundação Feac, o novo sistema de bônus do vestibular da Unicamp fornece um “aparente sucesso de inclusão social” e precisa ser avaliado sobre diversos ângulos. “O sucesso é do bônus e não do rendimento do aluno de escola pública. Se ele não apresenta base educacional para dominar as estruturas de linguagem e matemática, por exemplo, como ele vai acompanhar o andamento do ensino superior? É claro que existe um mérito de que a universidade abriu as portas para esses alunos, mas isso não significa que a educação da escola pública tenha melhorado”, avalia a especialista. Acostumado a lidar com alunos em fase de vestibular, o coordenador Pedagógico do colégio preparatório Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, afirma que o sistema de bônus surge para amenizar um problema antigo na educação básica. “Todo sistema de bônus surge para resgatar uma dívida histórica do ensino, mas isso não reflete melhora do ensino. Temos que tomar cuidado para que a longo prazo esse sistema não seja usado como um ‘band-aid’ para tapar uma hemorragia e avaliar como esses alunos vão se virar durante o curso”, alerta Tasinafo.

Bônus não atrapalham graduação,diz Unicamp   (Jornal Metro – Foco – 09/03/16)

A meta definida em 2013 pela Unicamp previa que, em 2017, 50% das matrículas na universidade seriam de candidatos vindos de escolas públicas do ensino médio e que, destes, 35% seriam estudantes auto declarados pretos, pardos ou indígenas. Neste ano, aponta a universidade, mais da metade (51,9%) dos estudantes aprovados no vestibular da Unicamp cursaram o ensino médio em escolas públicas. E, desses, 43% são autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Com esses números, a universidade supera as metas de inclusão social definidas pelo Conselho Universitário em 2013 e previstas para serem atingidas apenas no ano de 2017. O maior número até então era de 34% oriundos da escola pública. Sobre os impactos na qualidade da graduação, a Unicamp disse em nota que estudos realizados pela universidade provam que os alunos que ingressam na instituição pelo PAAIS apresentam aproveitamento acadêmico na universidade igual ou, em vários cursos, até melhor do que aqueles que ingressam sem utilizar o programa de bônus. Em relação aos projetos de permanência estudantil, a Unicamp afirma que investe em moradia, assistência e bolsa de auxílio financeiro no valor de R$ 762,62 por mês para alunos que comprovem necessidade. A Unicamp também ressaltou que o matriculado recebe auxílio alimentação– duas refeições diárias no restaurante do campus – e dois percursos de ônibus para ajudar no custo como transporte. O dirigente regional de ensino das escolas públicas gerenciadas pela Secretaria Estadual de Educação, Antônio Admir Schiavo, rebateu as críticas dos especialistas sobre a qualidade das unidades do estado. “A escola pública não prepara para o vestibular. Nós preparamos o aluno para a cidadania. Por outro lado, investimos em projetos extras de ensino para aprimorar o desempenho do estudante que vai prestar vestibulares. Temos muitos alunos que entraram em universidades públicas e apresentaram rendimento até melhor do que outros estudantes de ensino superior que vieram de escolas privadas. Estamos atentos na formação dos nossos alunos e sempre investimos em atividades educacionais”, disse o representante da Secretaria Estadual de Educação. Responsável pelas instituições públicas de ensino infantil e fundamental, a Secretaria Municipal de Educação disse que “os resultados apresentados pelos alunos de escolas públicas em vestibulares como o da Unicamp, por exemplo, refletem a qualidade do ensino público”.

Como você avalia o sistema de bonifi cação?   (Jornal Metro – Foco – 09/03/16)

“Essa bonificação, que foi estudada e planejada, é um acréscimo na nota para que o aluno pudesse compensar essa deficiência no preparo”
LUÍS MAGNA, PRÓ_REITOR DA
UNICAMP

“Esse sistema dá uma falsa ideia de inclusão social. Não podemos confundir isso com melhoria no ensino público”
MARIA INÊS FINI, ESPECIALISTA
EM EDUCAÇÃO

“A longo prazo, temos que tomar cuidado para que esse sistema não seja usado como um ‘band-aid’ para tapar hemorragia”
CÉLIO TASINAFO, DIRETOR
PEDAGÓGICO DE ESCOLA

“Classifico esse sistema de bônus como ‘paridade de arma estudantil’ porque você dá ao aluno um pouco mais de condições para tentar nivelar a disputa”
RÉGIS VASCON, ADVOGADO

“Essa medida pode ser positiva, pois é mais uma oportunidade para alunos de escolas públicas. É o aluno que define o seu próprio sucesso profissional”
TATIANE VIRMES, JORNALISTA


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Pichação com símbolo racista gera polêmica entre alunos da Unicamp   (Globo.Com – G1 Vestibular – 08/03/16)

Uma pichação com dizeres racistas gerou polêmica entre alunos da Unicamp nas redes sociais após a aluna Camila Cassis, do Institudo de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), se deparar com a mensagem “White Power” (força branca) na parede, acompanhada de um símbolo com referência à seita Ku Klux Klan (KKK). “Eu vi de manhã, saindo do banheiro feminino, fica bem na frente. Não vi ninguém escrevendo não. Só levei um susto porque aquilo com certeza não estava lá antes”, conta a universitária, que tirou uma foto e postou nas redes sociais nesta segunda-feira (7).

A educação superior privada não pode se reduzir ao ensino   (Globo.Com – G1 Vestibular – 08-03-16)

A cada dez alunos do ensino superior brasileiro, oito estão na rede privada e a maior parte deles estuda com professores sem doutorado. Esse dado leva a crer que persiste a dicotomia entre universidades públicas, entendidas como destinadas à pesquisa e produção de conhecimento, e instituições particulares, focadas na formação profissional para o mercado. Tal realidade se observa no mínimo desde 1998, como mostra o Censo da Educação Superior (MEC/INEP) daquele ano. Tínhamos, então, 165.122 docentes atuando em instituições de ensino superior, sendo apenas 31.073 com doutorado. Destes, 23.544 (76%) estavam na rede pública e 7.529 (24%) na rede particular. Embora o número total de doutores tenha se ampliado (hoje são 134.494), a maioria (67%) se concentra nas faculdades e universidades mantidas pela administração pública. A rede privada, que tem quase 6 milhões de estudantes, divide os 44 mil doutores restantes.


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Educação integral para reduzir desigualdades  (UOL – Educação – 09/03/16)

Tenho falado aqui nesse espaço sobre a necessidade de reduzir desigualdades educacionais, e há uma razão para isso: os indicadores mostram que os resultados em educação são extremamente díspares quando saímos das médias e os olhamos, por exemplo, de acordo com o nível socioeconômico das famílias dos alunos – já comentamos como ele explica, em parte, esses resultados. Os dados mais recentes mostram que:
No quartil (25%) mais rico da população, 51% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches. No quartil mais pobre, apenas 22%.