09/06/2009 / Em: Clipping

 


Paulo Renato critica uso do novo Enem para certificar o ensino médio  (UOL – Educação – 08/06/09)

O secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, criticou nesta segunda-feira (8) o uso do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para certificar a conclusão do ensino médio. Fornecer certificados aos concluintes do ensino médio pelo Enem é uma das propostas do MEC (Ministério da Educação) com a reforma da prova, que passará a ter 180 questões ainda em 2009. De acordo com Paulo Renato, usar a prova do MEC para conferir diploma tira a autonomia dos Estados para definir os conteúdos e a forma de ministrá-los nesta etapa do ensino. “Usar o Enem como exame nacional de certificação do ensino médio vai acabar destruindo o sistema federativo”, avaliou. O ex-ministro também critica a divulgação de dados de desempenho no Enem por escolas. “A amostra não é representativa”, disse. Na opinião do secretário, não haveria necessidade de modificar a forma do Enem – o que ocorreu para transformá-lo em um exame de seleção unificado para ingresso nas universidades federais. “Para ser processo seletivo, o Enem deixará de ser exame de competências e levará em conta o conteúdo”, afirmou.



Cotas: alívio de uns, decepção de outros  (Globo On Line – Vestibular – 08/06/09)

Tristeza de uns, alegria de outros. O velho ditado ficou atual na semana passada, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu que a liminar que suspende as cotas do vestibular Estadual só valeria para o ingresso em 2011. A notícia foi um alívio para quem seria beneficiado pela reserva de vagas, mas uma decepção, principalmente, nos colégios particulares. O cenário dividido se reproduziu entre os estudantes da série “Vida de vestibulando”, que acompanha o cotidiano de três jovens rumo à universidade. Aluna do Colégio Estadual André Maurois, Alessandra Arruda Silva, de 17 anos comemorou a decisão:   – Fiquei preocupada com a suspensão das cotas, pois elas são a minha grande chance para entrar na Uerj. Lá na escola foi uma comoção. Muitos colegas meus ficaram inconformados, mas, felizmente, a situação mudou. Nós, da rede pública, não temos como concorrer com quem vem de colégios particulares.  Bolsista no CEL, Mariana Gomes dos Santos, de 17 anos, não acha a reserva de vagas justa:  – Eu não consigo entender, por exemplo, a reserva de vagas para filhos de bombeiros e policiais. Beneficiar um grupo em $de outro não é igualdade. Fico preocupada, pois pretendo fazer Direito na Uerj, e é uma carreira concorridíssima. Só metade das vagas é disponível.  Vinícius Fabrício Paranaguá de Moura, de 18 anos, estuda no Colégio Pedro II e também repudia as cotas:  – Sem as cotas, todo mundo concorre com as mesmas chances, o que não acontece agora. Seria melhor se ele tivesse acabado mesmo.  Na semana passada, o TJ-RJ resolveu que, por já estar em andamento, não seria possível fazer modificações no edital deste concurso, que é para ingresso em 2010. A sub-reitora de graduação da Uerj, Lená Menezes, explica que, agora, a universidade vai aguardar o julgamento do mérito da liminar, para, então, tomar as medidas cabíveis:  – Este julgamento não tem previsão, mas esperamos que seja realizado antes do início do ano que vem, uma vez que os preparativos da seleção de 2010, para ingresso em 2011, começam em 2009. O sistema já está consolidado na Uerj. O entendimento da reitoria é que as cotas são uma política social importante e uma medida compensatória e temporária para reverter a desigualdade social no acesso à universidade pública.