09/09/2011 / Em: Clipping

 


Para onde vai a prova?  (Editora Segmento /Revista Ensino Superior / Edição 155)

Quando o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi lançado, em 2009, o governo anunciou a reconfiguração do exame como o primeiro passo de um caminho gradual para pôr fim ao vestibular tradicional e unificar a seleção para as instituições públicas de ensino superior do país. Dois anos depois da mudança, 39 universidades federais e grande parte das instituições privadas utilizam a prova em alguma etapa do processo de seleção ou até como critério único de ingresso na graduação. Em junho, foi a vez da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das maiores e mais reconhecidas do país, aderir ao Enem como única forma de acesso a seus cursos. Este ano, o exame será realizado nos dias 22 e 23 de outubro e tem 5,4 milhões de candidatos inscritos. Apesar do alcance do Enem, o fim do vestibular ainda não parece tão próximo como queria o governo. A transição do modelo tradicional para a seleção por uma prova unificada ainda deve levar alguns anos, e não deverá ser completa. Ainda há vácuos a serem superados, segundo especialistas, principalmente quanto à criação de alternativas de seleção confiáveis para cursos muito concorridos, como medicina. Outro desafio é como selecionar candidatos que deixaram o ensino médio há muito tempo e não se dispõem a fazer as provas do Enem.