09/12/2008 / Em: Clipping

 


Aluno que for para a lista de espera tem chance alta (Folha de S.Paulo – Fovest – 09/12/08)

Um terço dos convocados no ano passado ficaram na lista de espera

Cerca de um terço dos candidatos que conseguiram vaga na Unesp no ano passado vieram da lista de espera, segundo a Vunesp. “Alunos que priorizam a universidade devem ficar atentos à lista”, diz o coordenador do Etapa, Edmilson Motta. Foram oferecidas 6.244 vagas em 2008, e entraram 1.956 vestibulandos vindos da espera. Só no curso de medicina de Botucatu, o mais concorrido, 66 alunos de um total de 90 vieram da lista de espera e da convocação adicional realizada pelos cursos após a lista acabar. Há boas chances de entrar dessa maneira, mas isso não pode ser motivo para relaxar nos estudos, avalia Alessandra Venturi, coordenadora do Cursinho da Poli. “O aluno tem que dar tudo de si nas provas, mesmo se a lista rodar muito”, diz. Uma das razões para isso, diz o diretor acadêmico da Vunesp, Fernando Prado, é que os candidatos da capital, em geral, preferem a USP, a Unifesp e a Unicamp -tanto pela “grife” do curso quanto pela proximidade com a família e com a casa em que moram. É o caso da aluna do cursinho Etapa Patrícia Gigek, 18, que já prestou Unesp duas vezes, uma no ano passado e outra no meio deste ano. Da primeira vez, não passou. Da segunda, foi aprovada em administração, mas não quis morar em Jaboticabal. “Gastaria seis horas de viagem para vir a São Paulo”, diz. Neste ano, ela prestará vestibular para administração pública na Unesp, curso de Araraquara -além de ter prestado UFSCar e Fuvest. “Adquiri experiência com as provas da Unesp. Mas minha primeira opção é a USP”, afirma.

UNICAMP INICIA PROVAS PARA REMANESCENTES (Folha de S.Paulo – Fovest – 09/12/08)

Candidatos a vagas remanescentes da Unicamp fazem de hoje ao dia 15 as provas específicas de conhecimento. As datas, os locais do exame e os horários devem ser consultados em www.comvest.unicamp.br.

Texto requer organização do raciocínio   (Folha de S.Paulo – Fovest – 09/12/08

O intuito dos vestibulares ao exigirem do candidato a redação de um texto é selecionar pessoas que tenham grau de maturidade intelectual suficiente para bem aproveitar a experiência que a universidade deve propiciar ao jovem, qual seja a da reflexão e da construção do conhecimento.  Resultado de um percurso que começa na prática da leitura e da discussão de temas, a redação constitui importante instrumento de avaliação. Neste espaço, publicam-se textos capazes de suscitar observações úteis aos estudantes em geral, não apenas ao seu autor. Podem apresentar algum tipo comum de dificuldade ou mesmo uma resposta adequada ao tema proposto. Desta vez, propôs-se como tema de reflexão a importância de conhecer a vida privada dos candidatos a cargos públicos. A maioria dos estudantes demonstrou acreditar que a pessoa, com seus valores e seus hábitos, não se dissocia do exercício da atividade pública. O texto selecionado, como a maioria dos demais, revela preocupação com a construção (introdução, desenvolvimento e conclusão), mas realiza esse procedimento de maneira escolar. A tentativa de “definir” o que seja um político resultaria interessante se fosse criada uma definição original ou se de uma definição muito simples fosse derivado algo original. Do modo como está, soa ingênua. Além disso, a locução “sendo assim” faz pressupor que se vá apresentar uma conseqüência da definição, mas o que se lê é uma afirmação vazia. Frases de sentido vago são constantes no texto (“colocar no poder alguém que tenha totais condições de exercer sua função”, “saber um pouco da vida dos políticos pode esclarecer muitas coisas”). Nos quatro parágrafos a contar do inicial, o redator repete idéias que não desenvolve; no final, em lugar de uma conclusão, o parágrafo inicia-se por um conectivo de oposição (“no entanto”), que introduz uma ressalva ao que vinha sendo dito. Essa idéia deveria estar na introdução e ter sido desenvolvida no decorrer do texto. É comum o estudante alinhar as idéias de acordo com a ordem em que lhe vêm à mente. O resultado disso é um texto desorganizado. O ideal é fazer um rascunho e reformular esse texto “bruto” que surge num primeiro momento. Organizar o texto pressupõe hierarquizar as idéias, agrupá-las de modo a distinguir as principais das secundárias, estabelecer entre elas relações semânticas e, sobretudo, criar uma linha de raciocínio.

THAÍS NICOLETI DE CAMARGO, consultora de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL, é autora dos volumes “Redação Linha a Linha” (Publifolha) e “Uso da Vírgula” (Manole).



Unicamp: resultado sai no dia 17 (Folha Dirigida – Vestibular – 08/12/08)

No próximo dia 17 serão divulgados os nomes dos candidatos aprovados para a segunda fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As listas serão disponibilizadas na página eletrônica da organizadora do processo seletivo, a Comvest. Na mesma data serão divulgados os endereços dos locais de prova da segunda fase do processo de seleção. Estas avaliações serão aplicadas entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2009. Nesta fase, os candidatos farão oito provas, de natureza dissertativa, na seguinte ordem: Língua Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas, no primeiro dia; Química e História, no segundo; Física e Geografia, no terceiro; e, no último dia de exames, Matemática e Inglês. O candidato terá um tempo máximo de quatro horas para realizar as provas desta fase. Cada prova contará com 12 questões por disciplina sendo que, cada uma, apresentará dois itens de valor dois pontos cada. O valor final de cada exame será de 48 pontos.
Candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais, Dança e Música serão submetidos ainda às provas específicas de aptidão. Estes exames serão aplicados entre os dias 19 e 22, ao mesmo mês. Seu valor também será de 48 pontos. A liberação dos nomes dos aprovados no processo seletivo acontecerá no dia 5 de fevereiro.