10/03/2017 / Em: Clipping

 


MEC anuncia mudanças no Enem; exame ocorrerá em dois domingos (Estadão – Educação – 09/03/2017)

Governo federal não divulgará mais o resultado da prova por escolas, o que possibilitava a comparação entre os colégios; confira outras alterações

A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixará de ser feito em um fim de semana (sábado e domingo) para ser aplicado em dois domingos consecutivos – a edição de 2017 será nos dias 5 e 12 de novembro. A medida integra um pacote de mudanças divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Ministério da Educação (MEC). Outra alteração é que não serão mais divulgados os resultados do Enem por escola, o que permitia fazer um ranking de colégios.

É a maior transformação na estrutura de aplicação do Enem desde 2009, quando a prova passou a ser um processo seletivo para universidades públicas do País. Segundo especialistas, nos últimos anos o exame perdeu seu caráter original de avaliação, passou a ter múltiplas funções e se consolidou como um grande vestibular.

Enem será em dois domingos; tire suas dúvidas sobre as mudanças no exame (Estadão – Educação – 09/03/2017)

Outra alteração é que não serão mais divulgados os resultados do Enem por escola, o que permitia fazer um ranking de colégios

A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixará de ser feito em um fim de semana (sábado e domingo) para ser aplicado em dois domingos consecutivos – a edição de 2017 será nos dias 5 e 12 de novembro. A medida integra um pacote de mudanças divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Outra alteração é que não serão mais divulgados os resultados do Enem por escola, o que permitia fazer um ranking de colégios.



Fim do diploma do ensino médio via Enem deve tirar quase 1 milhão da prova (G1 – Educação – 09/03/2017)

Em 2016, 1.076.092 pessoas se inscreveram no Enem para obter a certificação do ensino médio. Mas só 7,7% tiveram êxito.

O fim do uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para certificação do ensino médio deve provocar expressiva diminuição no total de inscritos. Considerando a média dos últimos três anos (2014 a 2016), cerca de 994 mil pessoas se inscreveram por edição para conseguir o diploma do ensino médio por meio do Enem. No ano passado, 8,6 milhões de pessoas se inscreveram no Enem, sendo que 1.076.092 declararam intenção de conseguir o diploma do ensino médio por meio da prova. Entretanto, só 7,7% tiveram êxito.

‘Ranking’ do Enem por escolas deixará de existir; entenda a mudança (G1 – Educação – 09/03/2017)

Ministério diz que dados eram usados como fonte de propaganda para escolas particulares. ‘Não é a missão do estado brasileiro’, afirma Mendonça Filho.

O Ministério da Educação (MEC) decidiu encerrar a realização do “ranking do Enem por escolas”. Os dados divulgados anualmente pela pasta traziam uma lista com as maiores notas médias do país obtidas pelos colégios no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Apesar de, nos últimos anos, os dados passarem a ser divulgado com ressalvas e filtros que permitiam diversas comparações mais equilibradas entre diferentes perfis de escolas, o MEC afirma que os dados eram usados de forma equivocada pelas instituições. As empresas chegavam a montar salas com alunos de elite para obter bom desempenho no Enem e usar os dados como propaganda. Sobre a exclusão desse dado, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, afirmou que a mudança é uma reivindicação antiga dos especialistas em educação. “O Enem não avalia escola, avalia o estudante e isso é só um dos muitos indicadores para poder avaliar uma escola”, afirmou Maria Inês.

‘Exatas’ x ‘humanas’: nova divisão das provas do Enem 2017 é alvo de críticas (G1 – Educação – 10/03/2017)

Enem deixa de ser aplicado aos sábados e faz reagrupamento das áreas. Primeiro dia cobrará ciências humanas e, segundo dia, matemática e natureza.

A mudança na divisão das áreas do conhecimento cobradas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que passará a ser aplicado em dois domingos a partir deste ano, foi criticada por educadores ouvidos pelo G1. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (9) que as provas ocorrem nos dias 5 e 12 de novembro. Agora as disciplinas serão separadas basicamente entre humanas e exatas. No dia 5, os candidatos respondem a questões de linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de duração. No dia 6, será a vez de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de duração.

Nos anos anteriores, a divisão era a seguinte: ciências humanas e ciências da natureza no primeiro dia; e matemática, linguagens e redação, no segundo dia. Erik Hörner, coordenador pedagógico do ensino médio do Colégio Humboldt, diz que achava positiva a estratégia do MEC de não sobrecarregar o aluno com um único estilo de prova no mesmo dia, por isso criticou o novo reagrupamento das áreas. “Aqui no colégio não fazemos duas grandes avaliações das ciências da natureza no mesmo dia para não esgotar o ‘mesmo lado do cérebro’ digamos assim.” Para ele, esse novo arranjo de cobrança das disciplinas pode “diminuir o benefício da divisão do exame em dois fins de semana.” Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa, também criticou a divisão de áreas escolhida para o segundo domingo de Enem que reúne matemática e ciências da natureza. “Antes já faltava tempo para as 45 questões de matemática e agora junta com ciências da natureza que também exige cálculo. Quatro horas e meia vai ser pouco tempo, vai ser muito desafiante para o aluno.” Hélcio Alvim, coordenador pedagógico do Ensino Médio do Colégio Mopi, concorda que o segundo dia Enem tende a ser mais pesado, principalmente aos candidatos que têm mais afinidade com a área de humanas. “Acredito que essa nova distribuição é mais pesada aos alunos, principalmente, aos de humanas que, no segundo domingo, terão de responder a muitas questões complicadas em apenas quatro horas e meia. Sendo assim, gosto mais da divisão anterior. Esta é uma pequena ressalva diante da maioria das mudanças, que classifico como muito positivas.” Entretanto, as mudanças não desagradaram a todos. Viviane Paiva Direito, coordenadora pedagógico do Colégio Franciscano Pio 12, aprovou o nova distribuição. “No modelo antigo os alunos ficavam muito desgastados e não dava para fazer toda a prova, principalmente no segundo dia. Com as matérias mais pesadas separadas, os alunos têm mais chance de concluir.” César Marconi, diretor pedagógico do Colégio Mary Ward, acha que será um benéfico cobrar a redação no primeiro dia do exame – antes era no segundo, pois o candidato estará mais descansado. “Acho que a reorganização das disciplinas foi acerto.” O gerente pedagógico e professor de Geografia do Descomplica, Claudio Hansen, diz que a nova divisão já provoca reações diferentes entre os alunos, muitas vezes motivadas por afinidade com uma das áreas de concentração. “A maior preocupação aparente é o tempo de realização do primeiro dia, no entanto, essa questão sempre aparece em relação do dia que era realizada a redação”, afirma.



Mudanças no Enem serão boas para os alunos? Especialistas respondem (UOL – Educação – 09/03/2017)

Para professores e especialistas em educação ouvidos pelo UOLas principais mudanças no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) anunciadas nesta quarta (9) não surpreenderam e nem devem afetar negativamente os candidatos que pretendem fazer a prova neste ano. Entre as alterações, o destaque é a aplicação do exame em dois domingos ao invés de em um só fim de semana. “Isso suaviza para o aluno. Ele tem condições de ir mais descansado para a prova, dá mais oportunidade para que ele consiga terminar todas as questões”, afirma Vera Lúcia da Costa Antunes, professora e coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, destaca que essa é “uma demanda dos próprios alunos”. “Eles mesmos acham que isso é positivo. O mais importante do Enem é o ingresso no ensino superior. Por isso, são dois dias muito determinantes no futuro desses jovens. Você fazer dois dias colados é um risco muito grande”, afirma Priscila, mencionando que esse respiro entre as provas pode servir tanto para que o aluno se recupere de uma doença como para desestressar.



Mudanças no Enem dividem opiniões (Agência Brasil – Notícias – 09/03/2017)

As mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dividiram opiniões, e o assunto chegou aos tópicos mais comentados nas redes sociais hoje (9). As provas deste ano serão aplicadas em dois domingos seguidos, nos dias 5 e 12 de novembro, e não mais em um único fim de semana. Além disso, na edição deste ano, a prova de redação será no primeiro dia, junto com as questões de linguagens e ciências humanas. O segundo dia de aplicação será das exatas, com matemática e ciências da natureza. “Graças ao Pai Amado que o Enem vai ser em dois domingos, porque ano passado eu quase passei mal”, diz um usuário do Twitter. Outra usuária da rede social contrapõe: “Enem em dois finais de semana diferentes se resume em uma semana de estresse e sofrimento”. As mudanças foram feitas com base em consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Cerca de 600 mil pessoas participaram da consulta, que ficou disponível no período de 18 de janeiro a 17 de fevereiro. Dentre os participantes, 42,3% disseram preferir a prova em dois domingos seguidos; 34,1%, no domingo e na segunda-feira – sendo segunda feriado; e, 23,6% optaram pela manutenção do formato até então vigente, aplicação em um final de semana, no sábado e no domingo. Adventista, Amanda Pereira, de 18 anos, gostou da alteração. Por causa da religião, até o ano passado, os sabatistas, pessoas que guardam o sábado, passavam a tarde toda do primeiro dia de prova em uma sala até que o sol se pusesse para, então, fazer o Enem à noite. Amanda fez o exame em 2014 e prometeu para si mesma que não repetiria a experiência. “Foi muito cansativo, não consegui lembrar de muita coisa, estava muito cansada para ler as questões. No domingo, estava mais cansada ainda”, diz. A estudante, que cursa letras inglês em uma instituição particular, vai fazer o Enem este ano para tentar ingressar em uma instituição pública. “Agora, eu animo.” A alteração trouxe, no entanto, desvantagens para quem pretendia fazer a prova em outra cidade. A estudante Maya Carvalho, de 18 anos, mora em São Paulo, mas grande parte da família está em Brasília. No ano passado, ela fez a prova na capital federal. Agora, viajar dois fins de semana seguidos será inviável. “Prefiro ficar perto da família por conta do apoio, meu pai vai comigo até a porta da sala para me abraçar. Agora, vai ficar difícil porque terei aula na semana de intervalo entre as provas.” Sobre a aplicação em dois domingos, Maya teme prejuízo para os alunos. “Eu acho meio estranho porque, ao mesmo tempo em que há a ideia de que é possível se recuperar para a próxima prova com mais tranquilidade, pode-se também perder o foco dos estudos.”