10/08/2009 / Em: Clipping

 


“Professores brasileiros precisam aprender a ensinar  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 10/08/09)

“POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?” A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. “Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil.” Para ele, o problema também atinge a rede particular. “Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá.” Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. “Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la.” Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro “A Vantagem Acadêmica de Cuba”, patrocinado pela Fundação Lemann.

FOLHA – O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?

MARTIN CARNOY – Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio… [entre outros].

FOLHA – Qual a metodologia do estudo?

CARNOY – Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.

FOLHA – Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem?

CARNOY – Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.

FOLHA – Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?

CARNOY – Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro.

FOLHA – A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?
CARNOY
– [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo.

FOLHA – O sr. dá muita importância ao diretor…

CARNOY – E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos.

FOLHA – Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho?

CARNOY – Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado.

FOLHA – Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?


CARNOY
– Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la.

FOLHA – O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?

CARNOY – Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.

FOLHA – Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia?

CARNOY – A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: “Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair”.

FOLHA – No Brasil seria mais difícil…

CARNOY – Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados – e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?



Unicamp abre inscrições para o vestibular 2010 em 13 de agosto  (UOL – Vestibular – 10/08/09)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) começa a receber as inscrições para o vestibular 2010 a partir desta quinta-feira (13). O formulário e o kit do vestibulando, com manual e revista, estarão disponíveis no site da Unicamp até 6 de outubro. A taxa é de R$ 115. São oferecidas 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). No processo seletivo de 2010, os candidatos terão que levar no dia da 1ª fase duas fotos 3×4, coloridas, datadas de 2009. Quem não levar as fotos não poderá fazer a prova, que será aplicada em 15 de novembro. O formato dos exames desse ano será o mesmo do ano anterior. Candidatos que quiserem aproveitar a nota do Enem só poderão utilizar o desempenho da prova de 2009.



Unicamp abre inscrição para o vestibular  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 08/08/09)

As universidades estaduais e federais de São Paulo já têm calendário fechado para o vestibular de 2010. O período de inscrições começa na próxima semana e vai até meados de outubro. Algumas instituições tornaram obrigatória a participação no novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) será a primeira a abrir as inscrições, cujo formulário estará disponível na internet a partir da próxima quinta-feira, dia 13. A novidade deste ano é o aumento do número de vagas para o curso de Física noturno (de 30 para 40). Em 2010, a Unicamp oferece 3.444 vagas em 66 cursos, incluindo a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. No ano passado, 49.322 pessoas se inscreveram. Já as inscrições para a Fuvest, o vestibular para ingresso na Universidade de São Paulo (USP), poderão ser feitas a partir do dia 28, exclusivamente pela internet. A primeira fase será em 22 de novembro, com aplicação de uma prova com 90 questões. O número total de vagas para 2010 é de 10.797.



Angela Davis: “Quando Obama visitar o Brasil, vai aprender algumas lições”  (A Tarde – Vestibular – 09/08/09)

Aos 65 anos, Angela Davis continua a mostrar por que se tornou um ícone do movimento negro norte-americano nos anos 1970. Bastam minutos de conversa com a hoje pesquisadora e professora da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (EUA), para perceber a facilidade em expor, numa linguagem clara, linhas de raciocínio complexo, fruto do aprofundamento que marca sua produção acadêmica. Um exemplo é quando explica a visão que tem do feminismo, para além do embate de gênero. A jovem ativista de outrora continua também a fascinar a juventude. Este segmento foi o público mais constante nas palestras que ela realizou, na última semana, em Salvador, como convidada da ‘XII Edição da Fábrica de Ideias’, programa anual sediado no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao/Ufba ). Coordenada pela doutora em sociologia Ângela Figueiredo e pelo doutor em antropologia Lívio Sansone, a Fábrica oferece treinamento para jovens pesquisadores em estudos étnicos. Angela Davis, inclusive, discorda de quem costuma apontar a juventude do mundo atual como apática, do ponto de vista político. Para ela, cada geração tem sua forma própria de atuação. “A minha postura é a de aprender com os jovens, porque sempre são eles que provocam as mudanças radicais”, afirma. Nesta entrevista concedida à repórter Cleidiana Ramos, com o auxílio da tradutora Raquel Luciana de Souza, Angela Davis falou, dentre outros assuntos, sobre as lições que o governo brasileiro pode oferecer a Barack Obama, em relação a uma política de maior aproximação com a África.



Inscrições para vestibular na Unicamp começam dia 13  (Jornal Cruzeiro do Sul – Educação – 07/08/09)

Universidades estaduais e federais de São Paulo já têm calendário fechado para o vestibular de 2010. O período de inscrições começa na próxima semana e vai até meados de outubro. Algumas instituições tornaram obrigatória a participação no novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) será a primeira a abrir as inscrições, cujo formulário estará na internet a partir do dia 13. A novidade deste ano é o aumento do número de vagas para o curso de Física noturno (de 30 para 40). Em 2010, a Unicamp oferece 3.444 vagas em 66 cursos. Já as inscrições para a Fuvest, o vestibular para ingresso na Universidade de São Paulo (USP), poderão ser feitas a partir do dia 28 somente pela internet. A primeira fase será em 22 de novembro, com aplicação de uma prova com 90 questões. O número total de vagas para 2010 é de 10.797.A USP também anunciou a criação de um novo curso, o de Engenharia de Materiais e Manufatura, que terá 50 vagas na Escola de Engenharia da unidade de São Carlos. Outra novidade é o aumento de vagas para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, cuja forma de ingresso é por meio da Fuvest. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) também passará por mudanças. Antes, o vestibular era aplicado em uma única fase em três dias seguidos. Agora, o exame terá duas fases: a primeira, com conhecimentos gerais, será eliminatória, e a segunda tratará de conhecimentos específicos. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 8 de setembro.



Unicamp abrirá inscrições nesta quinta (Jornal dos Concursos – Educação – 10/08/09)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dará início, nesta quinta-feira, dia 13, às inscrições para o Vestibular 2010. Até 6 de outubro, estudantes de todo o país poderão se inscrever no site www.comvest.unicamp.br. No mesmo site, gratuitamente, os candidatos poderão consultar o Manual do Candidato, com todas as informações sobre o vestibular. O valor da taxa de participação será de R$ 115. Neste vestibular, serão ofertadas 3.444 vagas em 66 cursos de graduação da universidade e em outros dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).



Unicamp abre inscrições do processo para preencher vagas remanescentes  (Globo.Com – G1 Vestibular – 10/08/09)

As inscrições do processo seletivo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para preencher as vagas remanescents 2010 começam nesta segunda-feira (10). O prazo termina no dia 25 de agosto. Os candidatos devem acessar o site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest): www.comvest.unicamp.br. A taxa de inscrição é de R$ 90. Estudantes da Unicamp são isentos da taxa. No total, são oferecidas 1.088 vagas, distribuídas entre 62 opções de cursos. Podem se inscrever alunos matriculados em cursos de graduação da Unicamp e de outras instituições do ensino superior, além de portadores do diploma de curso superior. Os estudantes da Unicamp devem fazer a inscrição normalmente, imprimir o boleto bancário, anexar o atestado de matrícula (impresso em papel timbrado e com a chancela em relevo) e entregá-los na Comvest, até o dia 25 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.