11/02/2010 / Em: Clipping

 


Festa e samba no trote na Unicamp  (Globo.Com – G1 Vestibular – 10/02/10)

Fazer flexão, pular em um pé só, dançar, sambar ao som do batuque dos veteranos e ter o rosto, corpo, cabelo e roupas pintados foram alguns dos trotes aplicados nos calouros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que fizeram matrículas ontem. A recepção foi parecida com a adotada anteontem na Universidade de São Paulo (USP). Muitos dos alunos chegaram acompanhados dos pais à universidade. “A gente fica meio inseguro porque não sabe se eles vão ser só pintados ou se tem alguma coisa a mais”, afirmou a gerente de marketing Paula Volpe Henriques da Silva, de 45 anos, mãe da caloura Priscila, de 18 anos. “Eu sou filha única, então imagina”, brincou a estudante, que pretende mudar-se de São Paulo para Campinas.



Acima da média (Folha de S.Paulo – Editorial – 11/02/10)

É CERTO que o ministro da Educação foi cauteloso na entrevista publicada nesta semana pela Folha. Buscou preservar-se e não deixou de lançar mão do recurso ao autoelogio, irresistível para políticos. Ainda assim, Fernando Haddad contribuiu com o debate público ao admitir falhas em sua gestão. Sobre a sucessão de problemas enfrentados pelo Exame Nacional do Ensino Médio, em seu novo formato, o ministro consentiu que a empresa vencedora da licitação para realizar a prova não possuía a mesma competência de outras instituições participantes da disputa, detentoras de reconhecida experiência. Contribuiu para o resultado a pressa do governo em transformar uma bem-sucedida avaliação de desempenho em método de seleção para faculdades e universidades públicas. Haddad classificou como um “trauma” os problemas decorrentes do furto da prova, ainda na fase de impressão. A falha de segurança obrigou o ministério a adiar a realização do exame, para prejuízo dos estudantes e da credibilidade do Enem. Têm sido bem orientadas, contudo, as políticas para a educação desde que o ministro assumiu a pasta, em 2005. Ampliou-se a obrigatoriedade do ensino, que será estendida gradativamente ao antigo segundo grau e à pré-escola; verbas destinadas por lei à educação, antes passíveis de desvio para outros gastos, foram novamente vinculadas ao seu destino; apostou-se em uma política de avaliação do aprendizado dos alunos; e gastos da União com o ensino fundamental cresceram. Nada disso impediu, no entanto, que os avanços fossem lentos e atrapalhados por problemas de gestão. Só tardiamente o governo Lula elegeu a educação como uma de suas prioridades, e isso se reflete no desempenho dos alunos, que conheceu pouca melhora nos últimos anos.