11/03/2013 / Em: Clipping

 


Mercadante defende adoção de cotas nas universidades paulistas   (Globo.Com – G1 Vestibular – 11/03/13)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (11), em São Paulo, que o debate sobre a adoção de cotas nas universidades paulistas deve ser feito e sugeriu o caminho trilhado pelo governo federal, que vai destinar, até 2016 50% de todas as vagas das instituições federais a um sistema de cotas raciais e sociais. “Acho que o debate deve ser feito. É claro que o MEC respeita a autonomia das universidades, mas o que estamos fazendo na esfera federal é um caminho que vale ser seguido”, disse o ministro, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em nota, a assessoria de imprensa do ministério afirmou que, para Mercadante, a adoção das cotas nas universidades estaduais “é uma oportunidade única para o país”.O governo do Estado de São Paulo mantém três das universidades com maior prestígio no Brasil: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Unicamp matricula aprovados na 5ª chamada do vestibular nesta terça   (Globo.Com – G1 Vestibular – 12/03/13)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) matricula nesta terça-feira (12), das 9h às 12h, os aprovados na quinta chamada do Vestibular 2013. A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) a lista dos 148 nomes na sexta-feira (8) e pode ser consultada na internet. Os convocados devem fazer a matrícula respectivos campi, de acordo com a escolha do curso. Segundo a assessoria da Comvest, dez chamadas serão realizadas até o fim de março. A sexta convocação está prevista para terça-feira.



Cotas em diálogo   (Folha de S.Paulo – Opinião – 12/03/13)

O estratégico e espinhoso assunto das cotas sociais e étnico-raciais está em pauta. Acaba de ser enviado aos docentes da USP (Universidade de São Paulo) o projeto Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), com um prazo exíguo de 30 dias para a manifestação da comunidade universitária. Sabemos que as universidades estaduais paulistas estão atrasadas, sobretudo em relação às federais, no que tange ao ingresso amplo ao ensino superior público e de qualidade. No entanto, tal situação não justifica que, após anos de silêncio, sejamos levados a tomar decisões de afogadilho, que podem aprofundar os problemas que queremos corrigir. O projeto não traz autoria e vem recheado de números cuja origem não é indicada. Fica a impressão de um projeto apressado e preliminar, preparado sem dar ouvidos à comunidade acadêmica paulista ou aos movimentos sociais que vêm discutindo a questão da inclusão social e das cotas já há um bom tempo. O projeto do Pimesp declara o objetivo de que pelo menos 50% das matrículas sejam preenchidas por alunos oriundos do ensino médio público e, dentre esses, 35% autodeclarados PPIs (pretos, pardos e indígenas). A proposta apresenta, no entanto, medidas problemáticas, que podem aumentar as desigualdades sociais e étnico-raciais, em vez de abrir caminho para diminuí-las. A medida mais problemática é a criação de um Instituto Comunitário de Ensino Superior (Ices), inspirado no “Community College” norte-americano, que são faculdades de formação profissional e de educação continuada em cursos de dois anos. Não parece acertado que as universidades estaduais paulistas, centros de excelência reconhecidos internacionalmente, apropriem-se de maneira inadequada de um modelo que não se coaduna com nossas reais necessidades de inclusão. O Ices se propõe a oferecer cursos gerais de complementação da escolarização média e “formação sociocultural superior para exercício de cidadania”. Ora, se queremos enfrentar as desigualdades, devemos começar por reconhecer os jovens de baixa renda e os PPIs como cidadãos que merecem e exigem muito mais do que uma extensão do ensino médio num formato paternalista. O que esses alunos almejam é participar da experiência universitária de nossos campi, de maneira plena e cidadã. Ademais, tal proposta parece desconhecer o grau de inserção e desempenho dos alunos que entram em outras escolas pelo sistema de cotas. O risco é criarmos novos espaços de exclusão e distanciar o nosso ensino público da direção almejada por todos nós: a diminuição das desigualdades sócio-raciais. Segundo a proposta, os alunos da escola pública e os PPIs fariam esse curso, em grande parte, à distância. Nada justifica a implantação desse sistema para jovens alunos, carentes justamente das possibilidades que a convivência universitária pode trazer. Finalmente, após dois anos, o Pimesp considera a possibilidade do aluno “incluído” ingressar na universidade real, “respeitando o mérito acadêmico”. O Pimesp não oferece, pois, nenhuma garantia de acesso desse aluno ao sistema universitário integral e, pior, aqueles que conseguem completar os cursos, terão feito no mínimo seis anos de formação, com os dois cursados no Ices. Aprovado o Pimesp como está, não é difícil imaginar que continuaremos a ter universidades predominantemente brancas e elitistas, já que a inclusão se dará à distância. Consideramos, assim, premente a abertura de um amplo debate público nas universidades estaduais paulistas. É passo necessário para o processo de democratização e inclusão efetiva no ensino superior, meta que hoje o Brasil enfrenta como um dos seus maiores e mais profundos desafios.

LILIA M. SCHWARCZ é professora titular da Universidade de São Paulo (USP) e global professor da Universidade Princeton

MARIA HELENA P. T. MACHADO é professora titular da USP
JOHN M. MONTEIRO é professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Modelo de cotas de estaduais paulistas é injusto, diz ministro  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 12/03/13)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticou o modelo de cotas em análise pelas universidades estaduais, ontem, em São Paulo. O modelo foi chancelado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para Mercadante, pré-candidato ao governo em 2014, ele é injusto com alunos de escolas públicas -alvo das cotas-, que levariam mais tempo para concluir uma graduação. Pela proposta, o aluno fará dois anos de curso parcialmente à distância, só obtendo vaga na USP, Unesp ou Unicamp se tiver 70% de desempenho. Além de não garantir ingresso, esse curso pode não ser aceito pelo mercado, disse ele. O reitor da USP, João Grandino Rodas, afirma que o projeto busca maior inclusão, sem perda do mérito.



Mercadante promete apresentar plano para reformular ensino médio em abril   (Veja – Educação – 11/03/13)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, prometeu nesta segunda-feira apresentar até o início de abril uma proposta de reformulação do currículo do ensino médio brasileiro. Segundo ele, o plano já está sendo debatido com as secretarias estaduais de Educação. O ciclo final da educação básica de fato precisa de um sério ajuste, como apontam educadores e também indicadores de ensino. De acordo com Mercadante, a ideia é que o novo currículo seja guiado pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Os alunos hoje sonham com o Enem, que cobra quatro grandes áreas (matemática, língua portuguesa, ciências humanas e da natureza). Temos que reforçá-las”, disse o ministro, que nesta tarde participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo. A reformulação deverá ocorrer nos moldes do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que estabelece que toda criança deve saber ler e escrever até os 8 anos de idade, uma colaboração entre o MEC e as secretarias estaduais.