13/03/2019 / Em: Clipping

 

Unicamp cria comissão para apurar fraudes de beneficiados por cotas no vestibular 2019 (G1 – Campinas e Região – 13/03/2019)

Grupo tem 60 dias para conclusão de trabalhos e foi criado após universidade receber denúncias. Instituição somou 959 candidatos que optaram pelo benefício até a 5ª chamada do exame.

A Unicamp confirmou na tarde desta quarta-feira (13) que abriu uma comissão para investigar se houve fraudes cometidas por candidatos que optaram pelo sistema de cotas étnico-raciais no vestibular 2019. Esta foi a primeira edição que a universidade implementou a medida com objetivo de elevar inclusão social e, ao todo, 959 (30,3%) ingressantes na graduação foram beneficiados. De acordo com a comissão organizadora do processo seletivo (Comvest), o grupo é composto por professores e foi instituído pela reitoria da Unicamp após denúncias. A publicação foi feita no Diário Oficial do estado na terça-feira e os trabalhos devem ser finalizados em até 60 dias. Beneficiados por cotas:

-Total: 959

-Vestibular (tradicional): 682

-Vagas via Enem: 277

-O resultado foi atualizado até a 5ª chamada do vestibular;

“Assegurado o direito ao contraditório e seguindo o critério da transparência para que que a política de cotas seja utilizada para quem faz jus ao benefício”, falou o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto. O número de denúncias e alunos alvo delas não foram confirmados. Leia mais.

 


 

Unicamp confirma fraudes nas cotas raciais do vestibular 2019 (Metro – 13/03/2019)

Coordenador-executivo dos vestibulares da universidade revela que já tem conhecimento de candidatos que se autodeclararam pretos e pardos sem, no entanto, atenderem os requisitos previstos em lei

 


 

Unicamp apura denúncias de fraude nas cotas étnico-raciais (ACidade ON – Cotidiano – 13/03/2019)

A instituição não informou quantas seriam as denúncias

A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) criou uma comissão para apurar denúncias de suspeitas de fraude nas cotas étnico-raciais de seu Vestibular 2019. Por meio de nota o coordenador-executivo da Comvest, professor José Alves de Freitas Neto, informou que casos de suspeitas de fraude estão sujeitos à análise de uma comissão. A instituição não informou quantas seriam as denúncias. Mas serão apurados os candidatos que se autodeclararam pretos e pardos, mas que não atendem esses requisitos previstos em lei. O coordenador afirmou também que a comissão foi criada para, assegurando o direito de ampla defesa, definir os procedimentos a serem adotados no caso das denúncias. Esse foi o primeiro ano que a universidade adotou o sistema de cotas étnico-raciais para o ingresso nos seus cursos. Do total de 3.386 aprovados, 38,2% são autodeclarados pretos ou pardos. O Vestibular 2019 também ofereceu as opções de ingresso por meio da nota do Enem, do desempenho em olimpíadas científicas e vagas pelo Vestibular Indígena. Além disso, a pontuação do PAAIS (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão SociaL), para alunos de escola pública no vestibular, também foi ajustada. Além dos índices gerais, a Comvest também divulga recortes por curso. Há, no mínimo, 25% de estudantes autodeclarados pretos ou pardos em praticamente todos os cursos. Em relação à participação de aprovados egressos de escolas públicas, os índices variam de 78,1% (em Letras Noturno) a 29% (em Música-Composição) nos diferentes cursos de graduação. Na medicina, o curso mais concorrido do Vestibular Unicamp 2019, o percentual é de 56,4%. As denúncias foram geradas por alunos e também pelo movimento negro da universidade.