13/03/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga sétima chamada nesta sexta  (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/03/09)

Convocados deverão efetuar a matrícula na terça-feira (17), das 9h às 12h.
Confira a lista de documentos necessários.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulga, nesta sexta-feira (13), a sétima lista de aprovados no vestibular 2009. Os alunos convocados deverão efetuar a matrícula na próxima terça-feira (17), das 9h às 12h. No mesmo dia será liberada a oitava chamada. Todos os alunos aprovados devem se matricular no campus da Unicamp em Campinas, no Centro de Convenções, com exceção dos ingressantes nos cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, que deverão fazer a matrícula no Pavilhão de Vida Escolar, na Famerp, em São José do Rio Preto.



Medicina tem recorde de aluno da rede pública (Jornal da Tarde – Cidade – 13/03/09)

Programa de inclusão da USP mudou o perfil do curso: egressos de escola pública são 37,7%

Os três melhores colégios particulares do Estado – Vértice, Bandeirantes e Móbile – não tiveram um só aluno entre os aprovados para o curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) neste ano. Ao mesmo tempo, o número de estudantes de escolas públicas convocados para o curso foi o recorde das últimas décadas – na USP Pinheiros chegou a 37,7% do total de aprovados. A Medicina tem os candidatos com as notas mais altas e é um dos cursos mais disputados da Fuvest.  Para os diretores dos colégios, o programa de inclusão da USP, o Inclusp, seria uma das razões para o resultado deste ano. Por meio dele, jovens da rede pública recebem até 12% de pontos a mais no vestibular. As três escolas aparecem desde 2006 no topo do ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), único medidor oficial do desempenho de estudantes de escolas privadas. Seus alunos chegam a acertar mais de 80% da prova. O quarto no ranking é o Colégio Santa Cruz, que aprovou um aluno na Medicina. Os números foram passados pelos próprios colégios para o Estado. A USP tem pesquisas semelhantes, mas não divulga. Os dados consideram apenas alunos que terminaram o ensino médio em 2008 e não os que fizeram meses ou anos de cursinhos depois de formados nessas escolas. O curso de Medicina na capital, um dos melhores do País, tem 175 vagas. Neste ano, 66 delas (ou 37,7%) foram ocupadas por alunos de escolas públicas (estadual, municipal ou federal). Em 2008, eram 9,7%. “Os alunos que entraram em anos anteriores pelo Inclusp tiveram o mesmo desempenho que os outros. Nossa preocupação é oferecer condições para que eles concluam o curso”, diz o presidente da comissão de graduação da Faculdade de Medicina, Milton Arruda Martins. Segundo ele, deve haver aumento no número de bolsas, de R$ 400. Na primeira fase da Fuvest, a média dos convocados em Medicina foi de 80 acertos (em 90 questões). A USP não mais divulga a nota final dos que foram aprovados, posição que é criticada por alguns donos de colégios. Cada vestibulando recebe apenas seu desempenho em casa.  
A média geral de aumento da proporção de alunos da rede pública na USP foi de 15% neste ano. Um dos grandes saltos, no entanto, ocorreu justamente em Medicina (câmpus da capital, conhecido como Pinheiros), em que o crescimento foi de 288%. Uma das explicações é de que o curso é muito concorrido e com candidatos bem preparados, então uma diferença de centésimos na nota acaba decidindo quem é aprovado ou não. Por isso, o bônus poderia ter feito diferença para alguns. Até o ano passado, ele era de 3% e, em 2009, foi para 12%. Alunos com 800 pontos (em mil), por exemplo, poderiam chegar neste ano a quase 900 com a bonificação. No entanto, segundo dados da USP, apenas 7,4% do grupo da rede pública precisou do bônus para ser aprovado na Medicina; o restante entraria com a nota que já tinha.
“Tenho aluno que fez 860 pontos (em mil) e não entrou. O processo precisa ser transparente, a sociedade tem o direito de saber qual a nota necessária para ser aprovado na Medicina hoje”, diz o diretor do Bandeirantes, Mauro Aguiar. Desde 1970, a escola não deixava de aprovar alunos na Medicina da USP. A média era de cerca de dez por ano. Vértice e Móbile são escolas menores. Cada uma delas costumava aprovar, todo ano, um ou dois alunos no curso. As três escolas cobram mensalidades entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Pais inconformados chegaram a questionar os colégios sobre as razões da não aprovação dos filhos.

Na Unicamp, inclusão também é maior na Medicina  (Jornal da Tarde – Cidade – 13/03/09)

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) o programa de inclusão de alunos da rede pública também tem maiores efeitos no curso de Medicina, um dos melhores do País e o mais concorrido do vestibular. O aumento chegou a 300%. Estudo da própria instituição mostra ainda que desempenho do grupo durante o curso foi superior ao dos que tinham vindo des escola privada.“Não vemos a elite reclamando do ProUni, aquelas vagas eles não querem. Agora, quando aparecem projetos de inclusão em universidades de excelência, eles não gostam”, comenta o coordenador do vestibular Leandro Tessler. Ele se refere ao Programa Universidade para Todos, do governo federal, que dá bolsas a estudantes carentes em instituições privadas.

 Sistema da Unicamp

Na Unicamp, desde 2005, estudantes de escolas públicas recebem 30 pontos a mais na segunda fase do vestibular; outros 10 são dados para quem for negro ou índio. Os pontos representam, no mínimo, 8% a mais na nota.

Inclusão

“Para você incluir uns, outros tem de ser excluídos”, afirma o presidente da comissão de graduação da Faculdade de Medicina da USP, Milton Arruda Martins.
“Isso gera algumas manifestações individuais, é esperado. Mas é preciso levar em conta o desejo da sociedade de promover maior inclusão. A USP, com seu programa, está respondendo a esse movimento.”, completa Martins.



Apenas 8% dos aprovados em Medicina não fizeram cursinho  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 13/03/09)

Sejam oriundos de escolas públicas ou particulares, os aprovados em Medicina na Fuvest têm outra coisa em comum além de tirarem as Maiores notas no vestibular: os cursinhos.Segundo dados da universidade, apenas 8% dos convocados na primeira chamada não passaram por eles. Há cinco anos, esse número era praticamente o dobro, ficando em 15,5%. Um dos motivos da alta freqüência nos cursinhos é o fato de concederem bolsas de estudo,seja por meio de provas para os mais bem colocados ouem troca de trabalho como monitor. Foi Dessa maneira, por exemplo, que Maykon William Aparecido Pires Pereira, de 19 anos, conseguiu ser aprovado em terceiro lugar no câmpus de Pinheiros. “Sempre achei que era possível passar e decidi que não iria abaixar a cabeça”, conta ele,que estudou a vida num colégio estadual de Cotia, na Grande São Paulo. Fiz só 35 pontos na Fuvest, vi que não sabia nada.” Decidido, conseguiu bolsa integral no Etapa.“Os outros alunos estavam revisando os conteúdos e eu aprendia pela primeira vez. É muito discrepante. ”Quando prestou a Fuvest pela segunda vez, fez 75 pontos, foi para a segunda fase, mas não passou.Começou de novo a maratona de estudos.O resultado veio: 88 pontos na primeira fase e 909 no total –como bônus do Inclusp, somou 982 pontos (de um total de 1.000). Rotina semelhante era a de Edelvam Gabana,de 21 anos,que estudou numa escola estadual em Glória de Dourados,no Mato Grosso do Sul, enquanto ajudava os pais no sítio. “Vim para São Paulo para estudar mesmo.Quando cansava,  lembrava do esforço dos meus pais no sítio e via que não podia desanimar.”Gabana conseguiu bolsa no cursinho em troca de trabalho como monitor●●● Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o programa de inclusão de alunos da rede pública também tem maiores efeitos no curso de Medicina, um dos melhores do País e o mais concorrido do vestibular. O aumento chegou a 300%. Estudo da instituição mostra ainda que desempenho do grupo durante o curso foi superior ao dos que tinham vindo de escola privada.“Não vemos a elite reclamando do ProUni, aquelas vagas eles não querem. Agora, quando aparecem projetos de inclusão em universidades de excelência, eles não gostam”, diz o coordenador do vestibular Leandro Tessler. Ele se refere ao Programa Universidade para Todos, do governo federal, que dá bolsas a carente sem instituições privadas. Na Unicamp, desde 2005, estudantes de escolas públicas recebem 30 pontos amais na segunda fase do vestibular; outros10 são dados para quem for negro ou índio. Os pontos representam, no mínimo, 8% amais. “Para você incluir uns, outros têm de ser excluídos”, diz o presidente da comissão de graduação da Faculdade de Medicina da USP, Milton Arruda Martins. “Isso gera algumas manifestações individuais, é esperado. Mas é preciso levar em conta o desejo da sociedade de promover maior inclusão. A USP, com seu programa,  está respondendo a esse movimento.” Em troca de trabalho com o monitor. “Foram três anos de cursinho e de muita luta, acordando antes das 5 horas e indo dormir depois das 23 horas.”O único dia de descanso era no sábado à tarde.O esforço rendeu:eles saiu dos 30 pontos que fazia no nos simulados para os 84,sem bônus,com os quais foi para a segunda fase. “Passar depois de tudo isso é gratificante.Minha mãe ainda ta chorando de tão feliz.”Na lista de aprovados, ele encontrou um outro companheiro de cursinho e de estudos: o primeiro colocado João Francisco Ferreira de Souza, de 19 anos,que fez 925 pontos, sem bônus. “Entrar em Medicina na USP é uma conquista por muito tempo de dedicação,você abdica  de muitas coisas”, conta Souza. Ele já havia sido o primeiro colocado no vestibular geral da Unicamp,em 2007, quando foi aprovado em Engenharia. “Sempre estudei muito,tinha uma rotina pesada na escola e depois levei muito a sério o cursinho.” Ele fez o ensino fundamental e médio em um colégio militar em Minas Gerais. No ano passado, abandonou Engenharia para prestar Medicina.No caso de Eric Oneda Sakai, de 19 anos, também aprovado de escola pública, a rotina de estudo foi dividida comas aulas particulares que dava à noite e o trabalho em um bufê no fim de semana.“Percebi que eu nem sabia estudar quando estava na escola. Foi um choque a rotina que tive de ter para conseguir passar. Fiquei doente, tinha dia que de tanto cansaço errava exercícios de soma e subtração”, conta. Ele fez 920 pontos com as cotas – sem elas não teria sido aprovado. ●