13/05/2013 / Em: Clipping

 


Desempenho de aluno do projeto Paais é aprovado  (Correio Popular – Cidades – 11/05/13)

Depois de comprovar que o ganho de desempenho dos estudantes que ingressaram na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais) é igual ou superior ao dos demais alunos, quando comparadas as notas no vestibular e ao final da graduação, a instituição estuda dobrar a bonificação do programa, implantado em 2005. Atualmente, o Paais concede aos candidatos que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública 30 pontos na nota final da segunda fase do vestibular e quando auto declarados negros, pardos e indígenas recebem mais dez pontos. A expectativa é de que a medida passe a valer no próximo vestibular. O estudo apresentado pela Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) acompanhou a vida acadêmica dos ingressantes na Unicamp nos anos de 2005 a 2008, comparando o desempenho de todas as turmas após quatro anos de curso e o resultado foi que, apesar de ingressarem com notas inferiores no vestibular, os estudantes de escola pública conseguiram melhorar o desempenho acadêmico ao igualar ou ultrapassar as notas obtidas ao longo do curso com a dos estudantes que ingressaram sem a bonificação. Segundo o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, o programa consegue fazer a inclusão do ponto de vista social, sem perder a qualidade dos alunos que ingressam na universidade. “A bonificação os coloca dentro da universidade e a oportunidade de realizar o curso serve de motivação para que aproveitem o grande potencial que têm, mas que não pôde ser desenvolvido no Ensino Médio.” Segundo Tadeu Jorge, estudos comprovaram que é possível dobrar a bonificação oferecida pelo Paais sem perda de qualidade. “A medida poderá ser implantada já para o próximo vestibular, mas depende de aprovação nas instâncias competentes, o que deve acontecer nas próximas semanas”,  afirmou. A universidade é contra o sistema decotas e estuda alternativas baseadas na meritocracia para promover a inclusão social. “O Paais surgiu em 2004 exatamente porque o Conselho Universitário da Unicamp entendeu que a implantação de cotas seria uma ação extremamente despreocupada com o ensino que a universidade oferece.”  Ícaro Turci, de 21 anos, ingressou em engenharia mecânica na Unicamp em 2011 pelo Paais, mas mudou no ano passado para o curso de economia. Ele diz que o programa é válido e o desempenho dos alunos é parecido, mas acredita que a adoção de cotas é necessária. “A imagem que a gente vê aqui dentro tem que ser parecida com o que se vê lá fora, em todos os aspectos, racial, social e econômico. Quem está na universidade hoje ainda é o rico, por isso é necessária a política de cotas”, afirmou.Carolina Filho, estudante de ciências sociais, não ingressou pelo sistema de cotas, mas defende a democratização do acesso à universidade.“A universidade pública hoje é excludente e muito elitista. Infelizmente o Paais não garante o acesso dos estudantes de baixa renda na universidade porque é um mecanismo baseado na meritocracia. A cota é um mecanismo baseado na democracia”, disse. A Unicamp oferece o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), cuja seleção é feita pela nota do Enem.



Unicamp planeja mais bônus a estudantes da rede pública   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 11/05/13)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) deve apresentar em breve uma proposta para aumentar os bônus atualmente concedidos no vestibular a egressos de escolas públicas. O programa de ação afirmativa da universidade concede desde 2004 um total de 30 pontos de bônus na segunda fase do vestibular (são duas) aos candidatos que cursaram os ensinos fundamental e médio na rede pública. Os que se autodeclararam pretos, pardos e indígenas ganham dez pontos a mais. Esses 40 pontos equivalem a cerca de 6% da nota média obtida por um estudante aprovado para medicina ou 7% em engenharia. Conforme a Folha apurou, a ideia é que a pontuação chegue a cerca de 10% da nota. A ideia, de acordo o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, é incluir o bônus já na primeira fase do vestibular. Para calcular o aumento dos pontos extras estão sendo feitas projeções com base nos vestibulares anteriores. As propostas ainda serão discutidas no Conselho Universitário e precisam ser aprovadas pelo grupo para serem implementadas. “As simulações estão em bom nível.

Ações afirmativas   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 11/05/13)

COMO É HOJE:
Pontos são acrescidos à nota final do vestibular:
30 para estudantes dos ensinos fundamental e médio públicos
10 para quem também se autodeclarar preto, pardo e indígena
40 é o total de pontos possíveis, o que equivale a 6% da nota total obtida pelo aprovado em medicina ou 7% da nota total em engenharia
COMO FICA:
Nova bonificação será incluída na primeira fase
Total do bônus do candidato deve chegar a 10% da nota final
30 % dos alunos da Unicamp, aproximadamente, são de escolas públicas

Ensino: o direito e as cotas (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 11/05/13)

Walter Ceneviva  

Passados dois meses da retomada das aulas, do ensino fundamental ao superior, surgiram informações sobre cotas de ingresso nos cursos universitários. Vieram mais pormenorizadas, comparando não cotistas e cotistas. Acrescentaram dados sobre os que, em número crescente, abandonaram os cursos em que ingressaram. As avaliações deduzidas não propiciaram todos os dados concretos, mas, mesmo assim, chegaram a dar atenção à quantidade significativa dos que não seguiram em frente, mal preparados ou não preparados para acompanharem as aulas. Foi uma das formas do desconforto gerado. Temos, assim, momento oportuno para retomar o diálogo com o leitor sobre cotas e o grande número dos brecados pelo semáforo vermelho da insuficiência. A avaliação não ignora as queixas contra a situação criada. No conjunto dos fatos se encontra o direito, realizado ou prejudicado, dos que intervieram nessa corrida. Ela integra o reconhecimento dos próprios alunos, dos pais aflitos, desde que se consolidou a impossibilidade de seus filhos chegarem à compreensão mínima das matérias dadas. Em todas as etapas, sabe-se da diferença entre frequentadores das escolas particulares e das públicas, até baterem à porta de ingresso na universidade. O ideal da igualdade do tratamento, para todos alunos, esbarra, com as cotas, em parâmetros tão diversos, que prejudicam a avaliação de direitos e obrigações. Não há estatísticas confiáveis, mas, nas escolas mais reputadas, chega a haver a jubilação do aluno depois de tropeços seguidos no meio do caminho. No polo oposto, a aprovação semiautomática é pior. Não qualifica o mérito do aluno. O que antes aparecia apenas na batalha dos vestibulares vai mais longe. Chegará, após a formatura, ao sacrifício dos clientes, ante serviços mal prestados ou não prestados. O critério das cotas mostra seu lado justo para muitos que não teriam a mesma possibilidade de acesso. Por outro lado, o aumento quantitativo dos cotistas eleva a estatística da má profissionalização. O exemplo mais notório –talvez mais dramático– ainda pode ser colhido no Exame de Ordem, ao fim do curso jurídico. Seu índice de reprovações provocou providência salutar. Cerca de cem escolas tiveram vedado o prosseguimento de suas aulas de direito, ante as insuficiências reveladas. Tentativas semelhantes, embora tímidas, em áreas das ciências médicas e exatas, indicam números maiores dos desprovidos de conhecimento compatível com a exigências profissionais. A realidade excede limites da estatística. Quando uma espécie de “exame de ordem” for imponível na liberação profissional de outros campos do saber, as reprovações aparecerão no ingresso ou nos primeiros tempos do curso. Na área do direito, nem mesmo a aprovação no Exame de Ordem corresponde definitivamente à capacitação para a carreira. É aceitável a crença de que, em outros segmentos profissionais, os índices de aprovação/reprovação/desistência mostrariam resultados semelhantes, atingindo áreas da saúde, da segurança, da educação, como um todo. É o universo final do parâmetro de qualidade a ser pesquisado. Beneficiará a todos e contribuirá para a orientação do cotista quando chegar à carreira profissional e seus naturais espinhos.

Cota é ilusão de fim do problema, diz reitor da Zumbi dos Palmares   (Folha Online – Educação – 13/05/13)

A maioria dos 1.500 estudantes da Faculdade Zumbi dos Palmares é negra, veio de escolas públicas e trabalha o dia todo. Para obter o diploma, desembolsam R$ 300 por mês.”Aqui não tem riquinho como na USP, não”, diz o reitor José Vicente. Dentre os que já passaram pelas salas de aula da faculdade que levam o nome de personalidades negras como Cartola e Barack Obama, e fizeram cursos como administração e direito, alguns hoje estão em cargos de chefia. Mas a inclusão do negro no mercado de trabalho ainda é um desafio que, diz Vicente, as cotas no ensino superior não conseguem resolver. “O Brasil nunca olhou a questão do negro com afinco.” Leia abaixo os principais trechos da entrevista.



Artigo da ‘Forbes’ destaca importância das universidades no Brasil   (Terra – Vestibular – 10/05/13)

Um artigo publicado no site da revista Forbes nesta sexta-feira afirma que as universidades brasileiras desempenham um papel importante no momento positivo do País e serão ainda mais importantes no futuro. “(O Brasil) vai fazer inúmeras contribuições e muitas virão de, e quase todas estarão conectadas, a um setor que atrai pouca atenção da grande mídia – a academia”, diz o texto, assinado pelo jornalista Ricardo Geromel e pelo empresário americano Luke Barbara, baseado em São Paulo. Segundo a revista, a atenção no Brasil está focada no crescimento econômico e nas políticas de relações exteriores, em empresas como Embraer e Petrobras e em eventos globais como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “Muitas pessoas fora dos círculos acadêmicos não ouviram falar das universidades do Brasil e de seu importante papel no sucesso do País através da educação, liderança e inovação tecnológica.” O artigo destaca a importância de qualquer líder que deseja entender o brasil de se familiarizar com a educação superior do País. A revista comenta que aqui, ao contrário dos Estados Unidos, são as universidades públicas que mostram melhor qualidade e destaque internacional e que tem sistemas de seleção rigorosos e competitivos. Um exemplo usado pela publicação é a relação entre o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e a fabricante de aviões Embraer, que começou nos anos 50.

Pesquisa: educação à distância tem menos credibilidade que presencial   (Terra – Vestibular – 11/05/13)

Pesquisa realizada em conjunto pela Universia e o site Trabalhando.com no Brasil e em outros oito países íbero-americanos aponta que profissionais diplomados em cursos à distância têm credibilidade menor do que aqueles formados em cursos presenciais. Segundo o estudo, divulgado na sexta-feira, mesmo com o aumento na oferta de cursos universitários à distância, 60% dos entrevistados disse que, ao procurar um emprego, aquele que teve uma formação desse tipo tem menos valor do que aquele que estudou de forma presencial. Questionados sobre o motivo para isso, 37% afirmaram que o vínculo pessoal professor-aluno é vital. Além disso, 27% acreditam que há uma suposta má qualidade acadêmica e 25% acreditam que isso acontece por preconceito. 

Enem: estar bem informado é diferencial para fazer uma boa prova   (Terra – Vestibular – 13/05/13)

Não basta decorar conteúdos, regras e fórmulas para se dar bem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com as mudanças feitas a partir de 2009, as provas, que neste ano serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro, passaram a exigir mais interpretação e algo que vai além dos livros didáticos: estar bem atualizado sobre temas diversos. Um estudante mal informado não terá muito sucesso no Enem. O diferencial é estar antenado em todos os assuntos discutidos na atualidade, desde política até questões ambientais. É o que diz a professora e coordenadora do Cursinho do XI – fundado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) -, Augusta Aparecida Barbosa. “Cai muita questão sobre atualidades nas provas de linguagens e na de humanidades. Ao contrário do vestibular, não é preciso decorar regras de gramática. Aluno bem preparado é o que tem gás para ler muito e interpretar”, afirma. Para ela, a leitura é certamente a base para a prova do Enem, embora seja importante rever conteúdos do ensino médio também. A maior reclamação é de que a prova é longa e cansativa. Para Augusta, o que falta aos jovens brasileiros é a vontade de ler. Entretanto, ela não culpa o estudante por isto. “O sistema de educação vem fazendo isso. As escolas adotam livros e apostilas e não vão além dos conteúdos trabalhados em sala de aula. É muito limitado”, critica. Com isto, os alunos não ganham experiência de leitura para acompanhar a extensão da prova. A dica é ler muito, desde jornais e revistas semanais até artigos específicos na internet. “Acham a prova difícil porque não estão acostumados a ler, não estão treinados a pensar neste exercício. Quem quer tirar uma boa nota, precisa ler muito e estar informado. A prova não é difícil, não é mesmo”, opina. Até os telejornais são úteis. “Na última prova, caíram várias questões sobre os imigrantes. Quem tivesse assistido aos telejornais nos dois meses anteriores, teria muita bagagem para escrever”, diz. Além da redação, o exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha. As provas tratam de quatro áreas de conhecimento do ensino médio. A seguir, confira dicas para cada um dos testes: