13/07/2015 / Em: Clipping

 

77% das vagas de medicina que o MEC autorizou estão no Sul e Sudeste   (Globo.Com – G1 Vestibular – 11/07/15)

Três quartos das vagas anunciadas pelo governo federal para novos cursos de medicina em instituições privadas se concentram nos estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Os ministros da Educação e da Saúde, anunciaram, na sexta-feira (10), a lista das 36 instituições que tiveram o projeto de abertura do curso de medicina autorizado. Como ainda há um período para recursos das instituições não contempladas, a lista final será divulgada no dia 28 de agosto, segundo o Ministério da Educação. As vagas devem ser abertas em 2016. No total, o MEC autorizou a abertura de 2.290 vagas, que estão incluídas na meta do programa Mais Médicos de criar, até 2017, 11,5 mil vagas em cursos de medicina. Dessas 2.290 vagas, 1.765 estão concentradas nos sete estados das duas regiões. Só em São Paulo são 930 vagas autorizadas em 13 municípios, o que representa 40,6% do total. “Você inovar nessas áreas [Norte, Nordeste e Centro-Oeste] sempre dá mais trabalho. Então sempre é mais fácil você estabelecer onde tem mais condições”, afirmou o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, após o anúncio da lista, na sexta-feira. De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, embora o primeiro edital, que teve o resultado divulgado nesta sexta, tenha sido aberto para todo o Brasil, “o segundo edital é específico para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, exatamente para satisfazer essa demanda”. De acordo com ele, o objetivo é “orientar a abertura de novas escolas de medicina a partir das necessidades identificadas”.


 

Jovens terminam o ensino médio sem aprender o básico, mostra pesquisa   (UOL –  Educação – 09/07/15)

Pesquisa feita com jovens que terminaram o ensino médio mostra que há uma desconexão entre o que é ensinado nas escolas e os conhecimentos e habilidades exigidos na vida adulta. A pesquisa Projeto de Vida – O Papel da Escola na Vida dos Jovens, da Fundação Lemann, foi apresentada ontem (8) em seminário que debate a base curricular nacional comum para a educação básica. A análise dos resultados mostra que faltam aos jovens competências básicas em comunicação, raciocínio lógico e tecnologia. Também foi constatado que há dificuldades de interpretar o que leram, de se expressar oralmente e de construir argumentos consistentes. Além disso, os entrevistados sentem dificuldades para escrever textos do dia a dia, como um e-mail, e enfrentam problemas de concordância e ortografia. Foram entrevistados jovens que concluíram o ensino médio – 80% de escolas públicas – que ingressaram recentemente no mercado de trabalho e na faculdade, além de professores, empregadores, especialistas em educação e organizações não governamentais que atuam na formação e orientação de jovens. No campo do raciocínio lógico, a pesquisa mostra que os jovens não dominam conteúdos básicos da matemática, têm dificuldades com estimativas de valores, com cálculos de descontos e reajustes e para ler planilhas e gráficos. Jovens ouvidos relataram que já erraram ao passar troco a clientes e que saíram da escola sem noções básicas de informática, o que dificultou a entrada no mercado de trabalho.


Alunos de escolas públicas podem receber bônus de até 20% no vestibular da USP   (EPTV – Virando Bixo – 08/07/15)

A Pró-Reitoria de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) estabeleceu as normas para os candidatos interessados em se inscrever no Programa de Avaliação Seriada (Pasusp), voltado aos alunos que estão cursando o segundo ou terceiro ano do Ensino Médio em escolas públicas e que também tenham cursado integralmente o Ensino Fundamental em instituições públicas brasileiras. O Pasusp é uma das ações que compõem o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp). Os alunos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e os primeiro e segundo anos do Ensino Médio em escolas públicas, e que ainda estejam cursando, em 2015, o terceiro ano do Ensino Médio em escolas públicas, receberão bônus de 15%. Haverá um bônus adicional de até 5% para aqueles que tenham participado do Pasusp em 2014, de acordo com o desempenho na prova da primeira fase do vestibular. Para aqueles que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e o primeiro ano do Ensino Médio em escolas públicas e que estejam cursando, em 2015, o segundo ano do Ensino Médio em escolas públicas, o bônus será de 5%. Dentro do Inclusp, também são oferecidos bônus de 12% a alunos que cursaram ou estejam cursando o Ensino Médio em escolas públicas, e bônus de 5% para candidatos que se declararem pretos, pardos e indígenas, que cursaram Ensino Fundamental na rede pública e tenham cursado ou estejam cursando, integralmente, o Ensino Médio em escola pública. Os bônus incidirão sobre a nota da primeira fase e a nota final do Vestibular 2016 da Fuvest. Os interessados deverão realizar sua inscrição para o vestibular no período de 21 de agosto a 9 de setembro. No ato da inscrição, o candidato deverá declarar que cursou o Ensino Fundamental em escolas públicas; declarar que cursou, até o momento ou integralmente, todo o Ensino Médio em escolas públicas; manifestar opção pelo Inclusp; e confirmar o ano previsto de conclusão do Ensino Médio. Os documentos exigidos para a inscrição no vestibular são o documento de identidade e o CPF.


No mundo da inovação, universidade é agente de desenvolvimento econômico, diz especialista   (Veja – Educação – 13/07/15)

À frente da 1ª edição do SBPC Inovação — que reúne representantes de centros de pesquisa, empresas e governo —, Ana Lúcia Vitale Torkomian fala sobre o potencial e os desafios brasileiros para inovar.

O Brasil não se sai bem em rankings que apontam quais são as nações que mais inovam em produtos, serviços ou processos (confira levantamentos aqui e aqui). O fruto que os países que mais inovam colhem, contudo, é bem conhecido: desenvolvimento econômico. A receita também: aproximação entre centros de pesquisa tecnológica, empresas e governo. É esse o objetivo da primeira edição do SBPC Inovação, evento que reúne nesta semana, em São Carlos, interior de São Paulo, representantes dos três grupos, como membros dos ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, executivos de empresas inovadoras, como Natura, e pesquisadores. Entre os temas a serem debatidos, estão parcerias entre instituições públicas e privadas, estímulo ao empreendedorismo dentro dos centros de pesquisa e o papel da universidade para a inovação (e, portanto, para o desenvolvimento econômico), incluindo as atribuições da academia dentro de um “sistema nacional de inovação” – um arranjo institucional com benefícios e responsabilidades para os parceiros. Nesse contexto, “o papel da universidade é de agente do desenvolvimento econômico”, diz Ana Lúcia Vitale Torkomian, coordenadora da SBPC Inovação e diretora da Agência de Inovação da UFSCar, que recebe o evento. Na entrevista a seguir, ela fala sobre o potencial brasileira para a inovação, o impacto da cultura das startups na universidade e também sobre desafios, como a falta de estímulo na academia e nos lares para o empreendedorismo. “Culturalmente, o brasileiro não incentiva seus filhos a empreender.” O SBC Inovação faz parte da 67ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.