13/08/2015 / Em: Clipping

 


Universitária frauda sistema de cotas e é expulsa de federal   (Terra – Educação – 13/08/15)

Uma universitária do primeiro período do curso de Medicina teve sua matrícula cancelada na última terça-feira (11) por ter sido descoberta numa fraude que garantiu seu ingresso na Universidade Federal do Maranhão pelo sistema de cotas. De acordo com o procurador da República, Juraci Guimarães, autor do pedido de cancelamento da matrícula de Ivana Santos Vale, a estudante cursou o Ensino Médio entre os anos de 2009 e 2011 numa instituição privada em São Luís, mas o certificado de conclusão apresentado à universidade era de uma escola pública em João Lisboa, cidade a 640 quilômetros da capital do Estado.  Em depoimento, ainda de acordo com o procurador, a estudante admitiu ter estudado no colégio particular, mas também disse que teria cursado o último ano do Ensino Médio no Centro de Ensino Rio Amazonas, em João Lisboa. Ao solicitar a suposta documentação que comprovava a frequência da estudante na escola pública à Secretaria de Estado da Educação, Juraci Guimarães recebeu como resposta que Ivana não tinha nenhum registro nos diários escolares.  Após o cancelamento da matrícula de Ivana, o procurador da República informou que será iniciada apuração criminal para apurar eventual prática de ilícito penal. Uma denúncia anônima foi responsável pela investigação do MPF/MA.

77% dos profissionais de enfermagem não têm curso superior   (Terra – Educação – 12/08/15)

A maior parte dos profissionais de enfermagem do Brasil, correspondente a 77% do total, é de técnicos e auxiliares, enquanto somente 23% são enfermeiros formados, com curso superior, e estão concentrados na região Sudeste. Norte e Nordeste, no entanto, sofrem com a carência desses profissionais. Essa constatação é de uma pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (ENSP-Fiocruz), por encomenda do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que traça o perfil da Enfermagem no Brasil, divulgada nessa terça-feira (11), em Minas Gerais, e que será apresentada nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, e na quinta-feira (13), em São Paulo. A coordenadora-geral do estudo e pesquisadora da ENSP, Maria Helena Machado, considera essa situação um problema, “porque nós estamos falando de 1,8 milhão de trabalhadores em enfermagem e, infelizmente, o Brasil apresenta um volume (de profissionais formados) muito pequeno. Pensar que são 23% de enfermeiros para dar conta de toda a estrutura de assistência à saúde, supervisão e coordenação de todas as atividades de enfermagem do país é muito pouco”.



Governo quer mais residências médicas com diploma de pós   (Folha Online – Educação – 13/08/15)

O governo estuda medidas para incentivar um modelo diferente de cursos de residência médica, que hoje formam especialistas no país.  A ideia é estimular a oferta, por instituições interessadas, de programas de residência que incorporem também uma titulação de pós-graduação, nos moldes de um mestrado profissional. A mudança ocorreria atrelada a critérios como tempo maior de formação dos residentes, envolvimento em projetos de pesquisa e apresentação de trabalhos de conclusão de curso. A associação entre programas de residência médica e mestrado profissional já é adotada por algumas instituições, “mas ainda são pouquíssimos casos”, diz o secretário de gestão do trabalho e educação do Ministério da Saúde, Heider Pinto. “Queremos que, dentro do possível, seja uma prática comum”, diz ele, para quem a possibilidade visa “otimizar” o tempo na residência. Segundo o MEC (Ministério da Educação), uma das propostas, feita por instituições da área, é de acrescentar um ano à formação do médico especialista. A oferta de uma dupla titulação valeria, no entanto, apenas em programas de residência médica “que assim o quiserem e tiverem credenciamento da Capes [agência federal que cuida da pós-graduação] para esta finalidade”, diz o MEC.