14/03/2016 / Em: Clipping

 


Universidade do Porto é a 12ª a aceitar nota do Enem em Portugal   (Globo.Com – G1 Vestibular – 11/03/16)

A Universidade do Porto passa a ser a 12ª instituição de ensino superior em Portugal que aceita os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção de novos alunos. O convênio entre a universidade e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi firmado na quarta-feira (9). O investimento para ingresso é de 3.000 (três mil) euros.



Crise na formação dos médicos  (Correio Popular – Opinião – 13/03/16)

A fragilidade na formação dos egressos das escolas médicas no Estado de São Paulo e no Brasil urge das autoridades uma resposta imediata.Com a abertura indiscriminada de instituições de ensino médico pelo governo federal, descortina-se, se nada for feito, um futuro de pesadelo para a população brasileira. Nos próximos 10 anos mais de 200 mil novos médicos estarão se graduando, e se mantidas as condições atuais detectadas pelo Exame do Cremesp, cerca de 50% desses profissionais terão capacitação inadequada, medíocre e atentadora à saúde da população. Esse cenário fica ainda mais preocupante quando se sabe que a maioria desses recém-formados não conseguirá entrar em nenhum programa de residência médica onde poderiam aprimorar seus conhecimentos. Alternativamente e legalmente, porque o sistema jurídico brasileiro com lei de 1957 assim o permite, estarão muitos deles trabalhando em pronto-socorro, pronto atendimento e hospitais atendendo, inclusive, casos de emergências. Aqui o círculo vicioso se torna ainda mais dramático. Naqueles locais onde se exigem conhecimento e experiência, o Sistema de Saúde Brasileiro, por falta de condições de trabalho e plano de carreira que atraiam os médicos mais qualificados, se vê compelido a contratar jovens médicos despreparados. Lamentavelmente a parcela mais desfavorecida da população é quem mais se exporá aos equívocos diagnósticos e terapêuticos de quem saiu da Faculdade de Medicina com um diploma, mas sem competência técnica profissional. Neste sentido é que as denúncias de má prática médica aumentaram em mais de 320% nos últimos 15 anos e aquelas relacionadas à formação médica são mais de 70% no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. No mundo civilizado, não se admite que médicos com formação inadequada adentre ao mercado de trabalho. Nesses países, como EUA, Canadá, Austrália, Portugal etc, além do diploma emitido pela instituição formadora, exigem-se para obtenção da licença profissional que o médico seja submetido à avaliação por órgão externo e independente. No Brasil, algumas profissões já alcançaram esse nível de exigência. O surpreendente é que as leis brasileiras que respaldam esse procedimento para advogados e contadores ainda não estenderam também aos médicos essa medida de proteção aos pacientes. Ou será, para fraseando Maquiavel, que os legisladores brasileiros valorizam mais os bens das pessoas e menos suas vidas?! Digno de destaque é que importantes setores da sociedade reconhecem a relevância do Exame Cremesp. A Secretaria Estadual de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, em seus concursos públicos, exigem que o candidato médico tenha realizado nossa prova. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) também já determinou que a participação na avaliação fizesse parte dos critérios para seleção da Residência Médica e contratação em mais de 80 instituições associadas. O sistema Unimed é outra instituição que também passou a utilizar o exame como uma das condições para admissão dos novos cooperados É chegada, então, a horado Congresso Nacional assumir seu papel e aprovar a obrigatoriedade de exame de proficiência para o exercício da medicina.

Bráulio Luna Filho é presidente do
Conselho Regional de Medicina de São Paulo
(Cremesp)


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Estudantes de medicina querem reduzir número de vagas para garantir qualidade  (Diário de Notícias/Lisboa – Sociedade – 14/03/16)

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) entregou ao Governo uma proposta para reduzir, em cinco anos, de 1800 para cerca de 1300 o número de estudantes de medicina por ano. Em causa está, dizem, a qualidade da formação médica em Portugal, pré e pós-graduada, o que pode vir a ter implicações na qualidade dos serviços de saúde da população. Esta é também uma preocupação apontada por diretores de faculdades de medicina, Ordem dos Médicos e Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Contactado pelo DN, o Ministério da Saúde adiantou que irá analisar a proposta em conjunto com o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, que não respondeu às questões do DN. Como o número de estudantes é superior à capacidade formativa atual, a associação propõe ao Governo a “extinção imediata do contingente adicional de 15% de vagas [cerca de 250] para licenciados a admitir nos cursos de Medicina”.



Fuvest inclui pela primeira vez autor africano na lista de livros obrigatórios   (Veja – Educação – 11/03/16)

Nesta sexta-feira, a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) divulgou a lista de livros obrigatórios para os próximos três vestibulares da Universidade de São Paulo (USP) e da Santa Casa. Estão relacionadas para a seleção deste ano nove obras, e a novidade é o romance Mayombe, do autor angolano Pepetela. É a primeira vez que um escritor africano aparece na relação da Fuvest. Pepetela é o pseudônimo literário de Artur Pestana, de 74 anos. Nascido na cidade de Benguela, ele lutou nos anos 1970 pela independência de Angola, contra o domínio de Portugal, nas fileiras do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) – e é essa experiência que inspira seu Mayombe.