15/04/2013 / Em: Clipping

 


Unicamp abre inscrições para oficina sobre redação   (EPTV – Virando Bixo – 15/04/13)

A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) abre nesta segunda-feira (15) as inscrições para a oficina “A Redação no Vestibular Unicamp”, sobre as características da prova aplicada pela universidade. Este ano, a oficina será destinada apenas aos profissionais da área da linguagem (professores de redação e afins e alunos de graduação – apenas no último ano – e pós-graduação de cursos de letras e relacionados). Os interessados deverão fazer a inscrição exclusivamente pela internet até as 17h de sexta-feira (19).



Pela primeira vez, engenharia tem mais calouros do que direito  (Folha Online – Educação – 14/04/13)

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração. Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos. O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada. Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos. Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%. A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem.

Física, química e matemática não ‘chamam atenção’ de estudantes   (Folha Online – Educação – 14/04/13)

Enquanto os dados de ingressantes nos cursos de engenharia no país são positivos, uma outra frente de graduações apresenta problemas: a de físicos, químicos e matemáticos. Entre 2010 e 2011, a participação do grupo em relação ao total de ingressantes caiu de 3% para 2,8% (houve um pequeno crescimento no número absoluto de calouros, mas menor que a média de todo o ensino superior). São esses cursos que formam professores para a educação básica. E é justamente essas áreas que possuem maiores deficits de docentes nas escolas públicas brasileiras. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou estar atento à questão e que deverá anunciar nos próximos dias um programa de incentivo ao ingresso nos cursos universitários de ciências exatas e biológicas. O objetivo é que haja melhora nas aulas desde o ensino médio, com mais laboratórios, entre outras ações. O ministério tenta incentivar os estudantes para a área antes mesmo da educação superior.

Análise: Mudança no perfil da procura por curso superior é positiva   (Folha Online – Educação – 14/04/13)

A falta de engenheiros em número suficiente para atender a demanda das empresas que atuam no Brasil tem sido um dos temas econômicos mais debatidos no país. A carência na oferta de mão de obra de profissionais de engenharia é traduzida em números elevados. O Confea (Conselho de Engenharia e Agronomia) fala em déficit de 20 mil novos engenheiros por ano. Comparações entre os cerca de 45 mil engenheiros formados a cada ano no Brasil e os mais de 600 mil graduados em engenharia na China são citadas com frequência. A recente tendência de desaceleração do crescimento da economia do país não fará o assunto desaparecer da agenda, mesmo que leve a desaquecimento no mercado de trabalho. Pelo contrário.

Médico desiste da carreira para se tornar engenheiro   (Folha Online – Educação – 14/04/13)

Até ano passado, a vida de Thiago Augusto Teixeira Cesar seguia um curso tranquilo. Diploma de médico, emprego na área, bom salário. Mas ele ficava inquieto com as constantes notícias sobre a carência de engenheiros no país, o aumento dos salários na área, as oportunidades de crescimento. Decidiu, então, prestar vestibular para o curso que o atraía desde o ensino médio. Neste ano, ele começou na Escola Politécnica da USP. “Agora estou aqui, ‘bixo’ aos 26 anos”, brinca Thiago, que é do Piauí. Para se manter em São Paulo e no novo curso, o atual médico e aspirante a engenheiro faz plantões em hospitais particulares da cidade durante os finais de semana e em algumas madrugadas. Ele conta que sempre ficou em dúvida entre medicina e engenharia. Escolheu, num primeiro momento, por medicina porque “os cursos de engenharia em Teresina não eram muito desenvolvidos”. As notícias do bom momento da engenharia coincidiram com o momento que ele precisava escolher uma especialidade médica. Disse que não se empolgou por nada. E esse foi o empurrão final para a nova profissão. “O salário inicial do engenheiro é baixo, comparado com o de médico. Mas acho que, após uns seis anos, a curva se inverte. E estou muito empolgado em ajudar no desenvolvimento tecnológico do país”, afirmou.