15/09/2008 / Em: Clipping

 


Unicamp inaugura campus 2 de Limeira  (EPTV – Virando Bixo – 12/09/08)

Próximo vestibular terá 480 vagas

O governador José Serra inaugurou nesta sexta (12) o segundo campus da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em Limeira. O novo campus, que abrigará a Faculdade de Ciências Aplicadas, fica situado no Jardim Nova Itália. Além de Serra, também participou da cerimônia o secretário estadual de Ensino Superior, Carlos Alberto Vogt.  A Unicamp marcou para o dia 2 de março o início das atividades no novo campus de Limeira. O projeto prevê um total de mil vagas na graduação para os próximos anos, das quais 480 serão abertas já no próximo vestibular, com a implementação dos oito cursos já aprovados.



Na UFBA, ficha de vestibular exclui raça branca (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 13/09/08)

A Universidade Federal da Bahia excluiu a opção “branco” do requerimento de inscrição para o vestibular. Disponível na internet, é possível selecionar no campo etnia somente “preto, pardo, aldeado (índio que vive em aldeia), índio-descendente, quilombola e outros”. Segundo o pró-reitor de graduação da UFBA, Maerbal Marinho, as etnias foram escolhidas de acordo com o sistema de cotas da universidade. Na hora da inscrição, o candidato já se identifica e se habilita, facilitando a distribuição das cotas. Para Marinho, os brancos não foram excluídos da ficha de inscrição do vestibular da UFBA. “Outros é qualquer coisa que não seja preto ou pardo. Se a pessoa se declarar branca ou asiática ela está contemplada na categoria outros.” A ausência da opção “branco” chamou a atenção do professor Nelson Inocêncio, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (Universidade de Brasília). “Branco”, “caucasiano” ou “anglo-saxão” normalmente são as primeiras opções de listas de etnias ou raça. “Não vejo como positivo excluir o branco. Brancos precisam se autodeclarar como brancos”, avaliou o professor. Apesar de achar pouco usual, ele não encara a situação como “preconceito às avessas”. Para Inocêncio, muita gente se vê como branco no Brasil. “O que interessa é como a pessoa se vê e como ela se sente representada socialmente”, diz. Na UFBA, segundo o pró-reitor de graduação, 45% das vagas são destinadas a alunos das escolas públicas. Dessa parcela, 2% são para os chamados índios-descendentes, que não vivem em aldeias. Do restante, 80% são para negros e pardos.
Índios que vivem em aldeias e quilombolas têm direito a vagas especiais.

Na abertura de campus da Unicamp, Serra é vaiado por estudantes e reage   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 13/09/08)

Durante discurso, manifestantes gritaram para cobrar moradia estudantil

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi alvo de um protesto de pelo menos 15 pessoas, que se identificaram como estudantes, ontem, no momento em que discursava na inauguração de um campus da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em Limeira (151 km de SP). Os estudantes levantaram cartazes e gritaram durante o discurso para cobrar moradia estudantil em um outro campus da universidade na cidade. “Não tenho noção do que se trata esta gritaria porque aqui não tem aluno. Então, são alunos que vêm de algum outro lugar para perturbar a inauguração”, disse Serra. “Em matéria de inovação de chateação, dá para a Unicamp patentear isso [protesto]. Aqui não tem aluno ainda. Quem quiser gritar é só estudar e entrar no vestibular porque aqui não tem aluno.” Após a reação de Serra, o grupo de manifestantes o vaiou por alguns segundos. Limeira já abriga o Ceset (Centro Superior de Educação Tecnológica) e o Cotil (Colégio Técnico de Limeira), ambos administrados pela Unicamp. Após a interrupção, Serra falou sobre obras estaduais na região. O pró-reitor de graduação da Unicamp, Edgar Dedecca, informou que os alunos do Ceset têm 60 vagas na moradia em Campinas, e um ônibus os leva todo dia a Limeira.
O novo campus oferecerá 480 vagas em oito cursos em 2009.



Serra bate-boca com alunos em Limeira   (Correio Popular – Cidades – 13/09/08)

Protesto de universitários surpreende o governador durante a inauguração do novo campus da Unicamp, que está inacabado

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi surpreendido, ontem, por um protesto de alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante a inauguração do novo campus ainda inacabado da instituição, em Limeira (a 61 quilômetros de Campinas). Com ajuda de um microfone, o tucano bateu boca com os estudantes, que protestavam com faixas e palavras de ordem sobre a falta de moradias públicas no campus e dos constantes assaltos ao redor da unidade. Durante o discurso, Serra disse que não sabia o motivo de tanta confusão. “Quanto à gritaria, não tenho noção, porque aqui não tem aluno (no novo campus). É aluno que vem de algum lugar para perturbar Limeira e essa grande inauguração”, disse, sob as vaias dos cerca de 30 universitários que se aglomeravam entre autoridades, políticos e cidadãos. “É realmente surrealista. Essa (gritaria), em matéria de chateação, merece ser registrada como patente na Unicamp”, afirmou o governador, em alusão ao recorde de patentes registrados pela Unicamp, anunciado esta semana. Os alunos reivindicam moradia em Limeira nos mesmos moldes como a existente no campus de Campinas, localizada no distrito de Barão Geraldo e destinada a alunos comprovadamente de baixa renda. Eles alegam que em função do grande número de estudantes atraídos pela Unicamp, o mercado imobiliário de Limeira valorizou o aluguel de imóveis. Segundo os universitários, em residências próximas ao campus, o valor da locação não sai por menos de R$ 600,00. Em função do alto preço, eles procuram imóveis mais afastados, onde se tornam presas fáceis para assaltos. A estudante do 6º semestre em tecnologia de saneamento ambiental, Denise Vasques Manfio, de 20 anos, disse que a alternativa é dividir o aluguel. “Moro numa casa com dois quartos e três pessoas. Por mês, cada um tem de desembolsar R$ 150,00 para o aluguel. Soma-se a isso os gastos com alimentação, estudo, energia elétrica, gás, água… fica muito caro. E os aluguéis mais baratos são distantes. Daí, toda vez que saímos da faculdade, somos assaltados”, disse Denise. Os estudantes afirmaram que a direção do campus solicitou a eles o registro de boletim de ocorrência (BO) na Delegacia de Polícia de Limeira para que o policiamento possa ser maior ao redor do campus da Unicamp. Eles também disseram que a universidade estuda a concessão de um auxílio-moradia no valor de R$ 120,00, no entanto somente para os novos estudantes do campus inaugurado. “E nós? Como vamos ficar. Também temos direito”, disse o estudante Márcio Soares, de 26 anos. A direção da Unicamp não se manifestou sobre os protestos e as reivindicações.

Inauguração

O novo campus da Unicamp em Limeira ocupa uma área de 500 mil metros quadrados adquiridos há cerca de 30 anos. O projeto inclui dois módulos de três andares cada, com quatro salas de aula por andar e auditórios para palestras e cursos. No entanto, apenas um módulo foi entregue, ainda que faltando obras como estacionamento, portaria e infra-estrutura. De acordo com o prefeito da universidade, Edison Favero, a intenção era inaugurar o campus somente em março de 2009, com o início das aulas nos oito novos cursos a serem oferecidos no local. “No entanto, o Serra determinou que a inauguração deveria ser hoje (ontem). Então, não podemos mudar”, disse. Serra não comentou o assunto. Ao todo, o novo campus de Limeira está orçado em R$ 50 milhões e vai oferecer mil novas vagas em 13 novos cursos.

O NÚMERO

480
VAGAS

Serão abertas no vestibular 2009 no novo campus de Limeira. As vagas restantes, 520, serão preenchidas apenas em 2010, quando está prevista a inauguração completa da unidade

Instituição espera 30 mil em feira hoje

Cerca de 30 mil estudantes são esperados hoje na Unicamp de Portas Abertas (UPA). O evento ocorre no ginásio multidisciplinar. É a oportunidade para jovens conversarem com universitários e tirarem dúvidas sobre a escolha profissional. Ontem, durante todo o dia, houve trânsito lento devido ao grande fluxo de ônibus e carros. “A segurança conta com 200 pessoas e, no auxílio aos estudantes temos mais de 3,5 mil monitores entre professores e alunos”, afirmou a coordenadora-executiva da UPA, Vera Madruga. Assim como em anos anteriores, os estandes mais concorridos são os de medicina, engenharia e biologia. “Normalmente, as dúvidas são sempre as mesmas: se o curso é difícil, quanto tempo, como está o mercado de trabalho, alguns chegam até a perguntar em qual ano você irá ver cadáveres”, disse a estudante do 2º ano de medicina Thatiana Martins. A professora Regina Rodrigues trouxe os alunos de Santos. “A feira é a oportunidade perfeita para os alunos verem o que é uma faculdade e não só que curso escolher”, afirmou Regina. Para a estudante Vanessa Vianna, que cursa o 3º ano do Ensino Médio, a feira é ótima para tirar as últimas dúvidas. A UPA prossegue hoje, das 9h às 17h, com entrada franca. (Paulo Campos

Evento na Unicamp atrai 50 mil estudantes (Correio Popular – Cidades – 14/09/08)

Edição do Unicamp de Portas Abertas foi mais uma oportunidade para jovens conhecerem universidade

Cerca de 50 mil estudantes passaram entre sexta-feira e ontem na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para prestigiar a edição de 2008 do Unicamp de Portas Abertas (UPA), de acordo com a organização do evento. A ação aconteceu no Ginásio Multidisciplinar da universidade e foi encerrada ontem. A UPA é um evento anual através do qual, durante dois dias, a Unicamp abre suas portas a estudantes dos ensinos Médio e Fundamental de todo o País. No local, os visitantes puderam conhecer as instalações e os 66 cursos de graduação oferecidos pela Unicamp. Durante os dois dias de programação, os estudantes tiveram também a oportunidade de visitar as unidades de ensino e pesquisa da universidade, além do contato com pesquisadores, técnicos e alunos de graduação e de pós para auxiliar os novatos na hora da escolha da vocação profissional. A coordenadora-executiva da UPA, Vera Madruga, disse que Unicamp se preparou para receber até 60 mil pessoas, nos dois dias de evento. Segundo a coordenadora, o preparo desta sexta edição começou em outubro de 2007. O evento ainda contou com uma unidade do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que foi acionado duas vezes, mas todos casos leves. Durante os dois dias de evento, a instituição recebeu cerca de 600 ônibus e 47 vans. “A segurança contou com 200 pessoas e, no auxilio aos estudantes, temos mais de 3,5 mil monitores, entre eles professores e alunos. E, até o momento, podemos dizer que a feira é um sucesso”, disse Vera. Após passar pelo ginásio, o aluno ainda pôde pegar os ônibus que circulam pelo campus. Assim como os anos anteriores, os estandes mais concorridos foram os de medicina, engenharia e biologia. Milhares de estudantes aproveitaram a chance para conversar com universitários e tirar dúvidas quanto ao futuro profissional. Como foi o caso das amigas que fazem o terceiro colegial e moram em Sorocaba, Monise Vergara, de 17 anos, que pretende fazer Medicina, Nathalia Fernandes, de 17, que quer fazer Engenharia de Alimentos, Camila Rachid, de 17, que sonha em fazer Midiologia, e Fernanda Dilon, de 17 anos, que está em dúvida entre Gastronomia e Jornalismo. “Acho muito importante este evento porque temos a chance de conhecer melhor o curso que pretendemos fazer. Isso também incentiva os alunos na hora da escolha da universidade, que por sinal aqui é excelente”, disse Camila. “Você tem a chance de conversar com universitários e professores e tirar diversas dúvidas. Além de conhecer como está o mercado de trabalho”, afirmou Fernanda. Outro que estava bem empolgado com a atração foi o estudante Vitor Ralem Nogueira, de 17 anos, que faz o terceiro colegial, na cidade de Guariba (SP). “Aqui você consegue saber um pouco mais da profissão que quer seguir. Pretendo fazer computação. É a segunda vez que venho neste evento”, disse Vitor.  Os estudantes Luis Gustavo de Carli, de 15 anos, Deborah Denofrio Michelim, de 15 anos, e Lucas José de Carlos, de 15 anos, vieram de Pirassununga. “Estamos muito contentes com tudo que tem por aqui. É a primeira vez que marcamos presença. É muito informação e você aprende como será o mercado de trabalho. É sensacional”, disse Deborah. Um estande com visitação intensa foi o da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Unicamp, pois era possível fazer na hora a inscrição para o vestibular. Outro serviço que os visitantes não deixaram passar em branco foi a distribuição de vestibulares corrigidos de anos anteriores. O evento ainda contou com uma grande programação cultural, apresentada em diversos pontos do campus.



Eles roubaram a cena  (Diário do Povo – Cidade – 13/09/08)

Uma platéia bem rebelde Festa política programada para Serra inaugurar campus inacabado é estragada por vaias

O governador José Serra (PSDB) foi surpreendido, ontem, por um protesto de alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante inauguração do novo campus ainda inacabado da universidade, em Limeira. Com ajuda de um microfone, o governador bateu boca com os estudantes, que protestavam com faixas e palavras de ordem sobre a falta de moradias públicas no campus e dos constantes assaltos ao redor da unidade. Durante seu discurso, Serra disse que não sabia o motivo de tanta gritaria. “Quanto à gritaria, não tenho noção, porque aqui não tem aluno (no novo campus). É aluno que vem de algum lugar pra perturbar Limeira e essa grande inauguração”, disse, sob as vaias dos cerca de 30 estudantes que se aglomeravam entre autoridades, políticos e cidadãos.  “É realmente surrealista. Essa gritaria, em matéria de chateação, merece ser registrada como patente na Unicamp”, completou o governador, em alusão ao recorde de patentes registrados pela Unicamp, anunciado nesta semana. Os alunos reivindicam moradia no campus nos mesmos moldes como o campus de Campinas, localizada no distrito de Barão Geraldo e destinada a alunos comprovadamente de baixa renda. Eles alegam que em função do grande número de alunos atraídos pela universidade, o mercado imobiliário de Limeira valorizou o aluguel de imóveis. Segundo os alunos, em residências próximas ao campus, o valor da locação não sai por menos de R$ 600,00.
Em função do alto preço, eles procuram imóveis mais afastados, onde se tornam presas fáceis para assaltos. A estudante do 6º semestre em Tecnologia de Saneamento Ambiental, Denise Vasques Manfio, 20, disse que a alternativa é dividir o aluguel com outros estudantes. “Moro numa casa com dois quartos e três pessoas. Por mês, cada um, tem de desembolsar R$ 150,00 para o aluguel. Soma-se a isso os gastos com alimentação, estudo, energia elétrica, gás, água, fica muito caro. E os aluguéis mais baratos são distantes. Daí, toda vez que saímos da faculdade, somos assaltados”, contou. POLICIAMENTO. Os estudantes afirmaram que a direção do campus solicitou a eles para que façam boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia da cidade para que o policiamento possa ser maior ao redor da universidade. Eles também disseram que a universidade estuda a concessão de um auxílio-moradia no valor de R$ 120,00, no entanto somente para os novos estudantes do campus inaugurado. “E nós? Como vamos ficar? Também temos direitos!”, disse o estudante Márcio Soares, de 26 anos.

A direção da Unicamp não se manifestou sobre o protestos e as reivindicações.

Data imposta, diz Favero

O novo campus da Unicamp em Limeira ocupa uma área de 500 mil metros quadrados adquiridos há cerca de 30 anos pela direção da universidade. O projeto inclui dois módulos de três andares cada, com quatro salas de aula por andar e auditórios para palestras e cursos. No entanto, apenas um módulo foi entregue, ainda que faltando obras como estacionamento, portaria e infra-estrutura. De acordo com o prefeito da universidade, Edison Favero, a intenção era inaugurar o novo campus somente em março de 2009, com o início das aulas nos oito novos cursos a serem oferecidos no local. “No entanto, o Serra determinou que a inauguração deveria ser hoje. Então não podemos mudar”, disse. Serra não comentou o assunto. Ao todo, o novo campus de Limeira está orçado em R$ 50 milhões e vai oferecer mil novas vagas em 13 novos cursos.

O NÚMERO

480 vagas serão abertas no Vestibular 2009 no novo campus de Limeira

Limeira avança sob a perspectiva Unicamp  (Gazeta de Limeira – Notícia – 15/09/08)

O futuro de Limeira se abre sob uma nova perspectiva. E das mais importantes do ponto de vista humano: a educação, que é o princípio da formação do caráter e da cidadania. O funcionamento do câmpus 2 da Unicamp chega como um presente aos 182 anos do município, esperado e lutado há 20 anos, desde que a Faculdade de Engenharia de Limeira (FEL) voltou à cidade universitária em Campinas.

Serra inaugura Unicamp sob protesto de estudantes (Gazeta de Limeira – Local –  15/09/08)

O governador José Serra (PSDB) inaugurou ontem o novo câmpus da Unicamp sob protesto de estudantes do Ceset-Unicamp que durante toda a solenidade fizeram manifesto reivindicando moradia no câmpus da Universidade e segurança. O protesto dos estudantes praticamente tomou conta do evento e apesar da tentativa de ignorá-los, Serra chegou a interromper sua fala para dizer que não sabia do que se tratava aquela gritaria. “Não entendo por que essa gritaria se nesse câmpus ainda não tem alunos. Tem que prestar vestibular primeiro, passar, para depois gritar”, disse voltando a seu discurso. Serra afirmou que com a inauguração da Unicamp de Limeira aumenta para 17% as vagas da universidade. O câmpus local tem 500 mil metros quadrados e toda sua infra-estrutura custou ao governo do Estado R$ 50 milhões. Seu funcionamento começa em 2009 com 400 vagas e 6 cursos. Durante o evento, Serra anunciou ainda a instalação de uma unidade do Ambulatório Municipal de Especialidades (AME) em Limeira com capacidade para 15 mil consultas/mês e 5 mil exames/mês. Ele também citou as obras de recuperação da vicinal que liga Limeira-Artur Nogueira e a construção do prédio do novo Fórum, além do aumento de número de vagas nas escolas estaduais e a cobertura de quadras.



Por que a USP e a Unicamp não entram no ranking do MEC  (Revista Época Online – Educação – 12/09/08)

As duas principais universidades do país não concordam com os critérios adotados pelo Ministério para elaborar a lista das melhores instituições. Mais radical, a Unicamp não pensa nem em discutir mudanças com o MEC.

A primeira avaliação nacional dos centros de ensino superior chamou mais atenção por algumas ausências do que por seus resultados. A lista foi divulgada na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC). O ministro Fernando Haddad comemorou o lançamento do indicador, que será usado para reforçar a fiscalização sobre instituições que não atendem a padrões de qualidade. Lamentou, no entanto, duas ausências importantes: da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ambas lideram a produção científica no país, com 25% e 9% dos artigos publicados, respectivamente. São as únicas brasileiras a figurar entre as 200 melhores universidades do mundo no ranking internacional do “Times Higher Education Supplement”, uma publicação especializada em educação que é referência global. Se são tão boas assim, por que estão fora do ranking do MEC?  Os primeiros resultados do índice sugerem vantagem para as instituições especializadas em uma área. A melhor universidade foi a Federal de São Paulo (Unifesp), reconhecida na área de saúde. Entre os centros universitários, o vencedor foi o Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, focado no ensino técnico e tecnológico.