15/12/2009 / Em: Clipping

 


Aprovados para 2ª fase da Unicamp serão conhecidos nesta quarta  (EPTV – Virando Bixo – 14/12/09)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) vai divulgar nesta quarta (16) a lista de convocados para a 2ª fase do Vestibular 2010, juntamente com os locais de prova. É importante que os candidatos convocados consultem o local onde vão realizar as provas, já que pode haver mudança com relação ao local em que fizeram o exame da 1ª etapa. A 2ª fase do vestibular acontecerá entre os dias 10 e 13 de janeiro. Já as provas de aptidão, para os cursos que as exigem (Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais, Dança e Música), serão realizadas entre os dias 18 e 21 de janeiro, em Campinas.



O vestibular dos vestibulares   (Jornal da Tarde – Cidade – 15/12/09)

Paulo Saldaña – Especial para o Estadão.edu

Os 37.968 candidatos que passaram para a segunda fase do vestibular da Fuvest têm um motivo a mais para se orgulhar do seu desempenho. O exame de seleção da USP foi considerado o melhor vestibular das universidades públicas paulistas pelos professores de dez cursinhos e colégios ouvidos pelo Estadão.edu. Eles analisaram as provas da USP, da Unesp e da Unicamp para votar em seis quesitos: o melhor vestibular; o mais difícil; o que exigiu mais conteúdo; o mais trabalhoso; o de perfil mais interdisciplinar; e o que exigiu maior conhecimento de atualidades. A Fuvest venceu em todas as categorias – em uma delas, a de prova mais trabalhosa, houve empate com a Unicamp. O exame da USP recebeu 35 votos dos 60 possíveis. A Unesp veio a seguir, com 15 votos, e a Unicamp ficou em terceiro lugar, com 14.



Por dentro da nova redação da Unicamp  (Folha Online – Blog do Fovest – 15/12/09)

Há duas semanas, a Unicamp anunciou mudanças em seu vestibular do final do ano que vem. Uma das principais novidades estará na redação: o candidato deverá fazer três textos –e não apenas um, como atualmente. Para saber mais detalhes, o blog conversou com Renato Pedrosa, coordenador da Comvest (comissão responsável pelo vestibular da universidade). Veja o que muda:

PROPOSTAS

Como é: O aluno faz a redação a partir de três propostas (narrativa, carta ou dissertação)

Como vai ficar: O aluno terá de fazer três redações de gêneros diversos. Pode ser um resumo, uma carta, um relatório, um anúncio, um manifesto e até uma reportagem. Para cada um, haverá um texto-fonte.

Por que mudar? São três as razões principais, diz Pedrosa:

1 – Melhorar a qualidade seletiva da prova. Quanto mais textos avaliados, melhor a capacidade de diferenciar o desempenho dos candidatos

2 – Ampliar, com os vários gêneros, as possibilidades de a universidade avaliar as habilidades do aluno ao escrever

3 – Tornar a redação mais próxima de situações reais de escrita, em que fica bem claro quem é o interlocutor, qual o objetivo comunicativo e o gênero de texto. A universidade abandonou o modelo convencional de “dissertação argumentativa” por entender que ela fazia o candidato escrever para o corretor da redação, de modo mecânico e esquemático.

TEMPO PARA ESCREVER OS TEXTOS

Como é: hoje o aluno tem cerca de uma hora para fazer a redação

Como vai ficar: O candidato terá cerca de 50 minutos para fazer cada redação

Por que mudar? Renato Pedrosa argumenta que o aluno gastará menos tempo lendo as propostas de cada texto –haverá uma por redação; atualmente, o candidato tem que ler cada proposta de redação e escolher qual delas quer fazer. “Hoje, leva-se 15 minutos lendo as propostas. Na nova redação, estimamos que cinco minutos depois de ler a primeira proposta o candidato já esteja escrevendo.” Já o tempo de 50 minutos por redação foi calculado levando-se em conta o tempo que o candidato encontraria para fazer um texto se estivesse em sala de aula –no ensino médio, a aula dura 50 minutos

TAMANHO DO TEXTO

Como é: O candidato da Unicamp tem cerca de 60 linhas à disposição e, em média, escreve sua redação em 35 linhas

Como vai ficar: Não haverá limite mínimo ou máximo de linhas. Tudo vai depender do gênero adotado.

Por que? “Não se espera que um candidato, sob pressão, se preocupe com o tamanho do seu texto”, afirma o coordenador do vestibular da Unicamp

O QUE A UNICAMP ESPERA COM A MUDANÇA

“A Unicamp espera revitalizar o debate sobre como se dá o ensino e avaliação da escrita na educação básica brasileira. Avaliações nacionais e internacionais mostram que nossos jovens estão terminando o ensino médio sem demonstrar competência nas habilidades básicas de leitura e escrita da língua mãe. Nossa proposta indica alternativas para a avaliação que poderiam ser incorporadas ao dia-a-dia das escolas”, disse Pedrosa. Ainda com dúvidas sobre a nova redação da Unicamp? Escreva para fovest@uol.com.br. As perguntas serão encaminhadas ao coordenador do vestibular da Unicamp e as respostas, publicadas no blog

Faltam engenheiros (Folha de S.Paulo – Editorial – 15/12/09)

AO MESMO tempo em que o Brasil parece ter finalmente superado alguns dos constrangimentos que limitaram por duas décadas a sua capacidade de crescimento, novos “gargalos” já se apresentam a ameaçar a possibilidade de aumento contínuo do PIB do país. Um dos mais imediatos se refere à escassez de mão de obra qualificada -e sua solução não parece simples nem rápida. Já há sinais de falta de engenheiros, por exemplo, até mesmo para coordenar e executar obras em andamento no país. Não se trata de fenômeno provocado por índices de crescimento “chinês”, mas, sim, pela incapacidade das universidades brasileiras de formar um número suficiente de profissionais habilitados. Em artigo publicado ontem na Folha, o ex-reitor da USP Roberto Leal Lobo citou dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para mostrar que, enquanto no Japão e na Coreia do Sul os engenheiros correspondem a 19% e 25%, respectivamente, do total de graduados no ensino superior, seu total não passa de 5% no Brasil. O vice-diretor da Escola Politécnica da USP, José Roberto Cardoso, responsabiliza o baixo crescimento econômico das décadas de 80 e 90 pela fraca procura por cursos para engenheiros. Formam-se anualmente cerca de 30 mil profissionais no Brasil, e já há demanda para 50 mil ao ano, diz Cardoso. Se quiser manter taxas de crescimento vigorosas e estáveis, é imperativo que o país impulsione, desde já, a graduação maciça desses profissionais. Governos podem investir na ampliação do número de vagas nas faculdades existentes, utilizando, por exemplo, ferramentas como o Prouni. Mas as grandes empresas, diretamente interessadas no assunto, deveriam tomar parte decisiva nesse esforço de formação de mão de obra especializada.

Cinco, ou mais, reflexões sobre o Enem  (Folha de S.Paulo – Opinião – 15/12/09)

AO LER o artigo “Cinco acusações contra o Enem” (“Tendências/Debates”, 10/12), fui mobilizada por vários sentimentos. O primeiro deles surge do caráter determinado do texto de evidenciar apenas aspectos negativos do Exame Nacional do Ensino Médio -questionáveis, sob o meu ponto de vista-, o que é emblematicamente representado pelo pleonasmo do título. Qualquer acusação é sempre contrária a algo -ou, no caso do artigo, talvez as acusações não sejam necessariamente contra o Enem, mas contra o que ele eventualmente representa em termos políticos e/ou ideológicos. Historicamente em nosso país, o acesso à universidade pública se deu por meio de processos seletivos sob a responsabilidade da própria instituição ou de fundações contratadas. Além de submeterem os candidatos a uma maratona exaustiva de provas, os vestibulares não têm o objetivo primeiro de refletir sobre o desenho curricular do ensino médio. Sua função precípua é a de, apenas, selecionar alunos de acordo com o perfil considerado mais adequado a cada universidade. O Enem surge com a finalidade de avaliar os alunos do ensino médio e, consequentemente, a qualidade desse nível de ensino. Sob essa perspectiva, a utilização do exame atende a duas finalidades: servir como mecanismo de avaliação dos postulantes ao ensino superior no Brasil e subsidiar reflexões pedagógicas que reorientem, de forma contemporânea, os rumos do ensino médio.
Partindo do princípio de que o Enem é legítimo para tal avaliação, por que não utilizá-lo como referência para o acesso único ao ensino superior do país? A unidade nacional do exame, respeitando a diversidade e a universalidade de conhecimentos, não pode ser considerada, de maneira simplista, uma forma de centralização do poder. Ao contrário, um exame único democratiza o acesso às várias instituições, não discriminando candidatos por condições geográficas, econômicas e/ou culturais. Se fossem priorizados temas regionais, o que seria de um candidato do Norte postulante a uma vaga no Sudeste? Nesse caso, o critério da hegemonia cultural mencionada no artigo recairia sobre o regionalismo. Sob essa perspectiva, acredito que os aspectos universais devam ser priorizados num processo seletivo único nacional, para garantir a democratização do acesso a qualquer universidade. Quanto à importância do respeito à diversidade cultural, entendo que devam ser respeitados e garantidos pela universidade os direitos à fruição, produção e circulação das diversas culturas existentes no desenvolvimento de projetos pedagógicos envolvendo ensino, pesquisa e extensão. Concordo com o autor do artigo quando faz alusão à vasta experiência acumulada nas melhores universidades brasileiras no desenvolvimento de seus processos seletivos. No entanto, essa “riqueza acumulada” não foi suficiente para resolver a indesejável e histórica elitização do acesso à universidade pública do país. O Enem -priorizando o raciocínio a partir de competências- traz maior possibilidade de acesso democrático, em forma de esperançosa latência. O foco se desloca do eixo de expertise em formulação de questões e assume dimensão mais complexa, que pretende contribuir com a reflexão sobre a construção de conhecimentos. Como reitora de uma universidade federal e com a independência de pensamento que detenho, uma vez que fui eleita pelo voto da comunidade universitária e dos conselhos superiores, testemunho que é infundada a afirmação de que o Ministério da Educação induza as instituições federais a aceitarem o Enem como forma de acesso ao ensino superior no país. A adesão das instituições resultou de processos coletivos de reflexão ocorridos entre os membros da Andifes (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e, principalmente, das reflexões no interior de cada instituição, sendo a definição de sua utilização decidida pelos conselhos superiores de cada universidade. Finalmente, o sentimento de perplexidade me invade! Como pode um professor de uma universidade pública -local de resistência histórica e heroica a um regime de exceção- estabelecer qualquer analogia plausível entre dois momentos tão distintos vividos pelas universidades deste país? Deixo, então, aos leitores um sentimento de esperança -a universidade pública brasileira, esse patrimônio incontestável do nosso país, depois de tantos anos de descompromisso oficial e de brutal desmonte, atravessa momento único em sua história, caminhando para a democratização do seu acesso, contribuindo com uma formação cidadã para a esperada justiça social do nosso país.

MALVINA TANIA TUTTMAN , pedagoga, mestre e doutora em educação, é reitora da UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).



Unicamp 2010: convocação para a segunda fase no dia 16 (Folha Dirigida – Vestibular – 11/12/09)

Os nomes dos convocados para a segunda fase do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) poderão ser conferidos a partir desta quarta-feira, dia 16, pela internet. A relação será disponibilizada na página eletrônica da Comvest, organizadora do processo seletivo. Nesta mesma data os candidatos terão acesso aos locais de prova. Em cada curso, são convocados os candidatos que optaram em primeira opção e que conseguiram um rendimento igual ou superior a 48 pontos da prova da primeira fase, em número mínimo de três vezes e máximo de oito vezes o número de vagas do curso. As provas acontecerão no período de 10 a 13 de janeiro de 2010. No primeiro dia, os candidatos resolverão as questões referentes à Língua, Literatura Portuguesa e Ciências Biológicas. O segundo dia é dedicado às questões de História e Química; já a terceira prova abordará questões de Física e Geografia e, por fim, os candidatos responderão às questões das disciplinas de Matemática e Inglês. As provas são obrigatórias para todos os convocados. A ausência na avaliação, ou uma nota zero em qualquer uma das disciplinas, eliminará o estudante.  Candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais, Dança e Música serão submetidos ainda às provas específicas de aptidão. Estes exames serão realizadas entre os dias 18 e 21, também de janeiro. A lista com a primeira chamada será divulgada no dia 4 de fevereiro.

Mudanças
Na última semana, a Universidade Estadual de Campinas divulgou as mudanças previstas para o vestibular vestibular 2011. A principal alteração se refere à primeira fase do processo seletivo. Isso porque, as questões dissertativas serão substituídas por múltipla escolha. A proposta de redação também será diferente. No lugar de um só texto, os candidatos deverão realizar três. Já na segunda fase, os estudantes responderão 24 questões dissertativas, em cada um dos três dias de prova. Com base na reestruturação básica, a instituição definiu três grandes áreas do conhecimento, tais como: Linguagem e Códigos, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Artes. Com as mudanças, a duração dos exames também será maior: passará ter cinco horas. Outra alteração importante diz respeito ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apesar de continuar a contar como 20% da nota da primeira fase, sua utilização será obrigatória a todos os candidatos. Além disso, para a nota final, as disciplinas passarão a ter pesos diferentes.