17/01/2019 / Em: Clipping

 

A diversidade indígena chega na Unicamp (Instituto Socioambiental – 17/01/2019)

Com a realização do primeiro vestibular indígena, 68 estudantes de 23 etnias entram na graduação da Universidade de Campinas em 2019, sendo 36 deles do município de São Gabriel da Cachoeira (AM)

 

Tornar-se um linguista para pesquisar as línguas indígenas e deixá-las mais conhecidas é o sonho de Marinaldo Almeida Costa, de 28 anos, do povo Tukano, nascido em Pari-Cachoeira (Terra Indígena Alto Rio Negro), São Gabriel da Cachoeira (AM). Naldo, como é chamado, foi aprovado no primeiro vestibular indígena da Unicamp para o curso de Linguística. “Quero trabalhar para que as línguas indígenas tenham mais visibilidade. Vou correr atrás de parcerias como, por exemplo, com o Google Tradutor, para inserir línguas indígenas dentro do aplicativo. Assim, incentivamos mais pesquisadores a virem para essa área, indígenas e não indígenas. Pensando nas gerações futuras, meu maior sonho é tornar as línguas indígenas imortais”, contou Naldo, de 28 anos, lembrando que 2019 é o ano internacional das línguas indígenas, segundo a Unesco. Toda essa diversidade cultural está sendo celebrada pela Unicamp. Uma rede de acolhimento formada por funcionários, estudantes e professores receberá esses estudantes no próximo dia 20 de fevereiro, quando os calouros precisam efetuar as matrículas presenciais em Campinas. Até iniciarem seus estudos, os calouros ficarão hospedados nas casas desses voluntários e na sequência terão moradia nos alojamentos da universidade, assim como alimentação e bolsa auxílio. “O fato de termos 23 etnias aprovadas no primeiro vestibular indígena da Unicamp para nós é extremamente benéfico. Dentre outras coisas, a ideia de criar o vestibular indígena era o de ampliar a diversidade dos estudantes da Unicamp e sabemos que as realidades, os comportamentos, as tradições e culturas varia de etnia para etnia. Portanto, ter uma maior diversidade étnica também é uma oportunidade da gente conhecer as diferenciações. Nós aqui da universidade temos muito a aprender com os diferentes povos indígenas e é uma maneira, inclusive, de ajudar a romper os estereótipos que a população em geral possui em relação aos povos indígenas”, afirmou o professor José Alves de Freitas Neto, coordenador do vestibular.  Leia mais.

 

 

Unicamp recebe 283 inscrições para 90 vagas destinadas a premiados em olimpíadas (G1 – Campinas e Região – 17/01/2019)

Oportunidades estão distribuídas em 22 cursos e total de candidatos foi divulgado na tarde desta quinta-feira (17) pela universidade. Veja calendário com datas de chamadas e matrículas.

 

A Unicamp confirmou na tarde desta quinta-feira (17) que recebeu 283 inscrições válidas para as 90 vagas reservadas na graduação aos estudantes premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos entre 2017 e 2018. As oportunidades são para 22 cursos. A modalidade está entre os novos formatos criados pela universidade estadual com objetivo de elevar a inclusão social e ampliar as formas de acesso. Segundo a comissão organizadora (Comvest), o “ranking” de inscritos inclui 55 medalhistas de ouro, cinco deles em disputas internacionais; 93 de prata (dois internacionais) e 133 de bronze (sete internacionais), além de dois casos em que os estudantes receberam menções honrosas em olimpíada internacional. Em relação ao total, 166 são de escolas públicas e 117 de escolas privadas. A Unicamp recebeu outras 33 inscrições, porém, inválidas por descumprirem regras para envio da documentação. “Tivemos uma amplitude de medalhistas em 15 olimpíadas, o que indica que há um nicho a ser explorado, já que interessa à Unicamp ter alunos que venham de experiências educacionais relacionadas às olimpíadas de conhecimento”, avaliou o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto, em nota, sobre o resultado alcançado pela instituição na modalidade. De acordo com a universidade, entre as 18 competições aceitas, foram contabilizados inscritos de 15 modalidades diferentes, entre elas, sete internacionais. Os cursos mais procurados como primeira opção foram engenharia física, física, física médica e biomédica, matemática e matemática aplicada e computacional; e engenharia elétrica. “A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP) foi o certame com maior número de inscritos, seguida da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Leia mais.

 

 

Unicamp 2019: comissão divulga respostas esperadas nas provas de geografia, história e matemática (G1 – 17/01/2019)

Resoluções das questões foram publicadas nesta quinta-feira (17) pela universidade.

 

A Unicamp divulgou nesta quinta-feira (17) as respostas esperadas para as provas de geografia, história e matemática, aplicadas no segundo dia da 2ª fase do vestibular 2019. Esta etapa do processo seletivo foi encerrada na terça-feira com abstenção de 14,3%, o maior índice em três anos. Cursinhos valorizaram o fato da universidade ter elaborado o exame com foco em direitos humanos e por ter estabelecido diálogos entre conteúdos do ensino médio e atualidades. A Unicamp considerou que o número de ausentes está dentro da expectativa e frisou que houve recorde de participantes nesta fase, o que permite elevar a qualidade da seleção. As provas foram aplicadas em 16 cidades de São Paulo e mais cinco estados. As respostas esperadas nas avaliações de biologia, física e química serão divulgadas na tarde esta sexta-feira. O total de vagas disponíveis no vestibular 2019 diminuiu após a Unicamp adotar novos formatos para aumentar a inclusão social. Uma delas foi a reserva de 645 cadeiras para ingresso via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – o candidato teve a possibilidade de participar das duas seleções. Além disso, a universidade estadual destinará 90 oportunidades a estudantes que foram premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos realizadas entre 2017 e o ano passado. Leia mais.