17/03/2014 / Em: Clipping

 

cid:image001.gif@01CF41C3.29F453E0
Alunos de escola pública ficam com 37% das vagas na Unicamp em 2014   (Globo.Com – G1 Vestibular – 14/03/14)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registrou aumento de 20,5% no número de alunos matriculados em 2014 que estudaram integralmente em rede pública durante o ensino médio. Até a terceira chamada do vestibular, das 3.460 vagas preenchidas, 1.227 foram ocupadas por candidatos com este perfil, o que representa 37% do total. No ano passado, 30,7% dos egressos eram de escolas públicas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14), mas o resultado final não foi fechado porque 5% das vagas ainda estão abertas. Segundo análise da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), o crescimento reflete o aumento do bônus concedido pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp (PAAIS), uma vez que a universidade dobrou o bônus oferecido aos alunos provenientes de escolas públicas. O programa bonifica os estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas brasileiras com 60 pontos (antes eram 30) a mais na nota final do vestibular. Já os candidatos que fizeram a autodeclaração étnico racial como negro, indígena ou pardo ganham, além dos 60 pontos, uma bonificação de 20 pontos. O processo seletivo inclui 69 cursos da Unicamp, além de outros dois da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. O vestibular deste ano teve número recorde de inscritos: 73,8 mil. A Unicamp prevê até nove chamadas de estudantes aprovados, que serão finalizadas até o fim de março.


cid:image002.gif@01CF41C5.61031B30
Unicamp recebe 20% mais egressos de escola pública   (O Estado de S.Paulo – Educação – 16/03/14)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registrou salto de 20% no porcentual de alunos de escola pública no vestibular de 2014 em comparação com o processo seletivo do ano anterior. Até a terceira chamada do vestibular, 37% das 3.460 vagas haviam sido preenchidas por alunos da rede pública. No ano passado, esse índice era de 30%. O crescimento reflete o aumento do bônus concedido pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp (Paais). A universidade dobrou a bonificação para egressos de escolas públicas. Candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) ganham bonificação extra.


 cid:image003.gif@01CF41C8.9929C5B0
Unicamp: 37% dos novos alunos vêm da escola pública (Correio Popular – Cidades – 14/03/14)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) contabiliza, neste ano, um crescimento significativo do número de estudantes egressos da escola pública. Hoje, depois de três chamadas de aprovados no vestibular 2014, eles representam 37% dos novos universitários. No ano passado, o índice foi de 30,7%. Com 95% das vagas para o ano letivo ocupadas, o índice não terá variação significativa. Mas já é possível dizer que a universidade se firma, a cada ano, como um espaço aberto a classes sociais menos abastadas. Em números efetivos,1.227 estudantes, dos3.313  matriculados, concluíram o Ensino Médio na rede pública. No mesmo período, cresceu e 13,2%  para 17,7% o número de vagas preenchidas por candidatos que se auto declararam pretos, pardos ou indígenas. O grupo é integrado hoje por 585 novos universitários. De acordo com o reitor José Tadeu Jorge, o crescimento do índice se deve, principalmente, ao aumento do bônus do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp (Paais), que concede 60 pontos à prova prestada aos estudantes que tenham cursado o Ensino Médio integralmente em escolas públicas brasileiras. Até o ano passado, o bônus era de 30 pontos. Os alunos de rede pública que se auto declarem pretos, pardos ou indígenas recebem, além dos 60 pontos, mais 20 (eram 10), totalizando 80 pontos. O bônus é  importante, já que o candidato aprovado é o que conquista, em média, 500 pontos no concurso vestibular. O reitor, no entanto, refuta atese segundo a qual o jovem entra na Unicamp exclusivamente por causa dos bônus. “A gente constata que o desempenho do candidato na prova é melhor, muitas vezes, que o dos estudantes que não recorrem ao Paais”, diz. E o potencial do aluno da rede pública se confirma com as notas conquistadas ao longo da carreira universitária. “Trata-se de uma excelente metodologia para promover a inclusão efetiva, e que em nenhum momento coloca em xeque a excelência do curso.” Também é um erro acreditar que a rede pública só aprova candidatos a cursos pouco concorridos. O avanço aconteceu exatamente nas carreiras mais disputadas. Em medicina, por exemplo, 33,33% dos matricula dos que chegam da rede pública. Em arquitetura representam 31,03% e em engenharia civil, 31, 65%. De acordo com Tadeu Jorge, não estão descartados novos aumentos do bônus para os próximos vestibulares. O índice, diz o reitor, vai se adequando, visando sempre mais vagas para alunos da rede pública. Em 2014, afirma, 27% dos candidatos do vestibular vinham da rede pública, praticamente o mesmo índice do ano passado.

Do trabalho na roça para a universidade, sem cursinho  (Correio Popular – Cidades – 14/03/14)

Mateus Henrique de Santis, de 18 anos, tinha as mãos calejada em Bariri, no Interior paulista, de ajudar o pai a trabalhar na roça de café e milho. Mas o rapaz, aluno de escola pública, se inscreveu no vestibular da Unicamp pelo Paais e conquistou a sonhada vaga no curso de estatística. Sem fazer cursinho. Para se manter em Campinas, ele conta hoje com a ajuda de uma bolsa de estudo conquistada após vencer uma olimpíada de matemática, no último ano do Ensino Médio. Na mesma classe, estuda a campineira Nathalia Menini, de 20 anos, que fez o Ensino Médio na Bento Quirino, uma escola técnica estadual. Os dois se dizem muito felizes de ver que a Unicamp cumpre a proposta social de ser cada vez mais acessível a todas as classes.

Engenheiro volta para cursar pós-graduação   (Correio Popular – Cidades – 14/03/14)

A mudança gradual do perfil da universidade também é festejada por gente como Alessandro Souza Santana, de 32 anos, baiano de Guanambi, que foi aprovado no vestibular em 2004 e cursou engenharia civil até o final. Aquele foi, por sinal, o primeiro ano do programa que concede bônus a alunos da rede pública. Ele, pessoalmente, não contou com o benefício. Naquele mesmo ano, o rapaz passou na Unicamp, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Optou por Campinas porque, na época, morava em São Paulo. Para se manter por aqui, contou com uma bolsa mensal equivalente a um salário mínimo por prestar serviços no campus. Hoje, o rapaz volta a Campinas para começar a pós-graduação e se diz muito feliz de ver,  nas salas e corredores, um número cada vez maior de estudantes vindos da rede pública. “O aluno dedicado da rede escola pública merece vaga nas melhores universidades”, diz.

Número de bolsas para universitários cresce na RMC   (Correio Popular – Região Metropolitana – 16/03/14)

Lançado em 2005 para ampliar e democratizar o acesso ao ensino superior, o Programa Universidade paraTodos (Prouni) avança na Região Metropolitana de Campinas (RMC), possibilitando a estudantes sem condições financeiras de pagar a mensalidade cursar uma faculdade. No primeiro ano do programa, em 2005, foram concedidas 2.308 bolsas de estudo parciais e integrais na região. Já no ano passado esse número saltou para 6.561 bolsas, o que corresponde a um aumento de 184,3%. A expansão registrada na RMC supera o índice de crescimento nacional e estadual no mesmo período, que foram de 124,8% e 123,9%, respectivamente. Ao todo, 62 instituições de ensino presencial e à distância oferecem vagas para estudantes da região. Desde que foi implantado, o programa concedeu 45.362 bolsas de estudo acadêmicas para moradores da RMC. Segundo os dados do Ministério da Educação (MEC), sete em cada dez bolsas de estudo concedidas na região no ano passado são integrais. Foram 4.660, contra1.901 parciais em 2013. A única cidade da região que não faz parte do Prouni é Holambra. Campinas lidera o número de bolsas com 3.892 auxílios para o estudante em 2012, equivalente a quase 60% do total da região. Em seguida estão Santa Bárbara d’Oeste (412), Americana(351) e Indaiatuba (308). Para a psicóloga Angela Soligo, especialista em Educação e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Prouni é eficiente ao possibilitar o acesso de estudantes das camadas mais baixas a cursos superiores. No entanto, a pesquisadora faz uma ressalva e lembra que muitas universidades particulares não oferecem cursos de qualidade e formam estudantes sem o preparo adequado para o mercado de trabalho. “O programa é válido porque de alguma maneira ajuda na universalização do acesso à universidade. Mas apesar do Prouni não destinar bolsas para universidades não credenciadas, muitas não atendem o nível de qualidade e são estabelecimentos produtores de diploma”, afirma Angela. Estudante do primeiro semestre de administração de empresas na Faculdade de Americana (FAM), Renan de Souza Valverde, de 22 anos, está desempregado e afirma que se não fosse a bolsa integral do Prouni não teria condições financeiras de custear um curso universitário. A mensalidade do curso é de R$ 495, e além desse valor o estudante lembra das outras despesas necessárias. “Prestei Enem no ano passado, me inscrevi e fui selecionado na 2ª chamada. Se eu não conseguisse a bolsa não faria faculdade. Além da mensalidade tem despesa com livros, xerox, alimentação e deslocamento até a faculdade. Envolve muito mais coisas”, enumera Valverde. “Caso não fosse chamado iria tentar novamente no ano que vem. Sem a bolsa não teria condições”, completa o estudante. A pesquisadora defende que o governo federal amplie o investimento nas universidades públicas e na qualidade do ensino médio e fundamental. Desta forma, os estudantes de baixa renda podem ter acesso à universidade sem a necessidade de bolsa em uma instituição particular. “Uma coisa a se pensar é a necessidade de investimento para expansão de vagas nas universidades públicas. O Prouni tem validade, mas não diminui a obrigação do Estado de aumentar as vagas e melhorar o ensino médio”, ressalta Angela.


cid:image004.gif@01CF41CF.0BC04760
Cresce 20,5% aprovados da Unicamp que vieram do ensino público   (CBN – Notícias – 14/03/14)

A Unicamp registrou aumento de 20,5% no número de alunos aprovados no vestibular desse ano, que vieram da rede pública. Até a terceira chamada, dos 3.460 alunos matriculados, 1.227 são desse segmento, o que representa 37% do total. No ano passado, 30,7% vieram de escolas públicas. Esse crescimento foi registrado inclusive nos cursos mais concorridos, como Medicina, que teve no ano passado 14,55% de alunos vindos do ensino público. Em 2014, esse número subiu para 33,33%. Em Arquitetura e Urbanismo, a porcentagem subiu de 3,3% para 31%. Em Comunicação Social, com ênfase em Midialogia, são 30% de alunos com esse perfil em 2014, contra 16, 7% do ano passado. A Universidade atribui esse resultado ao aumento do bônus concedido pelo (PAAIS), Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp, que teve o bônus dobrado.


cid:image005.gif@01CF41CF.94F1BD20
Número de estudantes de escola pública na Unicamp cresce 20%   (Folha Online – Educação – 14/03/14)

O número de alunos de escolas públicas aprovados no vestibular e matriculados na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) cresceu 20% em um ano, informou a instituição nesta sexta-feira (14). Eles passaram de 30,7% dos inscritos em 2013 para 37% em 2014.  Entre os que se declaram pretos, pardos e indígenas, a alta foi ainda mais expressiva: 34%. Apesar disso, esse grupo ainda representa apenas 17,7% das matrículas neste ano, ante 13,2% no ano passado.  “Os resultados foram bastante positivos”, avalia o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge. “O Paais [Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social] deve ser intensificado porque esse é o nosso grande programa de inclusão. A base de inscritos não se alterou, mas a quantidade de aprovados, sim.”  Jorge se refere à proporção de egressos de escola pública que se inscreveram no último vestibular. Foram 27,2% em 2013 e 27,0% em 2014. O número de pretos, pardos e indígenas subiu pouco, de 16,5% para 17,4%.  O reitor afirma que a meta, agora, é aumentar o número de inscritos provenientes de escola pública. “Quanto mais alunos de escola pública se inscreverem, mais chance temos de aumentar o número de aprovados e matriculados.”

Universidade a prazo   (Folha de S.Paulo – Editorial – 17/03/14)

O Programa Universidade para Todos (Prouni) abriu as portas do ensino superior para 1,2 milhão de jovens, entre 2005 e 2013, e foi por isso considerado um sucesso. Em bem menos tempo, de 2010 a 2013, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já chegou perto disso, com 1,14 milhão de matrículas.  É uma transformação considerável no acesso à formação universitária, para a qual chamou a atenção reportagem do jornal “Valor Econômico”. Em 2013, 30% dos alunos novos das instituições privadas de ensino superior recorreram ao fundo para financiar suas mensalidades. Esses dois programas do governo federal têm muito a ver com a fenomenal expansão das instituições universitárias privadas, as maiores responsáveis pela duplicação das vagas na última década. Hoje, elas concentram 73% dos mais de 7 milhões de estudantes matriculados. Prouni e Fies, no entanto, têm mais diferenças que semelhanças. O nome “Universidade para Todos” é algo falaz. As bolsas que oferece, como contrapartida por isenções tributárias às universidades participantes, se destinam a estudantes com renda familiar per capita até três salários mínimos. Na outra ponta estão os estratos com renda suficiente para custear mensalidades de faculdades particulares ou, na paradoxal distorção brasileira, pagar colégios de elite, que porão seus filhos nas universidades públicas –e gratuitas. O Fies, de seu lado, tem vocação para dar às camadas intermediárias a chance de ascensão social pela via da qualificação. As condições são generosas: juros subsidiados de 3,4% anuais, 18 meses de carência após a formatura e prazo de pagamento de três vezes a duração do curso mais um ano. Um exemplo: o estudante que iniciar um curso em 2014 e completá-lo em quatro anos, com mensalidades de R$ 500, chegará a 2018 com dívida de R$ 26 mil. Começará a pagá-la em 2019 com prestações de R$ 218,73. Em 2032, após 155 parcelas, ficará livre do ônus. Supõe-se que, nesse intervalo, o jovem profissional tenha deslanchado sua carreira e ganhe condições de saldar a dívida. Nos 18 anos do contrato, porém, muita coisa pode acontecer numa economia errática como a do Brasil. Nos Estados Unidos, a crise de 2009 deflagrou onda avassaladora de inadimplência entre jovens. Como as condições do financiamento são muito vantajosas, aqui, isso parece hoje pouco provável. E o risco empalidece diante dos ganhos de qualificação individual e da mão de obra nacional. A melhor notícia, sob esse ângulo, é que o curso mais procurado por clientes do Fies foi engenharia.