17/10/2013 / Em: Clipping

 


Universidades paulistas resistem ao Enem; veja como cada uma usa a nota do exame   (IG – Educação – 17/10/13)

Apesar de o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vir ganhando mais adeptos ano após ano – em 2013 todas as federais do País vão usá-lo em seu processo seletivo, além das centenas de instituições particulares – as três instituições estaduais paulistas continuam mostrando resistência ao exame. Desde 2009 (Fuvest 2010), a Universidade São Paulo (USP) não usa mais a nota do Enem. A decisão naquele ano ocorreu depois que a prova vazou, o que inviabilizou a utilização dos resultados no vestibular. Após esse ano, o Enem nunca mais voltou a ser usada na nota da primeira fase do vestibular.



Médico tem a melhor remuneração entre 48 carreiras analisadas por instituto   (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/09/13)

Dedicação é a palavra-chave para aqueles que optam pelo curso de medicina. O tempo voltado para a carreira –que exige constante atualização– começa bem antes de o jovem entrar no mercado de trabalho, com os concorridos vestibulares. Por outro lado, a extensa oportunidade de trabalho e o retorno financeiro podem compensar o esforço de quem enxerga na área sua vocação. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a carreira médica tem a melhor remuneração (uma média de R$ 6.940 mensais) e taxa de ocupação (91,8%) entre as 48 carreiras analisadas. E para quem acha que as madrugadas de plantões são inevitáveis, algumas áreas permitem driblar isso. “Uma das especialidades mais disputadas em residência hoje é dermatologia. Entre os motivos estão o fato de englobar a área estética e de não exigir uma rotina tão extenuante de plantões”, afirma o coordenador do curso de medicina da Unicamp, Wilson Nadruz Junior.

Avanço do setor de infraestrutura garante vaga para engenheiros   (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/09/13)

O avanço brasileiro na área de infraestrutura nos últimos anos não esgotou as frentes de atuação para o seu grande projetista e construtor: o engenheiro civil. São aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, além de pontes, prédios e habitações que ainda precisam ser criados e mantidos de pé. “É possível ver a quantidade de coisas por fazer ao nos depararmos com os congestionamentos e os problemas de escoamento da produção agrícola. Tudo isso é trabalho para os engenheiros civis”, afirma Alex Kenya Abiko, chefe do departamento na Poli (Escola Politécnica da USP). Esse profissional pode atuar no desenvolvimento de projetos e em empresas de consultoria. Também pode trabalhar em construtoras, coordenando obras, e com operação e manutenção. De acordo com Abiko, não há setor mais ou menos vantajoso, pois há muito o que ser feito em todas as áreas. “Vamos ter um mercado muito promissor para as engenharias no futuro”, diz.



Universia promove debate sobre MOOCs com instituições de ensino do País   (Universia Brasil – 10/10/13)

A melhor educação é a educação possível. Foi o que comentou o vice-secretário de Educação a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Silvestre Novak, durante participação no debate promovido pela Universia Brasil e Universia Espanha sobre o novo paradigma da educação: os MOOCs.  MOOC é a sigla de Massive Open Online Course. São cursos online gratuitos abertos em massa (ou seja, para todos). O MOOC estimula a interatividade das pessoas envolvidas no processo de aprendizagem. Coloca todo mundo em contato com todo mundo, de uma forma estruturada. O Khan Academy é um exemplo famoso de MOOC. O Miríada X também. Estes cursos são ministrados para centenas de milhares de estudantes de todo o mundo e não custam nada. Será um alívio para o preço “salgado” de um diploma universitário no Brasil? A pró-reitora de educação continuada da PUC-SP, Alexandra Fogli Serpa Geraldini, pensa que não. “É um complemento. Estamos vivendo uma mudança de cultura. A informação está em todo o lugar.



Alunos “fora da elite” se destacam na melhor escola de administração do país   (Folha Online – Educação – 13/10/13)

Vários fatores diferenciam Ricardo da Rocha Rodrigues, 20, dos seus colegas de administração pública da FGV (Fundação Getulio Vargas). Entre eles, as notas: ele é um dos melhores alunos. Ricardo também tem um perfil peculiar na faculdade conhecida por formar estudantes de elite: ele é filho de diarista e mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele é um dos raros alunos da FGV que vieram de escola pública e, sem ajuda de ninguém e de nenhuma ONG, entrou no curso de administração pública na faculdade -considerada a melhor escola de administração do país no RUF 2013 (Ranking Universitário Folha). Ele está no 2º ano, tem bolsa integral de estudos (concedida aos primeiros colocados) e também recebe alguns auxílios, como a chamada bolsa material escolar. A mensalidade custa quase R$ 3.000. Para ser aprovado no vestibular, ele estudou sozinho com base em material que comprou em banca de jornal. Filho de pernambucanos que vieram a São Paulo em um pau-de-arara, ele viu sua família se estabelecer na região metropolitana da capital. A mãe é diarista, o pai é comerciante. Na sua casa moram sete pessoas. Em uma realidade tão distante da elite, Ricardo ficou sabendo da FGV em um folder de propaganda. Ricardo conta que resolveu prestar o vestibular porque o curso tem tudo a ver com o que ele sempre quis fazer. “Quero trabalhar no governo para mudar a realidade do país”, afirma.

Universidades de ponta têm menos aulas   (Folha Online – Educação – 17/10/13)

Um dos maiores gaps do ensino superior brasileiro veio à tona quando estudantes de graduação brasileiros foram para universidades de ponta pelo Ciência sem Fronteiras. A maioria deles conta que estranhou a quantidade reduzida de disciplinas das instituições dos países estrangeiros. Um estudante universitário de uma escola como Harvard, nos EUA, considerada a melhor do mundo, tem em média 15 horas/aula por semana. Para se ter ideia do que isso significa, quem faz engenharia na Poli-USP tem quase três vezes mais aulas. A filosofia de universidades como Harvard é que cada hora de aula demanda em média uma hora extra de estudos e de leituras do aluno. Ou seja, as 15 horas viram 30 horas. Além disso, a universidade espera que o aluno se envolva em atividades de pesquisa, empresas-júnior, trabalho sociais e culturais e que faça esporte.

Por que as meninas desistem da matemática?   (Folha Online – Educação – 16/10/13)

Nesta semana, em conversa com os dirigentes e pesquisadores do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), descobri uma informação interessante: as meninas desistem da matemática.

Explico.
Dados das olimpíadas de matemática realizadas pelo Impa com alunos de escolas públicas de todo o país mostram que as meninas são maioria entre os inscritos e entre os medalhistas nos primeiros anos do ensino fundamental. A quantidade de meninas vai caindo ao longo dos anos até que, no ensino médio, despenca. Nos últimos anos da educação básica há três meninos inscritos nas olimpíadas de matemática para cada menina. E aí, claro, as medalhistas do sexo feminino também ficam restritas a um pequeno grupo.