18/04/2012 / Em: Clipping

 


Unesp e Unicamp incluem mais rede pública que USP  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 18/04/12)

Os números se mantiveram praticamente estáveis em relação ao ano passado, mas as universidades estaduais paulistas (Unesp) e de Campinas (Unicamp) registraram em 2012 uma inclusão de alunos de escolas públicas, maior do que a alcançada pela Universidade de São Paulo (USP). A Unicamp registrou uma proporção de 32%, contra 28% da USP. O melhor resultado foi o da Unesp,que tem 41% dos matriculados oriundos da rede pública –é a maior proporção já alcançada. A principal explicação do sucesso da Unesp na inclusão de alunos com esse perfil é um dos objetivos mais buscados nas outras estaduais: a maior participação da rede pública no vestibular. Entre os 91.884 inscritos no último processo, 44,8% eram de escolas públicas – sendo que 42,5% estudaram na rede pública em toda sua história escolar. Em 2012, foram aprovados na Unesp 2.499 estudantes que estudaram toda educação básica na rede pública. Outros 205 aprovados cursaram só o ensino médio, totalizando 2.704  (41%). Em 2011, foram matriculados 2.545 egressos de escola pública (39%do total). O avanço no porcentual entre 2011 e 2012 foi de 5%, menor do que no período anterior, que foi de 11%. Segundo a pró-reitora de Graduação da Unesp, Sheila Zambello de Pinho, o mais importante é manter uma relação compatível da porcentagem entre candidatos e ingressantes, “o que já vem ocorrendo nos últimos anos”.Uma das ações da Unesp é a manutenção do curso pré-vestibular em convênio com o governo do Estado.O curso tem cerca de 4,5 mil estudantes de alunos da rede pública por ano, com índices de aprovação em instituições públicas que supera 70%. Sheila ainda defende que o modelo da prova do vestibular favorece a inclusão. “Em 2010 houve alteração do modelo que passou a ter duas fases comprovas mais voltadas para avaliar habilidades do que meramente conteúdos. Essa ação contribuiu para facilitar o processo de inclusão de alunos da rede pública.  ”Igual. Segundo o diretor do cursinho popular Henfil, Matheus Prado, o tipo de prova explica parte dos motivos. “A Unesp está no interior, onde a rede pública é melhor e as relações mais próximas entre alunos e professor ajudam.  ”Prado ainda pondera sobre a inclusão. “A proporção de alunos de escola  pública nos cursos de ponta,como Medicina, é praticamente igual na USP e na Unicamp.”Em 2012, a Unicamp matriculou1.099 alunos da escola pública–quase todos contaram com a política de bônus da universidade.O bônus varia entre 5% a 7% na nota. A manutenção da relação entre inscritos e matriculados é a maior preocupação da instituição. Entre os 56.865 inscritos, 28,2% são de escolas públicas. Nossa maior preocupação é manter a equidade e atender as demandas. Acho que temos atendido”,afirma o coordenador do vestibular, Maurício Kleinke.  Inscrições. As três estaduais de São Paulo, além de Unifesp e PUC (SãoPaulo e Campinas), divulgaram ontem o calendário unificado (mais informações nesta página). As datas foram definidas para permitir que os candidatos possam participar de todos os processos.



Uma revolução no ensino superior  (Folha de S.Paulo – Opinião – 18/04/12)

A educação é a principal ferramenta para a ascensão profissional e social dos cidadãos. Não importam as circunstâncias econômicas, as pessoas com qualificação saem na frente na hora de conseguir o primeiro emprego ou, se já incluídas no mercado de trabalho, obter promoções nas empresas em que atuam. No Brasil, contudo, apenas 11% da população em idade adulta têm nível superior. É um número bem abaixo do exibido por países como Canadá, Estados Unidos e Chile, nos quais esse índice chega a 50%, 41% e 24%, respectivamente. Para ajudar a reverter esse quadro, o governo do Estado de São Paulo abre um novo caminho na expansão do ensino superior público, gratuito e de qualidade, por meio do projeto de lei que, enviado nesta quarta-feira à Assembleia Legislativa, cria a quarta universidade estadual paulista: a Fundação Univesp -Universidade Virtual do Estado de São Paulo. A Univesp permitirá a democratização do ensino superior numa escala quantitativa e qualitativa que se pode considerar revolucionária. Isso porque associará o centro de excelência educacional do país, localizado em São Paulo, às mais modernas tecnologias de educação a distância, abrindo oportunidades a milhares de jovens que não conseguem frequentar uma universidade porque habitam os rincões do Estado ou porque trabalham em horários incompatíveis com as aulas presenciais tradicionais. Praticamente sem sair de casa, ou em polos próximos à sua vizinhança, dotados de equipamentos administrados pela instituição ou fornecidos gratuitamente, os alunos da Universidade Virtual do Estado de São Paulo acompanharão aulas interativas, executarão suas tarefas e apresentarão os seus projetos em cursos semipresenciais. Para frequentar os cursos, o estudante não precisará se deslocar de sua casa, a não ser em determinadas ocasiões. A maior parte das atividades se dará nos ambientes da internet, com o apoio da Univesp TV, emissora em operação desde 2009. Uma parcela das atividades terá lugar em salas de aula ou laboratórios práticos.A Univesp coloca a educação de São Paulo na vanguarda da era do conhecimento tecnológico. O ensino superior a distância, conceito que remonta ao final dos anos 1970, com o surgimento da Open University, na Inglaterra, vem ganhando um impulso extraordinário desde o início deste século, graças à popularização da internet. A estimativa é que, até o final desta década, metade dos cursos universitários oferecidos no mundo será ministrada por intermédio da rede de computadores. Cientes de que tecnologia sozinha não é garantia efetiva de qualidade, todas as atividades serão sempre acompanhadas por orientadores capacitados.Mais do que isso: a Univesp terá projetos conjuntos com a USP -única instituição da América Latina entre as 70 melhores do mundo na lista da Times Higher Education -, com a Unesp, com a Unicamp e com o Centro Paula Souza, responsável pela maior rede estadual de ensino técnico e tecnológico do país. Os cursos oferecidos serão de importância fundamental para o desenvolvimento do Estado e do país. Engenharia, por exemplo -uma área com déficit de 20 mil profissionais por ano-, oferecerá graduações em engenharia da produção e engenharia da computação, entre outras opções. A Universidade Virtual do Estado de São Paulo também contará com programas de pós-graduação e de extensão cultural, como os de inglês e espanhol. Trata-se, sem dúvida, de um passo gigantesco na política de aumento das vagas de graduação nas universidades e faculdades estaduais. Um país se faz com homens e livros, como disse o escritor Monteiro Lobato. São Paulo agora prova que se pode ir além deste conceito, fazendo uso das novas tecnologias na construção de uma educação superior verdadeiramente democrática.

GERALDO ALCKMIN, 59, médico, é governador do Estado de São Paulo

Universidades de São Paulo definem calendário para vestibular de 2013  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 18/04/12)

A principais universidade de São Paulo divulgaram ontem seus calendários para o vestibular de 2013. O calendário foi planejado para que os vestibulares não caiam nos mesmos dias, nem coincidam com as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A data do Enem ainda não foi divulgada. As inscrições para a prova da Fuvest, que seleciona candidatos para USP e Santa Casa, podem ser feitas de 24/8 a 10/9, pela internet. A prova da primeira fase acontece em 25/11. Candidatos para cursos da Unicamp devem se inscrever entre 20/8 e 14/9, também pela internet. A primeira fase será em 11/11. O vestibular da Unesp tem inscrições entre os dias 17/9 e 11/10. A primeira prova é no dia 18/11. A Unifesp não divulgou o período de inscrições, mas a primeira fase será nos dias 13/12 e 14/12.

SP cria universidade para curso a distância  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 18/04/12)

O governo do Estado deve assinar hoje um projeto de lei para criar uma fundação que oferecerá cursos superiores semipresenciais de graça. Na prática, a Fundação Univesp (Universidade Virtual do Estado de SP) será a quarta universidade estadual, ao lado de USP, Unicamp e Unesp, mas com foco exclusivo em cursos a distância. O projeto segue amanhã para a Assembleia -se aprovada, a instituição será criada por decreto. A ideia é que os cursos sejam propostos e ministrados pela Univesp ou em parceria com as universidades estaduais e Fatecs, o que já acontece desde que a proposta surgiu em forma de programa da extinta Secretaria de Ensino Superior, criada na gestão Serra. Mesmo enfraquecido -parte dos professores era contra a modalidade virtual- o programa conseguiu lançar alguns cursos, hoje em andamento. Desde o início da gestão Alckmin, a proposta foi para a aba da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e entrou nas prioridades do governo. O que muda caso o projeto de lei seja aprovado é que o programa passa a ser uma instituição. Ou seja: terá autonomia e orçamento próprio. O projeto chega com novas propostas de cursos semipresenciais de graduação e de pós. A ideia é chegar a 24.000 alunos em quatro anos. O processo seletivo será o vestibular. Cada graduação deverá ser credenciada pelo MEC (Ministério da Educação). A estimativa é que a Univesp tenha R$ 24 milhões para dar início às suas atividades. A expectativa de Carlos Vogt, coordenador do projeto e ex-reitor da Unicamp, é que inicialmente sejam 40 professores fixos e 90 funcionários técnico-administrativos -a USP, por exemplo, tem hoje 5.685 docentes. “Outros professores serão contratados temporariamente, conforme surgirem as demandas de novos cursos”, diz.

OPINIÕES DIVIDIDAS

Para a socióloga da USP Elizabeth Balbachevsky, especialista em políticas de educação, a iniciativa só “tende a agregar”. Grandes universidades do mundo, como Harvard, diz, já têm feito cursos a distância com sucesso. “Estava na hora de termos iniciativas assim nas estaduais”, afirma a especialista. Já para o físico Otaviano Helene, da Adusp (Associação de Docentes da USP), a proposta do governo é “megalomaníaca” em termos de número de alunos e visa substituir de maneira equivocada os cursos tradicionais. “O ensino a distância não é uma solução. A forma como está sendo instalado no Brasil está sendo um problema.”

Primeiro curso teve procura acima da média  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 18/04/12)

O primeiro curso do programa Univesp, de pedagogia, em parceria com a Unesp teve quatro vezes mais candidatos por vaga do que a média nacional. Isso ocorreu, diz Carlos Vogt, coordenador da Univesp, por causa de uma demanda reprimida por cursos para alunos que já trabalham, mas querem cursar universidade pública. Em pedagogia, a taxa de evasão é de 22% até agora. Já licenciatura em ciências, em parceria com a USP, teve 40% de evasão -índices parecidos com licenciaturas “tradicionais” de exatas, como a física. Segundo Marcelo Keiti Ishii Ono, 26, aluno de licenciatura em ciências, o curso começou confuso “por ser pioneiro”. “Mas agora está ótimo. Consigo escolher a hora do dia que vou estudar. Tem momentos que aperta um pouco porque há muita atividade.” Os encontros presenciais são aos sábados, em quatro polos no Estado.

Cai taxa de egressos da rede pública na USP   (Folha de S.Paulo – Ribeirão – 18/04/12)

Apenas 2 em cada 10 ingressantes na USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto vêm da rede pública de ensino, revela o perfil dos estudantes traçado pela própria instituição. Segundo o estudo a participação desses estudantes caiu cinco pontos percentuais entre 2011 e 2012 -de 25% para 20% no total de matriculados. O resultado do campus de Ribeirão contrasta com o da capital, onde houve aumento de 25,84% para 28,03% no mesmo período. O levantamento mostra também que o percentual dos que se declararam negros ou pardos caiu de 11,5% para 7,8% enquanto índice dos que se dizem brancos aumentou de 84% para 88%.

MULHERES SÃO MAIORIA
As mulheres ainda são maioria e representam 54% do total de matriculados. O curso de terapia ocupacional está entre os preferidos por elas no campus de Ribeirão. Ainda de acordo com a pesquisa, os estudantes têm, em média, entre 17 e 20 anos. Para a professora do curso de pedagogia da USP Débora Piotto, o resultado pode indicar a necessária revisão e o fortalecimento do Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP). De acordo com ela, os estudantes da rede particular são maioria nos inscritos no vestibular. “Muitos desconhecem que a universidade tem programas de bolsas para alimentação, moradia e pesquisas”, afirmou a docente. A estudante de biologia Maiara Albanez Pereira, 17, está no grupo de egressos da rede pública que conseguiu uma vaga na USP. Ela conta que conciliou o ensino médio em uma escola técnica com um cursinho gratuito para obter o resultado. “Estudei muito. O cursinho gratuito ajudou, mas o ensino médio também foi muito bom”, conta. Sem cursinho, a estudante de informática médica Beatriz Ambrósio, 17, natural de Cosmópolis (SP), enfrentou a maratona de simulados no ensino médio de um colégio privado. “Gostava da área médica e de informática. Consegui unir os dois em um curso só”, contou a estudante ontem à tarde.



USP, Unesp e Unicamp divulgam calendários   (Jornal Agora – Dicas – 18/04/12)

As comissões organizadoras dos vestibulares da USP, da Unesp, da Unicamp e da Unifesp divulgaram ontem o calendário dos seus processos seletivos deste ano. As datas foram definidas em reunião na semana passada e são estabelecidas em conjunto para evitar que provas caiam no mesmo dia.O manual do candidato da Fuvest (responsável pelo vestibular da USP) estará disponível a partir do dia 1º de agosto, e a inscrição começará no dia 24 do mesmo mês.A Unifesp é a única que ainda não divulgou seu período de inscrições. As primeiras fases da Fuvest, da Unesp e da Unicamp serão aplicadas em novembro. As provas de conhecimentos específicos da Unifesp que utiliza a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como sua primeira prova– ocorrerão em dezembro.



Fuvest, Unicamp, Unesp, Unifesp, ITA e PUC-SP divulgam calendário do vestibular 2013   (Globo On Line – Vestibular – 17/04/12)

Foi divulgado nesta terça-feira (17) o calendário do vestibular 2013 de Fuvest, Unicamp, Unesp, Unifesp, ITA, PUC-SP e PUC-Campinas. As instituições definiram as datas em conjunto para permitir que os candidatos possam fazer todas as provas. Confira abaixo e se programe:



Os sete principais vestibulares do estado de São Paulo divulgaram calendário   (Veja – Educação – 17/04/12)

Os responsáveis pelos principais vestibulares do estado de São Paulo divulgaram nesta terça-feira o calendário de seus processos seletivos. São eles: Fuvest (responsávels pelo vestibular da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Campinas (PUCCAMP).