18/06/2013 / Em: Clipping

 


Diferença de nota de corte de cotistas no Sisu foi de 4% para os demais   (IG – Educação – 18/06/13)

Estudantes cotistas e não cotistas tiveram uma diferença de aproximadamente 4% na média das notas de corte em licenciaturas, engenharia, medicina e pedagogia no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Diferença pouca, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. São beneficiados pela Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) os estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. De acordo com balanço divulgado na segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC), a média das notas de corte de medicina foi 758 para cotistas e 784 para a ampla concorrência (diferença de 3,3%). Em Engenharia, a média para as cotas foi 682 e para a ampla concorrência, 716 (4,7%). Em pedagogia, 599 para cotistas e 620 para a ampla concorrência (3,3%) e, em licenciaturas, 611 para cotas e 640 para os demais (4,5%).



Sisu tem 42% de inscritos cotistas  (O Estado de S.Paulo – Educação – 17/06/13)

Do total de inscritos nesta edição do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 42,40% são cotistas. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira, 17, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Isso significa que dos 788.819 inscritos, 334.461 optaram pelas vagas reservadas a cotistas, como estabelece a Lei de Cotas. Dentre os 334.461 candidatos oriundos de escolas públicas inscritos pelas cotas, 143.594 são pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo; 75.213 são pretos, pardos ou indígenas com renda familiar superior a 1,5 salário mínimo.


 
Universidade federal de Campinas será anunciada ainda em junho   (CBN – Notícias – 17/06/13)

A universidade federal de Campinas deve ser anunciada ainda esse mês oficialmente pelo governo federal. Para facilitar a implantação da universidade, a Câmara deve aprovar um projeto de isenção para obras de educação e saúde. Projeto este que trará outros benefícios para a cidade conforme diz o prefeito Jonas Donizette. A cidade que já conta com um campus da universidade estadual agora passará a contar com a universidade ligada ao MEC e um instituto federal.



Os imortais   (Folha de S.Paulo – Opinião – 18/06/13)

Uma estranha narrativa do argentino Jorge Luis Borges descreve um povo que conquistou a imortalidade. Tal condição resultou em tanta despretensão que a maioria das pessoas passou a evitar os movimentos mais simples, criando raízes.  O atual processo de avaliação da educação superior nos remete, também, a um tipo de esforço coletivo. Fornecendo notas e conceitos determinantes ao regular funcionamento das instituições e cursos, as ações orientadas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) se constituem em exemplo presente bem-sucedido de política pública brasileira. Auxilia-nos a refletir sobre o futuro. Com acentuada incidência histórica na nota mínima necessária ao requisito legal de funcionamento, cursos e instituições acabam por se consolidar tendo como meta as exigências avaliativas e regulatórias. Dados do Inep revelam que, em 2011, mais de 50% de novas instituições foram credenciadas com a nota mínima permitida. De 3.320 cursos reconhecidos, 2.887 ficaram com notas entre 2 (abaixo do mínimo) e 3. Em 2012, foram 79% a alcançar a nota mínima. Se observarmos os recredenciamentos de instituições, em 2011, foram 76% e, em 2012, 66% com a mínima nota para sobrevivência legal. Assim, “ceteris paribus” à qualidade dos estudantes, a reprodução de modelos pedagógicos e a cobertura mínima quantitativa de docentes, bibliotecas e laboratórios possibilitam, para muitas instituições, o valor de suas raízes. Já o desenvolvimento institucional calcado na mobilização intelectual e em conteúdos curriculares inovadores acaba por ter diminuída necessidade. Conforta saber que os critérios e padrões mínimos de qualidade estão conservados. Mas, a imortalidade tem seu preço. A ampla aderência aos requisitos básicos das avaliações como limite demonstra que grande parte das instituições de educação superior está desarticulada das metas e objetivos de outra parte da coletividade que constrói infraestrutura, empreende negócios de alta tecnologia e busca pessoal qualificado. O que se espera do conjunto das instituições de educação superior brasileiras, afinal, vai além da necessária condição inicial da legalidade regulatória, que a torna apta a receber matrículas. Importa aos procedimentos de avaliação e regulação se ater, também, aos índices de evasão estudantil, à dispersão profissional de diplomados, à qualidade da produção intelectual e à consistência curricular. Instituições que se organizam tendo o mínimo como limite correm ou provocam o risco da obsolescência ou, pior, da expansão do ensino de baixa qualidade. O combate dessas possibilidades convida a um novo modelo regulatório da educação superior, focado mais nos fins do que nos meios. Que estimule mais o desenvolvimento das instituições do que sua precária estabilidade. Iniciativas de ampliação desse aparato pelo Ministério da Educação iluminam novos horizontes. Ao preservar o sistema nacional de avaliação, irá mais além ao atribuir à regulação proximidade com as metas de crescimento econômico e do bem-estar social, cujo alcance depende do conhecimento em grande escala.

LUIZ ROBERTO LIZA CURI
, 53, sociólogo e doutor em economia, é conselheiro do Conselho Nacional de Educação

MEC vai criar universidade federal de educação à distância   (Folha Online – Educação – 17/06/13)

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou nesta segunda-feira (17) que a pasta deve enviar ao Congresso Nacional projeto de lei para criação da primeira universidade federal de educação à distância. Hoje, o investimento do governo federal na modalidade se resume à UAB (Universidade Aberta do Brasil), criada em 2005 com foco na formação de professores de educação básica. A instituição oferta hoje cursos de licenciatura e administração. Segundo Mercadante, essas matrículas seriam absorvidas com a criação da nova universidade. “Cada curso de cada universidade poderá ser ofertado na universidade federal de educação a distância. Então, [o curso de] engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul pode ser ofertado como sendo também curso à distância”, disse. Mercadante ressaltou que enquanto no Brasil cerca de 15% dos estudantes do ensino superior estudam nessa modalidade, entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) esse percentual chega a 50%.