20/02/2017 / Em: Clipping

 


A reforma do ensino médio (Estadão – Opinião – 20/02/2017)

Desde o início, o projeto de reforma proposto por Temer contou com o apoio generalizado de pedagogos e especialistas em educação básica, o único problema foi o modo como a reforma foi proposta

Ao sancionar a lei que flexibiliza o currículo do ensino médio, o presidente Michel Temer tirou de entidades estudantis, corporações docentes e movimentos sociais um dos principais pretextos de que se valiam para se opor ao governo. Essa foi a primeira reforma lançada pelo governo Temer. Apesar de os gastos públicos por aluno terem se multiplicado por quatro nos últimos 15 anos, o ensino médio é a etapa mais problemática do sistema educacional brasileiro. Com 8 milhões de alunos, apresenta altas taxas de evasão escolar e baixos índices de aprendizagem. Um em cada quatro alunos desse ciclo de ensino está com mais de dois anos de atraso escolar, segundo o Censo Escolar de 2016, divulgado no mesmo dia da sanção da lei.

Desde o início, o projeto de reforma proposto por Temer contou com o apoio generalizado de pedagogos e especialistas em educação básica. O único problema foi o modo como a reforma foi proposta, por meio de uma medida provisória, que limitou o tempo de discussões entre as autoridades educacionais, as entidades de professores e as ONGs do setor educacional.



Supersalários e cotas: veja propostas dos candidatos a reitor da Unicamp (G1 – Campinas e Região – 20/02/2017)

Disputa pela reitoria possui cinco concorrentes para a gestão 2017-2020. Ao G1, eles também falaram sobre ações anticrise; eleição será em março.

A disputa pelo cargo de reitor da Unicamp opõe propostas antagônicas dos cinco candidatos para aumento da inclusão no ensino e, por outro lado, há consenso sobre a necessidade de ações para equilíbrio das finanças em meio à crise e de aprimorar diálogo com a comunidade interna.

Em entrevista ao G1, Antonio Celso Fonseca de Arruda, Léo Pini Magalhães, Luis Alberto Magna, Marcelo Knobel e Rachel Meneguello fizeram um resumo das principais propostas para a gestão 2017-2020, e trataram sobre temas polêmicos como a política de cotas, protestos de estudantes e funcionários, além do pagamento de “supersalários” – valores superiores ao teto constitucional.

O primeiro turno de votação está marcado para os dias 15 e 16 de março, e a consulta é feita por voto nominal e secreto em sistema de papel. A estimativa da universidade é de que pelo menos 40 mil sejam aptos a participar, incluindo 2 mil docentes, 8 mil servidores e 30 mil alunos.



Reforma do ensino médio promete escola mais atraente, mas ainda enfrenta críticas (Agência Senado – Notícias – 17/02/2017)

O ensino médio será mais eficiente e vai se tornar mais atraente para o aluno. Essa é a opinião do senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator da reforma do ensino médio, aprovada pelo Senado no último dia 8 e sancionada pelo presidente Michel Temer na última quinta-feira (16). A reforma (MP 746/2016) prevê a segmentação de matérias, com uma parte obrigatória e outra optativa, o aumento da carga horária e a implantação do ensino integral, entre outras medidas.

Pedro Chaves afirma que a reforma muda radicalmente a educação no ensino médio. O senador diz que as disciplinas hoje são engessadas e fragmentadas, provocando evasão escolar. Com o novo modelo, o aluno poderá escolher parte das matérias que quer estudar, conforme sua aptidão ou projeto profissional. Ele explica que haverá uma base curricular que será comum a todas as escolas (60% das disciplinas) e uma parte flexível (40%), que poderá ser adaptada à realidade de cada região.

– O aluno tem de ser protagonista da sua formação. O Brasil tem pressa e precisa mudar urgentemente sua estrutura do ensino médio – afirma o senador, acrescentando que as mudanças devem ser implementadas a partir do ano que vem.



“É irresponsável jogar para o aluno sem preparação”, diz professor sobre novo Ensino Médio (Universia – Educação – 17/02/2017)

Após sanção da lei da reforma do Ensino Médio, professores questionam como será a aplicação e qual será o cuidado com os alunos

Sancionada nesta quinta-feira (16), a reforma do Ensino Médio vem causando debate no meio educativo. Entre questionamentos, críticas e pontos polêmicos, a reforma, que foi enviada ao Congresso por meio de uma medida provisória, já possuía força de lei desde que foi publicada em setembro de 2016, porém, só deve ser colocada em prática após a definição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que está sendo elaborada e deve ser homologada em 2017.

Para o Coordenador do Colégio Poliedro, Leandro Baldo, um dos pontos fundamentais é a forma como a reforma será aplicada em colégios particulares e públicos. “Temos que dividir a mudança em como vai funcionar em escola particulares e públicas. Quando eles vão colocando as informações pra gente, sempre é de uma maneira muito não clara. Falam ‘vai ficar a critério da escola’, mas tem uma série de itens que eu olhei e, se ficar tudo a critério da escola, corremos o risco de determinadas áreas não serem contempladas”, afirma.