20/05/2013 / Em: Clipping

 


Primeiro semestre 2013 da UFMT tem 10% de alunos negros nos cursos ‘top’   (Globo.Com – G1 Vestibular – 20/05/13)

Apenas 10,8% dos estudantes aprovados nos 10 cursos mais concorridos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) são negros. Das 542 vagas disponibilizadas entre os cursos de maior procura, estudantes autodeclarados negros ocupam 59. O levantamento do G1 leva em consideração a primeira turma de estudantes que, beneficiada pela Lei de Cotas aprovada pela instituição em 2012, inicia o primeiro semestre nesta segunda-feira (20). A UFMT avalia que o número pífio de negros nos cursos de maior prestígio após adesão à Lei 12.711/2012 é revelador, mas não expressa a realidade. A seleção para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi feita em janeiro, mas, devido a maior greve da história da UFMT em 2012, o último ano letivo foi empurrado para abril deste ano e, por isso, as aulas do primeiro semestre de 2013 vão começar neste mês. No curso de Medicina, que já foi avaliado como o melhor do país pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), apenas três estudantes negros estão inseridos em meio a outros 80 universitários. Conforme o (Sisu), cada vaga do curso foi disputada por 5.138 candidatos. No curso de Direito do campus em Cuiabá, que é ofertado no período noturno, apenas um aluno negro foi aprovado para estudar no primeiro semestre deste ano. No período da manhã, outros quatro estudantes negros repetiram a façanha. Somados os dois períodos, o curso de Direito da instituição dispõe de 90 vagas. As obras da Copa Brasil afora devolveram prestígio à Engenharia Civil, que vivenciou um longo período de retração nos investimentos. O curso da especialidade na UFMT atraiu pelo Sisu 1.808 candidatos.

USP muda currículo dos cursos de engenharia da Escola Politécnica   (Globo.Com –  G1 Vestibular – 19/05/13)

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) anunciou na quarta-feira (15) que vai mudar a estrutura dos cursos de engenharia oferecidos na Cidade Universitária, na capital, para permitir mais flexibilidade aos estudantes. Segundo o diretor da unidade, professor José Roberto Cardoso, a alteração no currículo vai valer a partir de 2014. O objetivo, segundo ele, é formar um novo perfil de engenheiros. Cardoso explicou ao G1 que a Poli quer formar um profissional “que seja líder, inovador, criativo, que tenha um grau de generalidades maior, não seja tão especialista, que saiba trabalhar em equipe e, de preferência, que tenha alguma formação internacional”. São três as principais mudanças aprovadas pela Escola Politécnica, que começaram a ser discutidas em 2010 e incluíram encontros com professores de outras faculdades de engenharia e instituições ligadas à profissão. As alterações se referem às ordens em que as disciplinas obrigatórias são oferecidas, às regras para escolha de disciplinas optativas e à execução do trabalho de formatura que cada estudante deve fazer para receber o diploma. Na hora de preencher o formulário de inscrição na Fuvest, os candidatos já escolhem que tipo de engenharia querem cursar, como elétrica, mecânica, de minas e energia etc. Tradicionalmente, porém, os calouros aprovados passam os dois primeiros anos da graduação ocupados com as disciplinas do chamado curso básico, com disciplinas de química, física e matemática comuns aos alunos de todas as engenharias. “O que aconteceu foi que a Poli quebrou esse paradigma”, explicou o diretor da Poli. A partir do ano que vem, as disciplinas do curso básico serão oferecidas nos três primeiros anos da graduação, para permitir, desde o primeiro semestre, que os alunos possam ter aulas do currículo específico de suas engenharias. Eles terão as disciplinas do ciclo básico vão ficar diluídas do primeiro ao terceiro ano e, segundo Cardoso, duas disciplinas no primeiro ano e duas no segundo já serão do currículo específico. “Agora vai ter contato com a carreira no primeiro e no segundo ano.”

No CE, cresce em 836% o número de alunos da rede pública na faculdade    (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/05/13)

O número de estudantes de escolas públicas do Ceará que ingressaram no ensino superior cresceu 836% entre 2008 e 2012, de acordo com levantamento do governo do estado. Em 2012, 7.825 alunos da rede pública do Ceará foram aprovados no Sisu ou em vestibular para iniciar um curso de nível superior. Nesta semana, o governador do Ceará, Cid Gomes, recebeu na sede do governo 32 alunos da rede pública mais bem avaliados de acordo com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), representando os mais quase oito mil aprovados. Na ocasião, foi lançado o projeto Projeto Enem Chego Junto, Chego Bem.



Redação com erro ainda pode obter nota máxima no Enem   (Terra – Vestibular – 20/05/13)

Após a polêmica das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que não foram zeradas no ano passado apesar de conterem receitas de miojo e trechos de hinos de clubes de futebol, o edital foi alterado e agora prevê a anulação de textos que fujam do tema proposto. No entanto, em 2013, redações com erros de português podem continuar obtendo nota máxima mesmo com desvios “gramaticais ou de convenções de escrita”, desde que não “caracterizem reincidência”. A correção é dividida em cinco quesitos, e a redação pode obter a nota máxima caso atenda a todos. No entanto, no primeiro tópico de avaliação, que é o domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa, pode obter a nota máxima o texto que demonstrar domínio da escrita formal, sendo que “desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência”, ou seja, desde que não se repitam, diz o edital. No entanto, para obter essa nota máxima com algum erro, a redação também deverá apresentar um excelente domínio do texto dissertativo argumentativo; conter informações, fatos e opiniões ao tema proposto, defendendo um ponto de vista; articular o texto com diversificação de recursos coesivos; e elaborar uma proposta de intervenção detalhada, relacionada ao tema discutido no texto. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação das provas, os corretores são treinados para avaliar os desvios gramaticais, e para obter a nota máxima, o estudante terá que passar pelo crivo de dois corretores, além de não chamar atenção do revisor, que é orientado a avaliar provas que, por exemplo, obtenham nota máxima. “De acordo com o edital, desvios são aceitos como excepcionalidade, o que, em tese (lembre-se que os corretores são os avaliadores) impede que ‘erros’, no plural, sejam tolerados com a nota máxima”, explica a resposta enviada pela assessoria de imprensa do instituto. Para evitar as “gracinhas” de anos anteriores, o edital determina que serão anuladas as redações que não apresentem estrutura dissertativo-argumentativa, que fujam do tema, que contenham impropérios (xingamentos, etc.) ou que apresentem textos deliberadamente desconectados do tema proposto.



Na Unifesp, cotistas e não cotistas têm média igual    (O Estado de S.Paulo – Educação – 19/05/13)

Os alunos cotistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tiveram média 0,06 ponto (em uma escala de zero a dez) inferior à dos não cotistas em 2012 – diferença de apenas 1,26%. A distância entre as notas foi maior no câmpus da capital (6,65%), onde funcionam cursos como Medicina e Enfermagem. Na Baixada Santista, por outro lado, o desempenho dos beneficiários da política afirmativa foi 8,71% superior ao dos demais colegas. O levantamento, feito pela Pró-Reitoria de Graduação e obtido pelo Estado, leva em conta a média ponderada de todos os 9.671 estudantes matriculados em 2012. Desses, 669 (7,22%) eram cotistas. Neste ano, a instituição guardou 15% das vagas dos processos seletivos para quem cursou o ensino médio na rede pública. A reserva crescerá até atingir 50% em 2016, como prevê a Lei de Cotas. Diferentemente da atual legislação, a política adotada pela Unifesp de 2005 a 2012 não considerava o critério renda.

‘Pego livro do ensino médio para revisar conteúdo’, diz aluna    (O Estado de S.Paulo – Educação – 19/05/13)

Romayne Santos entrou no ano passado como cotista no curso de Enfermagem da Unifesp em São Paulo. A estudante de 19 anos mora na Vila Ema, zona leste, e cursou toda a educação básica na rede pública. Por incentivo da mãe, Romayne resolveu tentar uma vaga na universidade pública, mesmo sem se sentir preparada. “Só soube que a Unifesp tinha cota no momento da inscrição”, diz. Segundo ela, a maioria de seus colegas de escola nem sequer cogitou entrar em instituições estaduais ou federais. A estudante acredita que o segredo para ser aprovada foi a força de vontade. “Nunca me prendi só ao que via na escola.

Cotistas têm ‘vantagem’ de 6,6% na UFABC    (O Estado de S.Paulo – Educação – 19/05/13)

Mesmo antes da Lei de Cotas, a Universidade Federal do ABC (UFABC) já reservava metade das vagas para alunos da rede pública desde sua criação, em 2005. Desse total, 35% são para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, conforme a distribuição desses grupos na população do Estado verificada pelo IBGE no Censo de 2010. Estudos desenvolvidos pela Pró-Reitoria de Graduação mostram que, em 2012, os cotistas tiveram desempenho 6,64% inferior ao demais.

Desempenho é superior em Santos    (O Estado de S.Paulo – Educação – 19/05/13)

Na Unifesp, o câmpus da Baixada Santista é o único no qual os alunos cotistas têm desempenho superior ao dos não cotistas. Lá, a diferença de notas chega a 8,71%. Essa também é a unidade com menos estudantes beneficiados pela política afirmativa: só 80 dos 1.523 matriculados em 2012 – 5,25% do total. Em Santos, funcionam sete cursos: Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional, além do bacharelado interdisciplinar em Ciência do Mar. Para a fisioterapeuta e professora Stella Peccin, que dá aulas em todos os cursos da unidade, os bons resultados são fruto do estímulo ao cotistas. “Usamos meios e projetos para que os estudantes se sintam estimulados a buscar informação e trabalhar em grupo, dissolvendo dessa forma eventuais dúvidas”, diz.