21/10/2015 / Em: Clipping

 


Chegou a hora de entrar na faculdade: qual o melhor curso para seu futuro?   (Folha de S.Paulo – Colunistas – 21/10/15)

O mês de outubro está acabando e a proximidade do fim de semana com certeza já anda tirando o sono de muitos jovens. Entre sábado e domingo (24 e 25) acontece a prova do Enem, e o resultado da prova pode ser determinante para o futuro da carreira. Digo “pode ser” porque, apesar de toda a responsabilidade da decisão, é comum ver escolhas de cursos serem feitas de formas rasas e sem muita convicção. Não parece meio estranho precisar definir o que será da sua vida profissional com base em um teste vocacional ou simplesmente pela escolha de curso com base na menor nota de corte? Neste momento, é preciso equilibrar a responsabilidade da escolha com a ponderação para entender que esta é uma tentativa de descoberta do direcionamento profissional. Cursos notoriamente com status, como Direito e Medicina, estão na ponta da língua de uma grande quantidade de jovens, mas o que dizer quando a pessoa quer ser um grande médico, mas não consegue sequer olhar para sangue sem se sentir mal? Ou mesmo aquele que sonha em ser juiz ou promotor, mas não tem a menor disciplina para estudar e detesta as matérias do curso de graduação? Pensar no futuro focando somente em status ou remuneração financeira é o maior tiro no pé que alguém pode dar. O sucesso na carreira e retorno financeiro satisfatório dependem muito mais da sua afinidade com a profissão escolhida do que meramente da escolha do curso. Considerar a decisão com base em suas áreas de afinidade é somente o primeiro passo, mas uma vez escolhido o curso, é possível segmentar a profissão por diversas possibilidades e caminhos que são abertos. Vale a pena pesquisar a fundo profissões e áreas de especialização ainda pouco conhecidas, avaliar a aceitação dos cursos em conversas com alunos que já estão na graduação, visitar instituições, participar de aulas experimentais e se inteirar também de projetos de pesquisa que despertem seu interesse. Essas avaliações provavelmente não serão determinantes para sua escolha, mas podem ajudar a nortear uma decisão mais embasada, tendo em vista que você terá mais elementos para avaliar se aquilo que está vendo combina com o que você imagina para o futuro. Ao ingressar em uma faculdade, deixe que sua curiosidade seja o principal motor de suas decisões. Este é o momento de questionar tudo que for possível para seus professores, de fazer diferentes estágios para avaliar aquele em que seu desempenho é melhor e ir desenhando seus passos aos poucos. O importante é que você se empenhe em descobrir aquilo que faz bem ao longo do curso e que mantenha a mente aberta para mudar sua opção inicial, caso descubra que a graduação escolhida não tem nada a ver com o que imaginava. Não deixe que a pressão fale mais alto do que o seu senso crítico. Invista em si mesmo, permitindo-se erros e acertos até encontrar o melhor direcionamento.

Samy Dana Ph.D em Business, doutorado em administração, mestrado e bacharelado em economia.
É professor na Escola de Administração de Empresas
de São Paulo da FGV.



USP e Unicamp caem em ranking internacional   (A tarde – Educação – 30/09/15)

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) caíram no ranking de melhores instituições do mundo, segundo ranking da revista britânica Times Higher Education (THE), um dos mais importantes na avaliação do ensino superior, divulgado nesta quarta-feira, 30. O Brasil não tem nenhum representantes no top 200. A USP está no grupo entre 251 e 300 melhores universidades. Depois da posição 200, as instituições são organizadas em faixas de classificação. Na edição anterior, a USP estava no grupo 201-225 e, em 2012, chegou a ocupar o 158.º lugar. Apesar da queda, a universidade segue como a melhor da América Latina. Já a Unicamp saiu da faixa 301-350 das melhores universidades e migrou para o grupo das 351-400. Feito há 12 anos, o ranking da THE costuma trazer 400 instituições. Nesta edição, o levantamento abriga as 800 melhores escolas de ensino superior, de 70 países diferentes.