22/09/2008 / Em: Clipping

 


Unicamp realiza prova de transferência neste domingo  (UOL – Vestibular – 21/09/08)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior de São Paulo, realiza neste domingo (21) a primeira fase do processo de transferência interna e externa de 2009. A prova acontece no Ciclo Básico II, no campus da Unicamp, em Campinas. A orientação é para que os candidatos cheguem às 12h. Os portões serão fechados às 12h45. São oferecidas 773 vagas, distribuídas entre 53 opções de cursos. A relação candidato/vaga pode ser acessada no site da Comvest. O processo acontece em duas ou três fases, de acordo com o curso escolhido: exame classificatório geral (em 21 de setembro), com 24 questões discursivas; análise de compatibilidade de currículo (entrega de documentação de 13 a 17/10); e prova específica de conhecimento (de 9 a 15/12).



Unicamp aplica vestibular para vagas remanescentes (Globo.Com – G1 Vestibular – 21/09/08)

Organização recomenda chegada às 12h.
Exame terá 24 questões discursivas.

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza neste domingo (21), o exame classificatório geral do processo seletivo para o preenchimento das vagas remanescentes 2009. A prova será realizada no Ciclo Básico II da Unicamp, campus Campinas e pretende verificar o domínio do conhecimento adquirido nas diversas formas de educação. A orientação é para que os candidatos cheguem ao local às 12 horas, já que os portões fecham impreterivelmente às 12h45. O exame começa às 13 horas. A prova é composta de 24 questões de natureza discursiva. A Comvest disponibiliza as provas dos anos anteriores e resoluções em sua página eletrônica: https://www.comvest.unicamp.br/vr/vr2008/vr.html. Este ano a Unicamp oferece 773 vagas, distribuídas entre 53 opções de cursos.



Filosofia e sociologia estão de volta (Correio Popular – Edições Especiais – 21/09/08)

Colégios se preparam para as disciplinas, que serão obrigatórias nos três anos do Ensino Médio

Os colégios de Campinas já começam a se preparar para uma nova demanda: a partir do próximo ano, todas as instituições que oferecem Ensino Médio deverão incluir, nas três séries que formam esse nível, as disciplinas de sociologia e filosofia, segundo determinação do Conselho Nacional de Educação (CNE), de março deste ano.
As matérias, apesar de já serem oferecidas por várias escolas públicas e particulares, deixaram de ser obrigatórias em 1942. O objetivo da inclusão, segundo o Ministério da Educação (MEC), é o de oferecer aos estudantes novos elementos para a análise crítica dos acontecimentos. Apesar da obrigatoriedade, as escolas ainda buscam informações nas diretorias de ensino e na Secretaria de Estado de Educação sobre carga horária e regulamentação da lei. “Já temos no colégio a preocupação de formar estudantes preocupados com a reflexão crítica”, explicou a mantenedora do Colégio Vivendo e Aprendendo, Maria José di Santo. A escola tem, no 7 ano do Ensino Fundamental (antiga 6 série), a disciplina de empreendedorismo e cidadania, em que os alunos trabalham ética e relações de trabalho. “Particularmente, acho um pouco desnecessária sociologia nos três anos, mas, se for uma exigência, já temos até material didático e professores”, afirma Maria José. No Colégio Notre Dame, no bairro de mesmo nome, o diretor-irmão Geraldo Lisboa Campos considera “essencial a inclusão dessas disciplinas”. A escola, atualmente, já tem filosofia no 1 ano do Ensino Médio e sociologia no 2. Para se adequar às novas exigências, a escola deve aproveitar uma modificação que planeja fazer a partir do ano que vem, quando haverá um aumento na quantidade de aulas de física e química, o que exigirá que os alunos fiquem pelo menos por mais um período do dia na escola. Para incluir no currículo as disciplinas, a diretora do Instituto Educacional Imaculada, no bairro Vila Nova, Maria Lúcia Lins, explicou que a escola, para não prejudicar os demais conteúdos, poderá aumentar a carga horária, com aulas à tarde. “Ainda esperamos novas orientações dos órgãos responsáveis pelas mudanças, mas acreditamos que, se bem conduzidas, essas disciplinas trazem muitos ganhos aos alunos, principalmente como subsídios para a reflexão”, diz. Atualmente, o Imaculada já tem filosofia no 1 e 2 anos do Ensino Médio. “Em relação à sociologia, nossa postura até então foi oferecê-la junto com história”, explicou Maria Lúcia. A partir de 2010, se regulamentada, uma determinação do MEC vai obrigar também as escolas a incluírem a disciplina de espanhol a partir do 6 ano (antiga 5 série) do Ensino Fundamental. A matéria será facultativa aos alunos, mas os colégios terão de oferecê-la. Alguns já a incluem, seja para oferecer um conteúdo a mais ou também porque vários vestibulares dão ao estudante a possibilidade de escolher entre o inglês e o espanhol. É o caso, por exemplo, do Colégio Notre Dame, que oferece duas aulas semanais da disciplina a partir do 6 ano.

Doctus usa estratégia diferente de reflexão

O Colégio Doctus, que tem duas unidades em Campinas, no São Bernardo e no Chapadão, usa, neste ano, uma estratégia diferente para falar sobre mudanças na sociedade e propor reflexões com os alunos. Em 1998, os estudantes escreveram cartas e análises sobre o Brasil e o mundo, além de fazerem projeções sobre o que esperavam que fosse acontecer com a sociedade nos primeiros anos do terceiro milênio. Tudo foi colocado numa cápsula, enterrada no quintal da instituição. Agora, dez anos depois, no dia 9 de outubro, o material será desenterrado e os textos relidos. Isso vai também promover um reencontro dos alunos que enterraram a cápsula. “Certamente, isso vale muito mais do que exercícios na sala de aula. Será uma oportunidade muito interessante para comparar a visão de mundo que os alunos tinham em 1998 e a que eles têm agora”, explicou a diretora do colégio e idealizadora do projeto, Dolma Rossler de Freitas. Aproveitando a comemoração dos 30 anos do colégio, os alunos deste ano escreverão novos textos sobre a sociedade atual e as projeções para o futuro que também serão enterrados e só relidos em 2018. “Com isso, os alunos podem avaliar as mudanças, com todos os elementos que aprendem na sala de aula”, afirma Dolma.

MEC também estuda outras mudanças na grade de ensino

Estudante poderá ficar na escola até 55 horas por semana

As inclusões de sociologia e filosofia no currículo obrigatório do Ensino Médio são apenas duas das diversas modificações em estudo no MEC e nos projetos apresentados por deputados para mudar a estrutura educacional brasileira. Se todos as propostas forem aprovadas, o aluno brasileiro vai passar mais tempo na escola do que um metalúrgico numa fábrica, como critica o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto de Mattos Lourenço. Só no Senado, já tramitam 30 projetos de inclusão de novas disciplinas. Alguns já foram votados e esperam apenas pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor. Se todos esses projetos vingarem, o estudante brasileiro de ensinos Fundamental e Médio poderá ficar na escola até 55 horas por semana.
Objeto de crítica por parte de educadores, que dizem que a maioria das matérias a serem incluídas já são abordadas por professores como temas paralelos, Lourenço acredita que as propostas tendem a criar sérias dificuldades de adaptação para os colégios. “A criação de novas disciplinas vai contra a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que diz que as escolas têm liberdade para trabalhar com as disciplinas de acordo com a comunidade e proposta pedagógica da região onde está localizada. Com tantas novas disciplinas, o plano da escola se transforma numa camisa-de-força”, criticou Lourenço.  Entre os 30 projetos que tramitam no Senado, estão disciplinas como ecologia, cultura indígena, música e introdução ao Direito. “A maioria desses temas já são trabalhados como temas transversais. Em uma aula de história, por exemplo, os professores já abordam, necessariamente, a questão indígena”, afirmou o presidente do Sieeesp.

O NÚMERO

30 PROJETOS

De inclusão de novas disciplinas estão em tramitação no Senado

Relaxamento ajuda muito no vestibular (Correio Popular – Edições Especiais – 21/09/08)

Preparação dos candidatos inclui ainda os simulados

Na hora de garantir bons resultados no vestibular, até a educação física entra nas estratégias dos colégios. Apesar de os conteúdos da disciplina não serem cobrados nos processos seletivos de nenhuma universidade do País, o Colégio Salesiano São José, no Taquaral, usa as aulas da matéria, no 3º ano do Ensino Médio, para oferecer aos alunos exercícios que os ajudam a ficar mais relaxados e melhoram o condicionamento físico durante os exames. A estratégia foi criada pelo professor Odevindo Cézar Júnior, que também é fisioterapeuta. Júnior, como é conhecido pelos alunos, ensina técnicas de automassagem, que os alunos podem fazer, inclusive, durante as provas. “Não basta dominar apenas o conteúdo. Para um bom resultado, o corpo também precisa estar preparado, antes, durante e depois das provas”, explica o educador. Nas aulas, também são trabalhadas técnicas de respiração e de melhoria da postura. “Às vezes, tão preocupado com o conteúdo, o aluno se esquece que ele vai ficar sentado por três ou quatro horas, o que exige um bom condicionamento para evitar dores ou tensões”, afirmou. Como o professor também tem formação em terapias alternativas, ele indica ainda pontos na orelha, utilizados pela acupuntura que, se massageados, também podem auxiliar na diminuição da tensão e da ansiedade. “Chego a sugerir até alguns fundamentos da cromoterapia, que podem ajudar o aluno na escolha de uma cor de roupa que ofereça a ele condições mais favoráveis na hora da prova.”

Simulado

No Colégio Integral, com unidades em Alphaville e no bairro Paineiras, a estratégia para preparar bem os estudantes é oferecer aulas focadas nas particularidades de cada vestibular e, além disso, promover, semanalmente, simulados que misturam questões formuladas pelos professores e retiradas de processos seletivos anteriores. “Como o aluno faz muitas provas, ele se sente em casa no dia do vestibular”, ressalta o diretor pedagógico Milton Maia. Outras duas prioridades do colégio são a redação e a leitura dos livros obrigatórios. Em todas as semanas, o vestibulando produz pelo menos um texto. Como a maioria dos alunos têm interesse em uma vaga na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ou na Universidade de São Paulo (USP), a escola focaliza o estudo dos livros cobrados nessas duas instituições, que têm uma lista de obras unificada e que só muda a cada três anos. “Isso é muito bom porque trabalhamos o Ensino Médio inteiro em cima desses livros. Não tem resumo. Os alunos sabem tudo sobre a obra e o autor na ponta-da-língua”, explica Maia.



Empresas vão às faculdades para recrutar profissionais   (Folha de S.Paulo – Empregos – 21/09/08)

Análise de sistemas e ciência da computação são os cursos mais promissores

O cenário atual é oportuno para as carreiras de TI (tecnologia da informação). As principais graduações na área são ciência da computação e análise de sistemas -que também recebe o nome de sistemas de informação. Os dois cursos têm disciplinas em comum. Mas a ciência da computação é mais voltada à pesquisa tecnológica e à área acadêmica, com peso maior em disciplinas como matemática e física. A análise de sistemas foca no mercado e inclui também aulas de administração e direito, por exemplo. Na dúvida, John Wilder, 19, tentará ciência da computação na Unicamp, análise de sistemas na Fatec e sistemas de informação na USP. “Aposto na abrangência e no retorno financeiro dessas carreiras.” Segundo o Ministério do Trabalho, a computação foi a área que mais empregou no país entre 2005 e 2008. A Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) identifica um déficit, hoje, de 20 mil profissionais de software -e de 200 mil até 2012. A demanda é tanta, que as empresas têm ido às universidades em busca de talentos, e estágios podem virar empregos. “O presidente da IBM para a América Latina, Rogério Oliveira, é ex-aluno da primeira turma de ciência da computação da Unicamp. De tempos em tempos, a empresa vem “arrastar” alunos”, conta Ricardo Anido, presidente da Sociedade Brasileira de Computação e professor da Unicamp.
O recém-formado Vinícius Campos, 24, conseguiu um estágio na multinacional EDS quando a empresa foi recrutar funcionários na USP, onde ele estudava. Hoje, ele é analista de sistemas júnior da UOL. Mesmo com bons salários -após um ano de formado, o profissional chega a ganhar R$ 5.000-, “as carreiras tecnológicas saíram de moda”, lamenta o diretor de operações da Ci&T, Bruno Guiçardi. A relação candidato/vaga de ciência da computação na USP, por exemplo, caiu de 36,6 para 20,1, entre 2002 e 2008.