22/11/2013 / Em: Clipping

 


Primeira etapa da maratona termina no final deste mês   (Correio Popular – Seleção/Universidades – 21/11/13)

Os vestibulares da Fuvest no próximo domingo e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) nos dias 29 e 30 de novembro encerram a primeira etapa dos principais vestibulares do País. Mas quem pensa que a maratona de provas acabou, está enganado. Os vestibulandos se preparam para seguir realizando as segundas fases até janeiro de 2014. Manter o ritmo ou a rotina de estudos é importante, mas sem extrapolar ouse isolar do mundo. Essas são algumas das dicas dos especialistas para quem está atravessando esta etapa. Quem vai fazer os vestibulares da Fuvest e da PUC-Campinas nos dois próximos finais de semana deve focar nessas provas. Mas quem já está de olho nas segundas fases, não precisa ficar em compasso de espera porque ainda não temos resultados. A dica do orientador pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, é aproveitar para descansar da primeira etapa, mas sem relaxar demais, achando que tudo está perdido ou que a batalha já está ganha. “Aconselho o estudante a pegar as provas antigas ou modelos de questões antigos e ir fazendo,independentemente de ter certeza ou não se passou para a segunda fase”, disse.Psicóloga e professora da PUC-Campinas, Rita Khater vê a maratona de vestibulares como um momento de grande tensão e ansiedade para os adolescentes. Mas ela ressaltou que a autoconfiança, a serenidade são elementos fundamentais e que podem ajudar o jovem a enfrentar as provas. “O grau de ansiedade depende da interpretação que o adolescente dá para aquela aprovação do vestibular como sendo única e definitiva opção de vida. Ficar calmo de fato vai fazer a diferença”, afirmou. Rita disse que estudar nesta etapa é importante, mas não adianta passar a noite grudado nos livros.  “Se o estudante confia no seu potencial, no momento da prova vai ter um bom desempenho”,disse.Giulia Garrito, de 17 anos,prestou biologia na Unesp, na Unicamp e vai prestar Fuvest no domingo. “É uma etapa bem cansativa, mas estou tentando focar fazendo as revisões e estudando em casa. Ansiedade e nervosismo sempre tem um pouco, mas estou tentando manter a calma”, afirmou Giulia, que estuda em média dez horas por dia. Além de Fuvest, Nicholas Genin, de 18 anos, tenta uma vaga Unicamp e na Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo do Campo. Ele também tem uma rotina pesada de estudo— que pretende manter para as segundas fases —, mas procura incluir uma pausa para o descanso e para atividade física. “A academia me ajuda a controlar a ansiedade, o nervosismo,me deixa bem mais calmo”,disse. Tasinafo ressalta ainda que vestibular é classificação.“Não adianta ficar fazendo conjectura. Achar que o colega foi melhor ou pior. Não achar que está tudo perdido e nem sair cantando vitória antes da guerra. Não é porque foi muito bem nas primeiras fases que pode recolher as tropas. O estudante tem que lembrar que vai prestar a segunda fase ainda e que não tem nada ganho até a última prova terminar, portanto manter uma vida minimamente regrada e a rotina de estudos vão garantir bons frutos”, acrescentou.

Estudante foi aprovado em quatro universidades   (Correio Popular – Seleção/Universidades – 21/11/13)

Planejamento e foco foram as palavras-chave usadas pelo universitário Heitor Banhete Raymundo, de 19 anos. Depois da rotina pesada de estudos ao longo do ano passado, ele conseguiu ser aprovado em quatro dos vestibulares mais concorridos do Brasil: Unicamp, Fuvest, Unesp e Unifesp. Como mora em Campinas e já estava focado na Unicamp optou por cursar ciência da computação na universidade, que é referência e está ao lado de sua casa. “Quando se aproximou essa época no ano passado, eu procurei ter consciência de que havia feito o máximo que pude ao longo do ano”, afirmou. Segundo Banhete, o planejamento o ajudou muito e a rotina era de quase dez horas de estudo por dia. “Nunca fui muito bom com humanas, mas no começo do ano passado me esforcei bastante porque era meu ponto fraco. Quando consegui nivelar, foquei nas matérias que mais pesavam para a área que tinha escolhido”,explicou. O estudante contou que nas vésperas da prova, descansava e que a prova propriamente dita ele encarava como se fosse mais um simulado. “Era uma forma de burlar o meu cérebro e tentar tirar um pouco a importância dela para ficar menos ansioso”,explicou.Mesmo nos meses de novembro,dezembro e janeiro,ele manteve a rotina de estudo.“Só descansei na semana de Natal e Ano Novo, mas assim que acabaram as provas da primeira fase e os feriados,continuei indo todos os dias no cursinho porque não podia desleixar. No dia 3 de janeiro já estava de volta no cursinho
para retomar os estudos”. O resultado não foi outro senão a aprovação em quatro dos principais vestibulares do País.



Opinião: Ensino Superior no Brasil   (Editora Segmento – Revista Ensino Superior – 19/11/13)

Por Ruy Chaves, diretor de Integração do Grupo Estácio.

O Brasil poderia prescindir da oferta de ensino superior pela iniciativa privada? Qual seria o impacto em seu desenvolvimento na Região Centro-Oeste? Os dados são da sinopse do MEC. Se existisse apenas o ensino superior público, ele seria elitista, com muito baixa capacidade de inclusão social. Os indicadores econômicos do País e da Região Centro-Oeste seriam péssimos. Em 2012, tínhamos 2.416 Instituições de Ensino Superior (IES) com 7.037.688 matrículas. Sem IES privadas, ficaríamos restritos a apenas 304 IES públicas – 96 nas capitais e 208 no interior –, perdendo 87% da oferta (2.112 IES, 750 nas capitais e 1.362 no interior). Sem as matrículas das IES privadas, o Brasil perderia 73% das suas matrículas no ensino superior, com redução de 84% nas vagas ofertadas, de 3.324.407 para apenas 539.648 privilegiados. No Centro-Oeste, 217 das 236 IES são privadas. Sem elas a região perderia 510.278 alunos (76% das matrículas) e 92% de suas instituições de ensino superior. Em 2012, se não existissem IES privadas, mais 5.140.312 brasileiros seriam limitados a emprego e renda acessíveis ao ensino médio. Perderiam empregos 212.394 professores e 205.470 funcionários. Impactando o PIB, não seriam realizados muitos bilhões em investimentos em bibliotecas, laboratórios e salas de aulas, nem em gastos indiretos com alimentação, transporte e material escolar. Prefeituras deixariam de arrecadar bilhões em ISS e IPTU. A União e o Centro-Oeste teriam perdas imensas de IR, ICMS, INSS e FGTS. Salários muito menores para milhões de brasileiros, como afetariam o comércio e a indústria nacional e regional?