22/12/2011 / Em: Clipping

 


Geração nascida com Plano Real chega ao vestibular mais preparada  (IG – Educação – 22/12/11)

Desde que a dona-de-casa Jandira Celeste de Almeida engravidou, em 1993, já planejava dar ao filho oportunidade educacional melhor do que teve. Naquela época, ela pensava que conseguiria isso se juntasse dinheiro para pagar uma faculdade particular. Não contava com uma mudança na situação econômica do País que permitiu a ela, como a milhões de outras famílias, dar muito mais. No ano seguinte, quando André Luiz Almeida do Nascimento nasceu, teve início o Plano Real, cujo objetivo era estabilizar a economia do País. Enquanto crescia, com a inflação sob controle e mais pessoas empregadas na cidade de Itatiba, onde viviam, o pai, advogado, pode matriculá-lo em escola particular. Fez inglês à parte e, no último semestre do ensino médio, um cursinho pré-vestibular. Na segunda-feira, o adolescente aguardava o início da 2ª fase do processo seletivo para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), quando soube que também estava aprovado para a última etapa na Universidade de São Paulo (USP). Uma recompensa para Jandira. “Não foi sem sacrifício”, diz ela, contando que a família mora em uma casa pequena e não tem carro. “Mas é um sacrifício possível, no meu tempo, a minha mãe não tinha o que fazer”, conta. A história se parece com a de outros pais que pela primeira vez acompanham os filhos no processo seletivo universitário. “Graças a Deus, a gente pode dar tudo a ela”, diz o policial Luiz Carlos de Oliveira, que acompanhava a filha Débora Silva de Oliveira, outra nascida em 1994. Apesar do investimento, ele não cobra a filha. “Não ficou mais fácil porque hoje muita gente faz cursinho e tenta a vaga até conseguir, então eles também têm que merecer.”



Final de ano deve ter equilíbrio entre estudos e festas, diz especialista  (EPTV – Virando Bixo – 21/12/11)

Final de ano é sinônimo de festa e o clima é de férias. Mas isso não vale para quem já superou a batalha da 1ª fase dos principais vestibulares do país e continua na luta por uma vaga na universidade que sempre sonhou. É preciso aproveitar as datas comemorativas, dizem os especialistas, mas sem aposentar por completo os livros e apostilas. Afinal, momentos decisivos se aproximam, com a realização das segundas fases da Unicamp e da Fuvest. Para o diretor pedagógico do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, de Campinas, Célio Tasinafo, o tempo disponível nessa reta final deve ser destinado aos estudos, o que pode fazer a diferença para quem já se dedicou tanto durante o ano. “Ainda dá tempo para estudar conteúdos específicos que tendem a ser cobrados pelas bancas da Fuvest e da Unicamp, assim como é importante utilizar este período para aprimorar as habilidades necessárias para responder às questões dissertativas da 2ª fase”, pondera. “Portanto, é essencial que os vestibulandos mantenham o foco em seus estudos, até a realização da última prova”. Luana Nardez (foto), de 18 anos, está se preparando para a maratona de provas da Vunesp, Unicamp e Fuvest, revisando os vestibulares dos anos anteriores. Em dezembro, com exceção das datas festivas, ela vai descansar apenas mais dois dias. “Até dia 30, vou focar nas respostas dissertativas e estudar humanas. Apesar de estar tentando uma carreira de exatas, não posso zerar em nenhuma matéria, caso contrário, serei desclassificada”, afirma. Mas, como ninguém é de ferro, aqueles que já vêm se dedicando há um bom tempo às provas merecem uma pausa. Célio tem dicas para não perder o foco em meio às comemorações: “Ninguém deve se privar da convivência com amigos e familiares nas comemorações de Natal e Ano Novo, mesmo porque isso é importante para a autoestima e confiança dos candidatos. O ideal é organizar um cronograma coerente, que compatibilize os estudos com a participação nos festejos de final de ano”. Neste momento, a moderação e a organização são as palavras de ordem para quem não pode deixar de lado o objetivo de entrar na universidade. Célio, veterano quando o assunto é vestibular, afirma que, nesta altura do ano, todos os vestibulandos são capazes de dividir os conteúdos vistos em aula em três grupos, os dominados totalmente, os dominados parcialmente e os não dominados. “Pouco adiantará perder tempo com aquilo que se sabe muito ou com aquilo que se sabe pouquíssimo, portanto, os candidatos devem ter por objetivo trabalhar os tópicos nos quais há maior chance de ganho para a 2ª fase”.