23/01/2017 / Em: Clipping

 

UNICAMP INICIA PROVAS DE HABILIDADES ESPECÍFICAS DO VESTIBULAR 2017 (Brasil Escola – Notícias – 23/01/2017)

Etapa será para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inicia nesta segunda-feira, 23 de janeiro, as Provas de Habilidades Específicas do Vestibular 2017. Etapa obrigatória para alguns cursos se encerra em 26 deste mês.
Esta fase será aplicada aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança. A graduação de Música já passou pelas provas específicas em outubro de 2016.
As orientações para cada curso, o material necessário e demais informações estão no Manual do Candidato e no site da Comvest.

Arquitetura e Urbanismo
As provas para Arquitetura e Urbanismo serão realizadas em 25 de janeiro, na Faculdade de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, localizada no campus universitário Zeferino Vaz, em Campinas.
Na parte da manhã será a prova de Domínio Espacial e Abstrato, enquanto à tarde haverá a análise de Observação de Paisagem e elementos da Paisagem, além de Linguagem não verbal: Desenho e expressão gráfica.



Quase 50% dos professores não têm formação na matéria que ensinam (Folha de São Paulo – Educação – 23/01/2017)

Quase a metade dos professores do ensino médio do país dá aulas de disciplinas para as quais não tem formação específica. O problema atinge redes públicas e escolas privadas e é mais grave em algumas matérias, como física.
Dos 494 mil docentes que trabalham no ensino médio, 228 mil (46,3%) atuam em pelo menos uma disciplina para a qual não têm formação. O número de professores com formação adequada em todas as aulas dadas representa 53,7% do total.

Quase um terço (32,3%) só dá aulas em matérias para as quais não tem formação específica. Outros 14% se desdobram entre a área em que são titulados e outras para as quais não são habilitados. Os dados são do Censo Escolar de 2015 e foram tabulados pelo Movimento Todos Pela Educação. Na comparação com 2012, o quadro praticamente não se alterou.

Esse cenário pode representar um desafio para a diversificação prevista na reforma do ensino médio, em trâmite no Congresso Nacional por medida provisória. Pela reforma proposta, as redes e escolas terão que criar linhas de aprofundamento por área de conhecimento.

Os alunos deverão escolher a área de interesse (entre Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e ensino técnico). Essa parte flexível deve responder por 40% da grade. “Essas linhas de aprofundamento exigem um conhecimento além do trivial, o que vai demandar um professor que entenda das disciplinas e seja bem formado”, diz a presidente do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.



Na rede particular, só 29% dos alunos terminaram o ensino médio com aprendizado adequado em matemática em 2015 (O Globo – Sociedade – 23/01/2017)

Um levantamento divulgado na semana passada pelo movimento Todos pela Educação mostrou que, em 2015, a maioria (55%) dos alunos brasileiros no 5o ano do ensino fundamental já está com aprendizado adequado em português, o que é uma ótima notícia. Os dados em matemática para o mesmo ano são menos animadores – são 43% os que têm aprendizado adequado -, mas esse percentual já foi muito pior: em 2003, a proporção para mesma série na mesma disciplina não passava de 15%. O problema, como já estamos cientes, é que esses resultados vão perdendo força até chegar ao ensino médio. Nesta etapa, são apenas 28% os alunos com aprendizado adequado em português, e 7% em matemática.

Como quase 90% dos alunos na educação básica estão matriculados em instituições públicas, esse resultado pode gerar a ilusão de que os problemas estão restritos às escolas mantidas pelo estado. A pedido da coluna, o Todos pela Educação tabulou os dados também exclusivamente da rede privada. Os números mostram que, ao final do ensino médio, 60% dos alunos do setor particular apresentaram desempenho adequado em língua portuguesa (o que equivale a dizer, por outro lado, que quatro em cada dez se formam sem aprendizado adequado).

Como de costume, em matemática os resultados são bem piores, e apenas 29% terminam o último ano da educação básica na rede privada com desempenho que possa ser considerado adequado. Com o agravante de que esse dado tem piorado desde 2011, quando a mesma conta, igualmente para a rede privada, indicava um percentual de 43% de estudantes com aprendizado adequado na mesma disciplina.



Após abandonar ensino médio, jovem estuda sozinho e passa na USP pelo Sisu (G1 – Educação – 22/01/2017)

Filho de uma diarista e um pedreiro que não terminaram o ensino fundamental, Jefferson se tornou um dos primeiros cotistas raciais da história da Universidade de São Paulo.

Jefferson Oliveira, de 20 anos, é um dos 814 estudantes pioneiros da Universidade de São Paulo. Graças à adesão parcial da USP ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no ano passado, eles foram os primeiros aprovados em uma vaga de graduação sem passarem pela Fuvest, desde que ela foi criada, há 40 anos.

Neste domingo (22) e segunda (23), o G1 publica três reportagens especiais sobre a decisão que abriu uma alternativa inédita de acesso à graduação da USP.

Com a nota que tirou na edição 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Jefferson alcançou duas conquistas de uma só vez: a matrícula na maior universidade brasileira e o certificado de conclusão do ensino médio. Filho de uma diarista e um pedreiro que nunca completaram o ensino médio, Jefferson abandonou o ensino médio depois de uma infância e adolescência marcadas por prêmios acadêmicos, medo de bullying dos colegas e problemas de saúde na família. Ele estudou sozinho em casa, no seu próprio ritmo, por um ano e meio, e ficou com média acima de 700 no Enem 2015.

O plano de estudar economia ou relações internacionais como bolsista na Fundação Getúlio Vargas (FGV) ou em uma instituição pública foi arriscado, mas exitoso. No Sisu 2016, ele foi aprovado primeiramente em sua segunda opção: relações internacionais na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Depois, descobriu, na segunda chamada, que havia assegurado também uma vaga na USP, no mesmo curso. Acabou optando pela última.
Leia abaixo o depoimento dele ao G1: