23/03/2012 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga nona chamada e lista de espera do vestibular 2012   (Globo.Com – G1 Vestibular – 22/03/12)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou a relação dos aprovados na nona chamada e a lista de espera do vestibular 2012. A lista de aprovados tem 64 nomes e a relação com 171 nomes na espera estão disponíveis para consulta na página da instituição e no saguão do Ciclo Básico II. Os aprovados em nona chamada devem se matricular na segunda-feira (26), entre 9h e 12h, na Diretoria Acadêmica (DAC), no campus da Unicamp em Campinas. Os candidatos que constam da lista de espera devem fazer a declaração presencial de interesse por vagas na Diretoria Acadêmica (DAC), no campus da Unicamp em Campinas, das 9h às 12h.



Confira a 9ª chamada do Vestibular 2012 da Unicamp   (SejaBixo – Mural – 22/03/12)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está divulgando a lista de aprovados em nona chamada no Vestibular Unicamp 2012, com 64 nomes, e uma lista de espera com 171 nomes. Ambas estão disponíveis no saguão do Ciclo Básico II da Unicamp e na página eletrônica da Comvest: www.comvest.unicamp.br. Tanto os convocados na nona chamada como os candidatos constantes da lista de espera devem comparecer à Unicamp, campus de Campinas, na próxima segunda-feira, dia 26 de março, das 9 às 12 horas. Todos os convocados em nona chamada, inclusive os convocados para cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), devem fazer a matrícula na próxima segunda-feira, dia 26 de março, das 9 às 12 horas, na Diretoria Acadêmica (DAC), no campus da Unicamp em Campinas. Já os candidatos que constam da lista de espera, devem fazer a declaração presencial de interesse por vagas que possam surgir, na Diretoria Acadêmica (DAC), no campus da Unicamp em Campinas, das 9 às 12 horas.



O racismo como desculpa  (Folha de S.Paulo – Opinião – 21/03/12)

Uma das conquistas inegáveis de nosso tempo é a proscrição, pela opinião pública, do racismo. A defesa do racismo aberto, franco, acabou; quando muito, tem de vir matizada e disfarçada sob outras roupagens -econômicas, culturais etc. Só que essa conquista, como tudo na vida, teve um preço: a reação ao racismo, ao preconceito e à desigualdade em geral atribui a eles mais poder do que merecem. Seja nos EUA ou no Brasil, os movimentos “negros” (a ideia de atribuir um pensamento a uma raça já é altamente questionável) monopolizam os termos em que se dá o debate sobre a desigualdade. Os negros estão sub-representados em faculdades e empresas? (De fato, estão.) Então a única solução é corrigir essa injustiça via ações afirmativas no resultado final. Ser contrário a isso é ser contra os negros. Se a universidade não espelha a demografia geral do país, procuremos as causas e, se entre elas encontrarmos injustiças, descubramos como melhor vencê-las. Dessa maneira, o resultado final será corrigido organicamente, sem arremedos. Caso contrário, levando em conta que judeus e mulheres estão super-representados nas universidades, deveríamos dar cotas a homens e a não judeus? Nos EUA, por exemplo, pouco se leva em conta que apenas 36% das crianças negras crescem com ambos os pais (entre as crianças brancas, 76%; entre as asiáticas, 82%). É um grave problema social e tem piorado nas últimas décadas. O racismo não explica tudo. Walter Williams, economista americano da George Mason University (e negro; é uma pena que este dado importe no debate, mas importa), tem se dedicado a apontar fatores internos à comunidade negra que atrasam seu progresso. Um das fatores apontados por ele é “ebonics”, dialeto negro -que, garante Williams, não era falado quando ele era jovem, nos anos 1940 e 1950. O efeito do dialeto é isolar os negros social e linguisticamente. O resultado é que, embora os negros como um todo tenham melhorado de vida, os negros pobres estão pior: mais crime, mais drogas, mais desemprego. No caso do Brasil, é tolo perguntar se há racismo. É claro que há. Mais interessante é indagar qual racismo é esse. O ódio racial a la Ku Klux Klan é inexpressivo. O nojo racial também não é preponderante, vide o grau de miscigenação, casamentos mistos e apreciação geral das belezas negra e mulata. Há, contudo, o racismo da condescendência, de ver o negro como mais selvagem, mais bruto e menos capaz intelectualmente. O discurso dos movimentos raciais confirma, implicitamente, a tese preconceituosa da incapacidade do negro, que precisaria de ajuda externa para ascender. Ao mesmo tempo, mina o esforço de melhora individual e de autocrítica, ao atribuir tudo o que dá errado a um sistema perverso e invencível, algo que gera um ciclo de dependência vicioso. Veja: os judeus não ascenderam na Europa antissemita por meio da ação afirmativa ou do discurso racial. Sua resposta à injustiça foi oposta: desenvolveram uma cultura de excelência. O resultado, hoje, mede-se em prêmios Nobel. Da mesma forma, na luta contra o machismo, o bem que uma cientista, empresária ou política bem-sucedida faz para a imagem das mulheres (sem falar para si própria) em muito supera o de incontáveis dissertações sobre o patriarcado. É a diferença entre exigir e conquistar. Não se trata de competir para saber quem foi mais historicamente injustiçado nem de negar a realidade da injustiça. Trata-se, isso sim, de identificar diferentes respostas a obstáculos e as implicações individuais e culturais que elas acarretam. Uma vez garantidos os direitos iguais, o exemplo fala mais alto que lamúrias e coação. Os direitos são iguais. Que não se permita que a raça, objeto de preconceito, transforme-se em desculpa de fracasso.

JOEL PINHEIRO DA FONSECA, 26, formado em economia pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) e em filosofia pela USP, é editor da revista “Dicta & Contradicta”