23/10/2013 / Em: Clipping

 


Professora de redação diz que leitura é uma aula gratuita de gramática   (Globo.Com – G1 Vestibular – 22/10/13)

Para escrever bem, é preciso ler. Através da leitura, os estudantes ampliam o vocabulário e a possibilidade de formatar as ideias em um texto.  Esse é um dos segredos para tirar uma boa nota na redação do vestibular, de acordo com a professora Fernanda Bérgamo, que falou sobre o assunto na reportagem desta terça-feira (22), do Projeto Educação. A 9ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco reuniu escritores, livreiros, editores, distribuidores e, principalmente, apaixonados por livros. As pessoas que gostam de ler ficaram horas passeando pelos corredores, entre as livrarias. “Com a leitura, o vocabulário aumenta, porque estamos expostos e vamos aprender novas palavras. Ler uma literatura clássica me ajuda muito. Quando comecei a ler mais, tive mais facilidade para escrever”, confirmou a estudante Gabriela Rodrigues. Leonardo Nóbrega é professor e escritor. Na bienal, ele lançou o livro “Outros Tempos”, um romance histórico que se passa em Fortaleza, no Ceará, em 1942. “Ler é fundamental para escrever. Se não ler, não vai ter conhecimento, bagagem suficiente, reconhecimento das palavras, ideias”, comentou o autor.



A partir de 2014, mais 12 universidades vão aderir ao Enem   (Terra – Vestibular – 22/10/13)

A partir de 2014, mais dez universidades federais e duas estaduais vão usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso. Segundo o Ministério da Educação (MEC), as instituições manifestaram interesse em aderir total (como único processo seletivo) ou parcialmente (mantendo ainda o vestibular ou avaliações seriadas) ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os candidatos para as vagas ofertadas pelas instituições públicas de ensino superior que usam o Enem. O sistema de seleção já é adotado por 21 universidades federais, quatro estaduais e 29 institutos federais. As universidades federais que vão aderir integralmente ao Sisu no próximo ano são: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e na Universidade Federal do Amapá (Unifap), 50% das vagas serão preenchidas pelo Sisu. A Universidade Federal do Pará (UFPA) vai usar o sistema para a seleção de candidatos para 20% das vagas. As demais serão preenchidas usando a nota do Enem, mas sem integrar o Sisu. A Universidade de Brasília (UnB) vai reservar metade das vagas do processo seletivo do primeiro semestre para o Sisu.



Treineiros já são 10% dos inscritos no Enem  (O Estado de S.Paulo – Educação – 23/10/13)

Os dois dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre no fim de semana, serão decisivos para a maioria dos 7,1 milhões de participantes que buscam uma vaga na universidade. Mas para parte dos inscritos – que cresce a cada ano -, a maratona do exame será apenas treino: de 2009 (quando se tornou vestibular) até 2013, a proporção de candidatos treineiros saltou 87%.   Segundo especialistas, o interesse dos treineiros tem crescido por causa da consolidação do exame como vestibular, com maior adesão das universidades federais. O aumento da influência do Enem sobre o ensino médio também é apontado.  O Enem de 2009 teve 5,66% do total de inscritos com 16 anos ou menos, o que representou 254 mil estudantes. Neste ano, são 759 mil inscritos nessa faixa etária, o que elevou o porcentual a 10,59% em relação ao total. Entretanto, há Estados, como o Ceará, por exemplo, onde os treineiros representam mais de 30% dos inscritos (mais informações nesta página). Os dados por idade mostram que estudantes mais novos, com até 15 anos (idade dos alunos do 1.º ano do ensino médio), estão participando mais. Em 2009, eram 0,84% do total e neste ano já alcançaram 2,88% – mais de 198 mil alunos. O estudante do 2.º ano Guilherme Rodrigues, de 16 anos, fará o Enem pela segunda vez – a primeira foi no ano passado, quando estava no 1.º ano. “Comecei a fazer cedo para não ter surpresas na hora decisiva. Ano passado achei a prova fácil, o problema foi o conteúdo que não tínhamos visto, como química orgânica. Mesmo assim, fui bem”, diz o aluno do Colégio Ari de Sá, em Fortaleza. A colega Paula Motoyama, de 16 anos, do 2.º ano e pela segunda vez inscrita para a prova, tem objetivos mais ousados. “Estou fazendo este ano como experiência, mas tenho esperança de tirar uma nota boa o suficiente para entrar em Medicina. Se isso acontecer, vou entrar com recurso. Ano passado, tirei 650 e preciso de uns 750 neste ano. Impossível não é, e tentar não custa nada”, diz ela, que busca uma vaga na Federal do Ceará.

Enem já tem mais negros que o Censo   (O Estado de S.Paulo – Educação – 22/10/13)

Em 21 Estados, além do Distrito Federal, a proporção de candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já supera à registrada no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal motivo é a Lei de Cotas nas federais, que fazem a seleção de universitários por meio da prova.  No Rio Grande do Sul, por exemplo, a proporção de inscritos como PPI é de 18,9% – enquanto no Censo esse índice é de 16,45% -, a maior diferença. Apesar de a reserva de vagas já ter valido para quem ingressou neste ano, as inscrições haviam sido encerradas no ano passado, quando as regras foram sancionadas. Segundo a legislação, o porcentual de PPI de cada Estado deve ser atendido entre os cotistas de escola pública.  Neste ano, as federais devem garantir a matrícula de 25% dos novos alunos, por curso, oriundos da rede pública.



Matemática exige facilidade com números e operações complexas   (EPTV – Virando Bixo – 22/10/13)

Se você gosta de fazer contas e é bom com números, cursar uma faculdade de matemática pode ser uma excelente opção. Com possibilidade de atuação em diferentes áreas, o profissional está habilitado a trabalhar em universidades e centros de pesquisa, desenvolvendo novos modelos matemáticos, ou em empresas, com a criação de métodos numéricos e análise de dados do mercado financeiro. Mas não basta só gostar de matemática para ingressar na carreira. Antes de optar pelo curso, é preciso ter em mente que as aulas não são nada fáceis. Já no ciclo básico de estudos, o aluno terá diversas disciplinas de cálculo, álgebra, geometria, além de probabilidade, estatística e computação. De acordo com o matemático Andrew Woods, a graduação em matemática é muito abrangente e, por isso, dá uma boa base para qualquer tipo de emprego que requer um raciocínio quantitativo. “A matemática abre muitas portas para o jovem como profissional”, ressalta. O profissional formado em matemática pode seguir dois caminhos. Ao fazer os cursos de licenciatura em matemática e se tornar professor, ele vai poder atuar em escolas e universidades e, se aprofundando mais no assunto, pode se tornar pesquisador. O outro caminho é o de trabalhar com empresas.



Resultados do Enem refletem desigualdades comuns no país   (O Globo On LIne – Educação – 21/10/13)

Criado para democratizar o acesso ao ensino superior no país, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não conseguiu se esquivar das desigualdades do Brasil. Uma análise do banco de dados do Ministério da Educação (MEC), realizada pelo GLOBO, mostra que a prova vem refletindo as conhecidas diferenças socioeconômicas do país. O levantamento deixa evidente que o desempenho dos participantes está ligado a sua renda. Quanto melhor a situação financeira e de escolaridade familiar, maior é a nota do candidato na redação, principal prova do disputado processo de seleção do MEC.  Para chegar a essa conclusão, o jornal analisou informações de 3,87 milhões de candidatos do Enem 2011 que responderam ao questionário socioeconômico no ato da inscrição e que fizeram a prova de redação naquele ano. Esses dados são os mais recentes disponíveis em relação ao exame que se tornou a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. Neste fim de semana, acontece a próxima edição do exame, que tem 7,1 milhões de inscritos. Ao comparar renda familiar e desempenho na redação, prova que tem o maior peso no exame, percebeu-se um aumento contínuo da nota junto com a situação financeira e a escolaridade dos pais. Enquanto a nota média entre aqueles com renda de até um salário mínimo foi de 460 pontos, o grupo com renda acima de 15 salários chegou a 642 pontos. Diferença de 40%. Na comparação entre as unidades da federação, essa disparidade é mais ampla no Piauí, onde a diferença entre a menor e a maior médias é de 50%. Santa Catarina e Amapá são os que apresentam menor discrepância: 27%. — O Enem reproduz brutalmente as nossas desigualdades, e outros estudos que consideraram outras variáveis sociais chegaram às mesmas conclusões. O pobre não é burro, mas ele participa de um concurso com jovens que têm acesso a experiências educacionais muito mais ricas. Nesse sentido, a sociedade não se dá conta de que vivemos uma situação de cartas marcadas, que reproduz nosso padrão socioeconômico. A solução para isso não é fazer uma avaliação mais leniente com quem vem de família com baixa renda, mas melhorar a escola, pôr a questão do aprendizado no centro da atenção — diz o professor Francisco Soares, do grupo de avaliação e medidas socioeducativas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Quando as notas são avaliadas segundo a rede de ensino, as diferenças persistem. Em 2011, cerca de 1,4 milhão de alunos que fizeram a redação do Enem estavam no ensino médio. A nota média entre os candidatos de escolas estaduais (78% desse universo) foi de 486 pontos. A rede municipal alcançou 498. Já a média entre os colégios privados chegou a 612, pouco abaixo do ensino federal, com 623. A porcentagem de alunos de escolas federais no Enem, porém, está em 1,8%. O baixo desempenho nas redes estadual e municipal é explicado também pela renda das famílias. Cerca de 80% dos estudantes das escolas estaduais e municipais que fizeram o Enem 2011 afirmaram ter renda de até dois salários mínimos. Na rede federal, esse percentual cai para 55%, e na privada é de apenas 30%. Também há muita discrepância quando se comparam notas entre alunos de baixa e alta renda dentro da mesma rede de ensino. Nas escolas municipais, a média entre alunos com renda de até um salário é de 433 pontos, enquanto entre os de renda de mais de 15 salários é de 553 (diferença de 28%). Na rede estadual, as notas vão de 443 a 562 (27%). Na federal, de 550 a 689 (25%). E na particular, de 539 a 652 (21%).