25/03/2013 / Em: Clipping

 


Unicamp libera 8ª chamada do vestibular 2013; confira   (UOL – Vestibular – 22/03/13)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgou na tarde desta sexta-feira (22) a lista da oitava chamada do vestibular 2013, que também seleciona alunos para a Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Foram convocados 50 candidatos, que deverão fazer a matrícula no dia 26 de março, das 9h às 12h. Diferentemente das outras chamadas, nesta o local da matrícula para todos os cursos é o campus de Campinas, na DAC (Diretoria Acadêmica).



Cota não garante aluno de escola pública em vestibular  (Folha Online – Educação – 25/03/13)

A falta de aulas de geografia durante seu último ano no ensino médio fez com que Monique dos Santos Pires, 21, desistisse do vestibular para as universidades públicas. “Não tinha como competir com aluno de escola privada”, diz ela, que trabalha e estuda administração na FMU, faculdade particular. Sua situação ajuda a explicar por que o número de alunos da rede pública nos vestibulares de importantes instituições gratuitas do país caiu ou mudou pouco nos últimos anos, apesar de políticas de bônus e cotas. Entre dez universidades que enviaram dados à Folha, USP, Unicamp, UERJ, e UFMG registraram queda no percentual de vestibulandos vindos da rede pública. Em outras três universidades, essa proporção mudou pouco. Os alunos das escolas públicas ainda são minoria na maior parte dos vestibulares das instituições públicas, embora representem 85% dos que concluem o ensino médio no país –percentual que aumentou na última década. As universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão entre as que tiveram aumento de alunos das escolas públicas em seus vestibulares. Ainda assim, Júlio Felipe Szeremeta, presidente da comissão de vestibular da UFSC, diz que não houve o crescimento esperado. Em 2012, o percentual de candidatos oriundos da rede pública atingiu 37,5% na UFSC. “Imaginávamos que o percentual de vestibulandos de escola pública já teria chegado a 50%.” Já na Universidade Federal da Bahia (UFBA) houve queda no número de inscritos no vestibular saídos de escolas públicas após a adoção do regime de cotas em 2005. 

Formação ruim inibe inscrição em vestibular   (Folha Online – Educação – 25/03/13)

Pouco mais da metade das escolas da rede pública de Campinas não teve um único aluno inscrito no vestibular da Unicamp, que é sediada na cidade, em 2008 e 2009. A constatação foi feita por Maurício Kleinke, coordenador da comissão de vestibular da universidade, enquanto planejava o curso preparatório da Unicamp para ingresso na graduação, destinado a alunos de escola pública. Para Kleinke, “o forte aumento no número de vagas nas universidades públicas nos últimos anos não foi acompanhado por crescimento da quantidade de alunos que saem das escolas públicas com formação de qualidade alta para poder competir”. Segundo especialistas, essa realidade colabora para que a parcela dos estudantes que não se inscrevem nos vestibulares das principais universidades -mesmo com a adoção de políticas afirmativas, como cotas e bônus– permaneça alta. “Quando cotas são estabelecidas, não se pode achar que a universidade sozinha vai resolver os problemas de ensino do país”, diz Lená Medeiros de Menezes, sub-reitora de graduação da UERJ.

‘Cotas ajudam, mas não criam demanda nova’, diz pró-reitor da UFBA  (Folha Online – Educação – 25/03/13)

Para Ricardo Miranda, pró-reitor de graduação da UFBA, “as cotas ajudaram a resolver o problema do gargalo entre os alunos de escola pública que tentavam e não passavam. Mas não necessariamente criam demanda nova”. Outra medida que ajudou a atrair alunos da rede pública para a federal da Bahia foi o lançamento de bacharelados interdisciplinares (BIs), uma espécie de curso preparatório que dura, em média, três anos e mostra diferentes áreas de estudo ao aluno. Os que concluem o preparatório podem concorrer a 20% das vagas dos cursos tradicionais de graduação da UFBA. A seleção é feita com base no desempenho no BI.

Odesildo Olímpio de Macedo, 31, veio de Pernambuco com a família para São Paulo quando tinha 15 anos. À época, cursava a antiga quinta série do ensino fundamental e mal sabia ler e escrever. Para Sérgio Franco, pró-reitor de graduação da UFRGS (federal do Rio Grande do Sul), “A expectativa familiar em relação à formação superior é um fator muito importante para a decisão do aluno”. Ícaro Pinello, 23, diz ter contado com o estímulo da família para cursar economia no Insper, onde tem bolsa integral para estudar. Para ele, “o papel da escola deveria ser o de criar ambição no aluno”. Para passar no vestibular, ele fez seis meses de cursinho, também com bolsa:”Tive ensino precário. Mas aprendi na minha família que a educação era a chave para conseguir mudar de vida”.