26/07/2018 / Em: Clipping

 

Unicamp divulga edital do seu Vestibular Indígena 2019 (Super Vestibular – Notícias – 26/07/2018)

Para ter o pedido de inscrição aceito, será necessário comprovar pertencer a uma das etnias indígenas do território brasileiro.

 

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) divulgou nesta quarta-feira, 25 de julho, o edital do seu primeiro Vestibular Indígena 2019.

Acesse aqui o Edital!

Podem participar candidatos que tenham cursado o Ensino Médio integralmente na rede pública de ensino ou em escolas indígenas reconhecidas pela rede pública ou ainda que tenham obtido a certificação do Ensino Médio por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e exames oficiais como o Encceja. Para ter o pedido de inscrição aceito, será necessário comprovar, por meio de documentos específicos, pertencer a uma das etnias indígenas do território brasileiro.

Cronograma

As inscrições serão recebidas no período de 15 de agosto a 14 de setembro, de forma gratuita. Serão oferecidas 72 oportunidades em vários cursos de graduação da Universidade. Aqueles que se inscreverem passam por uma prova no dia 02 de dezembro, nas seguintes cidades: Campinas (SP), Dourados (MS), Manaus (AM), Recife (PE) e São Gabriel da Cachoeira (AM). Na ocasião, os participantes serão condicionados a questões de múltipla escolha de disciplinas estudadas durante o Ensino Médio, além da confecção de uma redação.

Aprovados

Os selecionados serão conhecidos em 29 de janeiro de 2019 e as matrículas deverão ser efetivadas no dia 04 de fevereiro. Caso ainda restem vagas, outras chamadas estão previstas. Veja aqui o calendário completo!

Mais informações podem ser obtidas no Edital e no site da Comvest.

 

 


Aula virtual no ensino médio divide sociedade e especialistas (Folha de São Paulo – Educação – 26/07/2018)

Faltam consenso e regras sobre o uso do ensino a distância em etapa básica

 

A reforma do ensino médio, aprovada no ano passado, trouxe pela primeira vez a chance de oferta de educação a distância em uma etapa da educação básica. O Brasil tem longa tradição nessa modalidade, mas apenas em nível superior (graduação e pós) e em cursos livres. Para ser aplicada nas escolas do país, a lei precisa passar por regulamentação do CNE (Conselho Nacional de Educação), ligado ao MEC (Ministério da Educação). O tema divide a sociedade e até o CNE. Sem consenso, não há prazo para que o órgão estabeleça os modelos de uso da EaD no ensino médio. Fábio Santos de Morais, presidente em exercício da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), critica toda a reforma e o uso da EaD no currículo. “Ninguém é contra a tecnologia: a escola pode usar EaD em atividades complementares. Mas não posso pegar parte de um conteúdo, que já é pouco, e dar para o aluno assistir na TV”, afirma. Dos dois lados da disputa, há alguns entendimentos comuns. Um é que as novas tecnologias devem ser aproveitadas como instrumento de melhora da qualidade da educação. “A carga da EaD no ensino médio deve ser zero. Mas não sou contra o uso de recursos de tecnologia”, afirma Cesar Callegari, membro do CNE. O outro consenso é que o ensino médio precisa do aluno em sala de aula. “A presença é fundamental. Vamos estabelecer um limite de percentual de carga horária para a EaD afirma Eduardo Deschamps, presidente do CNE. Para Callegari, a introdução da EaD no ensino médio “foi feita para atender a interesses de grupos empresariais”. Já para Deschamps, grande parte das críticas se deve ao fato de o texto da lei ter deixado a questão aberta, como se o ensino médio pudesse ser feito totalmente a distância. “Toda mudança causa desconforto. E o texto aberto da lei levantou temores. Mas o conselho vai dizer como pode ser essa oferta. O modelo do ensino médio vai ser diferente do ensino superior”, afirma. No ensino superior, é possível fazer cursos 100% online. Rafael Lucchesi, diretor do Senai e membro do CNE, acredita que na discussão há “muita fumaça e pouco conteúdo”. “No futuro, o termo EaD vai fazer menos sentido. Com as novas tecnologias, vamos ter níveis de presencialidade distintos, pois elas vão permitir a interação digital”. Ele afirma que, em um Brasil diverso, em que ainda há classes multisseriadas, a EaD pode ampliar direitos “O compromisso com a educação não é só com o cimento e com tijolo de escola. Tem que ser um compromisso com conteúdos de emancipação.”