27/07/2012 / Em: Clipping

 

Ex-pedreiro estuda engenharia e quer construir moradia a baixo custo   (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/07/12)

O estudante que há dois anos passou em 18º lugar no vestibular para engenharia civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nasceu em Cordislância, uma cidade de 3.000 habitantes de Minas Gerais, trabalhou na lavoura de café durante a infância, em Carneiros, distrito de São Gonçalo do Sapucaí, também em Minas. Na adolescência seguiu a profissão do pai, e foi servente de pedreiro, após concluir o ensino médio. A mãe é empregada doméstica. Não satisfeito com que a vida podia lhe oferecer, Wildiner Estainer Batista, de 19 anos, criou oportunidades por meio da educação. Estudou na rede pública, se preparou sozinho para o vestibular e conseguiu vaga em um dos cursos mais concorridos da Unicamp, uma das instituições mais respeitadas do país. Quando se formar, Wildiner quer aliar a experiência como pedreiro e o conhecimento da engenharia para criar uma empresa de construção de moradias a baixo custo. Wildiner se esforça a evoluir cada vez mais. Mora em Campinas, na residência estudantil da Unicamp, e passa a maior parte de seu tempo envolvido em vários projetos da universidade. Pouco viaja para matar a saudade da família em Pouso Alegre (MG). Para se manter como universitário em Campinas, o mineiro recebe uma bolsa-auxílio da universidade e, em contrapartida, atua em alguns projetos. Se no início do curso preferia se dedicar exclusivamente aos estudos, hoje a rotina é diferente. Além de estudar, o jovem faz parte da liga de xadrez da Unicamp e integra grupos que de fomento ao empreendedorismo, como o Mercado de Trabalho em Engenharia (MTE) e o Choice da Artemisia.


Inep vai investir R$ 2 milhões em estudos sobre a correção da redação do Enem  (O Estado de S.Paulo – Educação – 26/07/12)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai investir R$ 2 milhões em editais para promover estudos e discussões sobre correção de textos, anunciou nesta quinta-feira, 26, o presidente do instituto, Luiz Cláudio Costa, em entrevista coletiva durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Segundo Costa, a medida deve ser divulgada na próxima semana, junto com o Guia do Estudante, publicação com orientações de como ocorrem as avaliações, as correções e como solucionar as dúvidas sobre o exame. A novidade deste ano é o Guia de Redação, material com as redações de alunos que obtiveram nota máxima na edição anterior, comentadas por uma comissão de especialistas. “Ele vai ajudar muito o estudante e tornará o processo cada vez mais transparente”, disse. Desde o início deste mês, o Inep está treinando 4.300 corretores de redação em todo o Brasil. “Esses professores, que já estão sendo capacitados, terão mais uma semana após a data de realização do exame para treinamento com o tema específico”. Costa disse que são checados mais de 3.400 itens de segurança e logística para a realização da prova. Os 5,8 milhões de candidatos da próxima edição do Enem, número recorde de inscritos, farão o exame em 140 mil salas de 1.600 municípios do país. “Estamos trabalhando no sistema de segurança para que o participante tenha tranquilidade de fazer as provas. Com relação ao roubo de provas, isso é um crime, não é um problema de gestão ou logística”, disse, referindo-se a episódio de 2009 em que provas do Enem foram roubadas na gráfica que imprimiu o exame. As provas no Enem 2012 serão realizadas nos dias 3 e 4 de novembro.


Avaliação pelo mundo  (Editora Segmento – Revista de Ensino Superior – Edição 166)

Na busca por um sistema mais equilibrado, gestores e pesquisadores discutem parâmetros mais adequados para avaliar a qualidade do ensino. As diferenças entre os modelos está principalmente no peso dado aos diferentes insumos. Por questões culturais e necessidades econômicas de cada país, os rankings tendem a valorizar características distintas eleitas como sinônimo de uma boa qualidade de ensino. O ranking produzido pela Quacquarelli Symonds, empresa britânica especializada em estudos sobre ensino superior, leva em conta sete critérios. Entre eles a reputação acadêmica, a empregabilidade de alunos graduados, a proporção de docentes por estudante e o número de artigos científicos publicados pelos professores. O QS Top Universities, como é chamado o ranking, constrói análises regionais como a lista das melhores universidades da Ásia ou da América Latina, por exemplo. Nesse continente a Universidade de São Paulo (USP) foi recentemente considerada a melhor. Esse olhar regionalizado permite comparar instituições que vivam realidades semelhantes.