27/10/2009 / Em: Clipping

 


Inscrições para audiência pública sobre cotas terminam dia 30  (Terra – Educação – 26/10/09)

O prazo para inscrições na audiência pública que irá debater as cotas raciais nas instituições de ensino superior encerra-se nesta sexta-feira, dia 30. As entidades interessadas em discutir as Políticas de Ação Afirmativa de Reserva de Vagas no Ensino Superior devem se inscrever pelo endereço eletrônico acaoafirmativa@stf.jus.br. O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará a audiência de 3 a 5 de março de 2010. A convocação da audiência partiu do ministro do STF Ricardo Lewandowski, relator de dois processos em tramitação na Corte relativos à questão do ingresso em instituições de ensino superior: a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 186 e o Recurso Extraordinário 597285.



Entre as vantagens, está a formação interdisciplinar  (Folha de S.Paulo – Fovest – 27/10/09)

Giorgio Sgarbi, 18, está em seu terceiro curso de engenharia. Em 2008, fez engenharia de computação e informação, mudou para produção e, no fim do ano, decidiu prestar vestibular na UFRJ novamente. A solução para a indecisão foi a escolha pelo curso da universidade que oferece um ciclo básico, em que o aluno faz disciplinas comuns a todas as engenharias e só depois opta por uma carreira. Cursos com ciclo básico são uma opção tanto para adiar a decisão como para obter uma formação mais interdisciplinar. Com a mudança, Giorgio ganhou dois anos para escolher a sua especialização. “Não estava pronto para decidir”, afirma.
Existem dois tipos de ciclo básico: no primeiro, o aluno entra na faculdade e só depois decide pelo curso ou habilitação. No segundo, decide sua carreira já no vestibular, mas tem aulas comuns com outros cursos e faz as mais específicas depois. Recentemente, as universidades passaram a investir ainda em uma nova formação, com matérias comuns a vários cursos: os bacharelados interdisciplinares. Nessa modalidade, o aluno pode fazer dois ou três anos de curso e sair com uma formação geral. Se quiser, fica mais tempo na faculdade e opta por uma graduação específica. O coordenador do vestibular da Unicamp, Renato Pedrosa, diz acreditar numa tendência de flexibilização das carreiras. “A formação específica acaba acontecendo na vida profissional.” Na instituição, os cursos em que a escolha acontece depois do vestibular são o de ciências da terra -que engloba os cursos de geologia e geografia- e o Cursão -no qual os alunos optam entre física, matemática e matemática aplicada e computacional.Está em estudo, para 2011, a ampliação do Cursão, com a inclusão de mais graduações. Segundo o coordenador, a entrada comum aumenta o nível dos candidatos. “As carreiras mais disputadas “puxam” a nota de corte do grupo para cima.” Para Edmilson Lima, diretor do Centro de Tecnologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde o curso de engenharia tem ciclo básico, o modelo diminui a evasão, pois os alunos têm palestras explicativas sobre as carreiras nos primeiros semestres e, na hora de escolher, se sentem mais seguros. “Eles chegam aqui muito jovens, não têm maturidade para decidir ainda”, diz. O pró-reitor adjunto da Unifesp, Nildo Alves Batista, concorda. “A vantagem do ciclo básico é romper com essa ideia de que a escolha deve ser feita aos 17 anos.” Na federal, os alunos de ciências químicas e farmacêuticas do campus de Diadema escolhem entre os dois cursos só no fim do segundo ano.

Convênio permite intercâmbio entre alunos de USP, Unesp e Unicamp  (Folha de S.Paulo – Fovest – 27/10/09)

Pouca gente sabe, mas os alunos de USP, Unesp ou Unicamp podem cursar até um ano da graduação em uma estadual diferente da sua. O intercâmbio entre as universidades está previsto em uma lei de 2000. A adesão é baixa, porque, em geral, o interesse do intercambista é específico -ele procura a outra universidade para se aprimorar em alguma área. E a divulgação não é muito ampla. Na Unesp, ao menos 96 dos 34.425 estudantes fizeram intercâmbio neste ano. O levantamento foi feito em 19 das 32 unidades. A maioria foi para a USP; os demais, para outras unidades da Unesp ou para a Unicamp. Na USP, apenas 12 alunos foram estudar em outro campus neste ano, todos na Unicamp. Principal universidade do país, a USP mais abriga que envia intercambistas: 103 em 2009. Os dados são da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), unidade em que o intercâmbio é mais consolidado. Não há números centralizados de toda a USP. A Unicamp enviou 120 alunos para outras universidades. Quem está fazendo o intercâmbio diz se tratar de uma boa oportunidade para agregar conhecimento. É o caso de Fernanda Elis Ribeiro, 19, que estuda letras na Unesp de São José do Rio Preto e está na USP. “Está sendo bom, estou aprendendo, estudando com professores novos, fiz amigos. Mas o curso da Unesp é melhor.”



Unicamp 2010: convocação para provas no dia 5 de novembro  (Folha Dirigida – Vestibular – 23/10/09)

O vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) terá um número recorde de participantes. No total, 55.475 candidatos se inscreveram na seleção, que oferta 3.444 vagas. Este número é 12,5% maior do que o registrado no ano passado, quando participaram 49.322 inscritos. A relação candidatos por vaga geral passou de 14,4 no ano anterior para 16,1 nesta edição. Os endereços dos locais de prova da primeira fase serão divulgados no dia 5 de novembro. As listas poderão ser consultadas na página eletrônica da Comvest, responsável pela seleção, e no saguão do Ciclo Básico II da Unicamp, em Campinas. Este processo seletivo será realizado em duas fases. A primeira etapa está marcada para o dia 15 de novembro. A prova terá 12 questões dissertativas sobre as disciplinas de Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia, além de uma redação. Já a segunda fase será composta por oito provas, em quatro dias consecutivos: 10 a 13 de janeiro de 2010. A lista de convocados em primeira chamada será divulgada no dia 4 de fevereiro, com matrículas no dia 9.



7 pecados da redação  (O Estado de S.Paulo – Caderno .Edu – 27/10/09)

Saber fórmulas e entender cálculos não ajuda o vestibulando na hora fatídica: a de escrever a redação. Parte obrigatória dos vestibulares das três universidades estaduais paulistas, a redação é um desafio totalmente diferente do restante da prova.  “Ela é feita para avaliar uma competência que as outras questões não avaliam”, afirma o professor da USP e do cursinho Anglo Francisco Platão Savioli. Fuvest, Unicamp e Unesp adotam critérios parecidos para avaliar os textos. As equipes de correção ficam atentas a itens como adequação ao tema proposto e ao gênero do texto, desenvolvimento argumentativo, coesão e expressão. “O candidato precisa trazer alguma informação para o texto, mostrar que tem conhecimento e defender aquilo que pensa”, diz a diretora-executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco, responsável, há cinco anos, pelos temas da redação no vestibular. Este ano, um batalhão de 400 pessoas fará a correção da Fuvest. Dessas, 60 vão trabalhar só na redação. Cada texto passa por dois avaliadores, que não conhecem a correção um do outro. Caso as notas tenham discrepância grande, a redação seguirá para um terceiro. Se a última nota não ficar próxima de nenhuma das outras, a própria Maria Thereza assume a correção. “Nesses casos, vale a minha nota.” Na Unicamp – único dos três vestibulares em que há a opção de escrever um texto que não seja uma dissertação –, cerca de 20% das redações têm de passar pelo terceiro corretor. “Elas podem ter até cinco releituras”, diz Maurício Kleinke, coordenador de Pesquisa da Comvest, órgão responsável pelo vestibular. Segundo ele, 2% das redações são anuladas. Na maioria dos casos, por fugir da proposta. Para não ter a redação desclassificada, o candidato deve ficar atento aos aspectos formais. “A análise é técnica. É avaliada na correção a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de forma clara, sem tentar enganar a banca”, diz Paulo Del Bianco, coordenador da correção da Vunesp, que organiza o processo seletivo da Unesp. Professor da universidade, Rogério Chociay publicou um livro em que analisa as dissertações de vestibulares antigos da Unesp. Ele apresenta, e comenta, bons e péssimos exemplos de textos. “Algumas redações eu chamo de ‘camicase’. São praticamente um voo para a morte, para a anulação. Tem gente que escreve poesia, faz até desenho.”