27/10/2010 / Em: Clipping

 


Pela 1ª vez, reserva de vagas chega a 40% na federal de São Carlos (Folha de S.Paulo – Fovest – 27/10/10)

Pelo quarto ano consecutivo, parte dos candidatos poderá entrar na UFSCar por meio da reserva de vagas, que beneficia estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública ou se declaram negros ou pardos. Mas, pela primeira vez, o número de beneficiados chegará a 40% dos aprovados. Do total de vagas oferecidas pela instituição, 25% serão destinadas a ex-alunos de escola pública e 15% a quem se declarar negro, desde que também tenha estudado em escola pública. A reserva de vagas foi definida em 2007 e faz parte do Programa de Ações Afirmativas da universidade. O índice de 40% deve permanecer até 2013, quando então o valor passará a ser de 50%. Como essas vagas não são cotas, as que ficarem ociosas poderão ser preenchidas por candidatos da lista geral, afirma Wagner Souza dos Santos, coordenador da Covest, responsável pelos processos seletivos da UFSCar.

INDÍGENAS
Apesar de não serem beneficiados pela reserva de vagas, os candidatos indígenas podem concorrer a vagas na universidade em um vestibular específico, desde que também sejam oriundos da rede pública de ensino. São oferecidas 57 vagas, o que representa um posto adicional em cada graduação, nos três campi da UFSCar. As inscrições para o vestibular deste ano já foram encerradas.

Gasto com inscrição chega a R$ 445 em SP (Folha de S.Paulo – Fovest – 27/10/10)

Fazer vestibular, além de gasto de forças e energia, também pode significar dispêndio de dinheiro. O aluno que faz o Enem e os quatro grandes vestibulares de SP -Unesp, Unicamp, Unifesp e USP- gasta R$ 445 só com taxa de inscrição. Se, nessa conta, entrarem também provas para as faculdades particulares, a despesa sobe mais. Entre os vestibulares mais procurados da cidade, tem Insper e FGV (ambos R$ 180), ESPM (R$ 130), PUC (R$ 120), Cásper (R$ 115) e Mackenzie (R$ 75). Mas como vida de vestibulando não é fácil, é muito comum que candidatos a cursos concorridos busquem opções fora do Estado. Nesses casos, é bom mesmo preparar o bolso. Gastos com inscrição, deslocamento, hospedagem e comida podem passar dos R$ 3.000. Para chegar a esse valor, o “Fovest” cotou preços em opções econômicas de hotéis, voos e ônibus. Para alimentação, atribuiu o valor diário de R$ 50 como custo médio. Contabilizando apenas a viagem da primeira fase, se o aluno quiser fazer mais três vestibulares fora do Estado, como na UEM (estadual de Maringá), Uerj (estadual do Rio) e UFRGS (federal do RS), o valor chega a R$ 2.816,52.

MEDICINA
A vestibulanda de medicina do cursinho CPV Carolina de Castro Mioni, 20, tem 12 vestibulares na sua agenda de novembro a fevereiro. Além das provas em SP, ela viajará para a Bahia, Minas, Paraná e Santa Catarina. “O investimento é alto. Já gastei mais de R$ 1.000 só com inscrições na UFBA, UEM, USP, Unifesp, UFTM e outras. Mas acredito que valerá a pena com a chegada dos resultados”, afirma. André Pimentel, 24, está no terceiro ano do cursinho Etapa e quer prestar 12 vestibulares para medicina entre instituições públicas e privadas. Estima gastar mais de R$ 3.300 com inscrição, transporte e acomodação. Entre seus destinos “fora do normal, por causa do desespero”, estão Manaus (AM) e Porto Velho (RO). “É legal ver que estou tentando e correndo atrás, mesmo que longe de São Paulo. Dá mais gás no fim do ano prestar diversos vestibulares”, afirma André.

ISENÇÕES
Para ajudar no custeio, as universidades concedem isenção da taxa de inscrição para alunos carentes. Mas há auxílios que vão além de não pagar a inscrição. Na UFSM (federal de Santa Maria), a instituição ajuda viajantes a achar a acomodação mais barata. Cerca de 200 famílias da cidade, por meio de uma ação com a Coperves (Comissão Permanente do Vestibular), oferecem suas casas aos alunos a um preço acessível. É o caso de Honório Nascimento, 62, funcionário da UFSM que, há 12 anos, abriga em casa até 30 vestibulandos na época das provas. Ele conta que começou a abrir as portas de casa ao perceber que os estudantes tinham dificuldade para se instalar na cidade no período de prova. Segundo ele, a maioria dos estudantes são de SP, PR e SC. Cada um paga R$ 300 por casa e comida pelos três dias de prova. O anfitrião diz nunca ter tido problemas, mas que as regras são estabelecidas desde o primeiro dia. “No último dia, ofereço um legítimo churrasco gaúcho para os guris”, afirma.



Ganhe sábado resumo de obras do vestibular

  (Jornal Agora – Dicas – 27/10/10)

O Agora e o Cursinho da Poli oferecem, no próximo sábado, uma oportunidade que irá facilitar os estudos de quem está se preparando para os principais vestibulares. Na compra do Agora, com mais R$ 9,90 o leitor leva para casa o livro “Estudo Orientado das Obras da Fuvest e da Unicamp”.  Elaborado pelo Cursinho da Poli, o livro é um guia descomplicado sobre os textos literários cobrados nos vestibulares da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).  Oferecido todos os anos aos alunos do cursinho, essa será a primeira edição aberta a todos os interessados. O guia é uma oportunidade de aprendizado para quem vai enfrentar a maratona de estudos para os vestibulares. Em um único volume, o vestibulando pode estudar o conteúdo de nove obras. Mais do que um resumo dos livros, o guia apresenta, com praticidade, as características das principais personagens, comenta o estilo do autor e define o contexto histórico no qual a obra foi escrita.

Equilíbrio

As obras para os vestibulares da USP e da Unicamp são selecionadas por professores das duas instituições. “Os critérios são a representatividade cultural, a qualidade literária e a legibilidade pelo leitor jovem”, explica o diretor da editora Unicamp, Paulo Franchetti.  “A lista deste ano é equilibrada. Alguns livros são mais representativos de seu tempo e outros são de leitura mais fácil”, diz o professor. Entre os livros mais antigos destacados por Franchetti, que podem ter vocabulário e referências culturais mais complicadas para o aluno, estão “O Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antonio de Almeida, e “Iracema”, de José de Alencar. Para ler esses romances, o jovem tem de exercitar a imaginação, a memória e as habilidades de leitura para identificar a ironia, o sarcasmo e o duplo sentido. As demais obras são lidas com mais facilidade, segundo o professor. “Dom Casmurro, de Machado de Assis, por exemplo, é uma obra com muita atualidade, que foi adaptada para a TV recentemente.”



Unicamp lança livro com melhores redações do vestibular  (Gazeta do Povo – Vestibular – 27/10/10)

A Editora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acaba de lançar a 11ª edição do volume com as melhores redações do vestibular 2009 da instituição. O livro custa R$ 10 e tem 200 páginas. Segundo a Unicamp, o objetivo é ampliar a divulgação dos resultados e promover discussões a respeito do desempenho de milhares de candidatos que anualmente concorrem às vagas dos cursos oferecidos pela universidade. O tema da primeira fase do vestibular 2009 foi “O homem e os animais”.