28/03/2012 / Em: Clipping

 


Unicamp lança projeto para incentivar leitura entre alunos  (Terra – Vestibular – 27/03/12)

Com o objetivo de incentivar a leitura entre os alunos da graduação, a Unicamp lançou ontem o projeto Estante Literária. A ideia é selecionar e premiar os 10 melhores leitores da universidade ao final de cada ano. Nesta primeira edição, o primeiro colocado ganhará uma viagem para feiras internacionais do livro, como as de Guadalajara, Frankfurt ou Paris. Os demais receberão vale-livros. O projeto, que de acordo com a Unicamp é inédito entre as universidades públicas brasileiras, será viabilizado por meio de um site vinculado ao Serviço de Apoio ao Estudante (SAE). “Trata-se de uma iniciativa da reitoria para incrementar a formação geral e o espírito crítico dos estudantes”, disse o reitor Fernando Ferreira Costa. Segundo ele, é importante não apenas incentivar, mas também reconhecer os alunos que leem boa literatura. “A ideia é estimular a leitura para além das disciplinas que os alunos estão cursando”, explica o pró-reitor de Graduação Marcelo Knobel. “Uma leitura mais diversificada, com obras da literatura nacional e mundial, certamente contribui para uma formação mais abrangente”, completa. Para participar, o interessado deve se cadastrar no site sae.unicamp.br/estante, onde poderá constituir a própria estante literária numa plataforma virtual. Nela, os participantes deverão relacionar os livros que leram ou estão lendo, no período de janeiro a dezembro, acompanhados ou não de uma resenha crítica.



Unicamp premiará estudantes leitores com viagem   (IG – Educação – 27/03/12)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou na última segunda-feira (26) o projeto Estante Literária, para incentivar a leitura entre os estudantes de graduação. O programa irá selecionar os dez melhores leitores da universidade, que serão premiados ao final do ano. O primeiro colocado ganhará uma viagem para as feiras internacionais do livro, como as de Guadalajara (México), Frankfurt (Alemanha) ou Paris (França). Os demais classificados receberão vale-livros. Para participar, os estudantes devem se cadastrar no site sae.unicamp.br/estante, no qual criarão uma estante literária numa plataforma virtual. Nela, os participantes deverão relacionar os livros que leram ou estão lendo, no período de janeiro a dezembro, acompanhados ou não de uma resenha crítica. Uma comissão julgadora irá escolher os dez estudantes que serão premiados.



Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca, diz estudo  (O Estado de S.Paulo – Educação – 27/03/12)

O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. “A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas.” E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca – apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino. Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem.



Longo caminho pela frente   (Carta Capital – Sociedade – 27/03/12)

Ser revistado pela polícia durante um passeio ou na volta para casa é situação rotineira para os estudantes da Faculdade Zumbi dos Palmares. A instituição paulistana é especializada na inclusão de afrodescendentes no ensino superior: 90% dos alunos matriculados são negros e (não) acham graça quando questionados sobre as batidas policiais. “Você está se referindo ao número de vezes só hoje, não é?”, brincam. Eles têm de conviver com o preconceito que ainda persiste na sociedade brasileira, apesar de o País ter abolido a escravidão há mais de 120 anos. Mas o racismo não se limita às investidas dos oficiais. Ele está comprovado nos índices de pobreza, nas taxas de escolaridade, de analfabetismo e de longevidade. Na última década, muitos avanços no combate à desigualdade racial ocorreram no Brasil. Entretanto, eles ainda não são suficientes para superar os boicotes enfrentados pelos negros na História do Brasil. É o que afirma Ricardo Paes de Barros, subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Segundo ele, a população negra foi a grande protagonista da ascensão da nova classe média brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Data Popular em dezembro do ano passado apontou um aumento de negros na classe C – de 34%, em 2004, para 45% em 2009. Eles movimentam 673 bilhões de reais por ano, mas ainda não têm pleno acesso a oportunidades do topo da distribuição de renda.