29/06/2010 / Em: Clipping

 

USP e Unicamp não usarão ENEM em vestibular 2011  (Universia Brasil – Brasil – 28/06/10)

A USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciaram nesta segunda-feira, 28 de junho, que não utilizarão as notas do ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio) no vestibular 2011. A medida, segundo as assessorias de imprensa, está relacionada a incompatibilidade entre o cronograma do exame e as datas dos processos seletivos. Os desempenhos nas provas do Enem são utilizados para compor a nota final dos candidatos na primeira fase do Vestibular Nacional Unicamp. Como os resultados da primeira fase do vestibular serão divulgados no dia 20 de dezembro de 2010, a utilização das notas do Enem se torna inviável, uma vez que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informou que divulgará os resultados em janeiro de 2011. Na USP os resultados do ENEM são usados tanto na composição da nota da primeira fase como para compor o bônus para alunos de escolas públicas dentro do programa Incluso (Programa de Inclusão Social da USP). As provas da primeira fase do vestibular 2011 estão previstas para serem aplicadas dia 28 de novembro. No dia 20 de dezembro serão divulgadas as listas de convocados para a segunda etapa, que será realizada entre os dias 9 e 11 de janeiro de 2011. No ano passado, por dificuldades de calendário, as instituições também não utilizou os resultados do exame. A USP, no entanto, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou manter o interesse no uso da nota do ENEM em futuros concursos vestibulares.


USP e Unicamp deixam de usar o Enem este ano  (IG – Educação – 28/06/10)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP) comunicaram nesta segunda-feira que não vão utilizar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos vestibulares aplicados por elas este ano. A justificativa para o não-aproveitamento das notas este ano é o período de aplicação do Enem: entre 6 e 7 de novembro. A Unicamp utiliza as das provas de múltipla escolha do Enem durante a primeira fase do vestibular. “Como os resultados desse processo serão divulgados no dia 20 de dezembro de 2010, a utilização das notas do Enem se torna inviável, uma vez que o Inep informou que divulgará os resultados em janeiro de 2011”, afirma nota oficial da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). A mesma justificativa foi apresentada pela Fuvest, responsável pelos processos seletivos da USP. Na instituição, os resultados do Enem eram usados na primeira fase e na composição do bônus para alunos de escolas públicas que participam do programa de inclusão da universidade. A USP e a Unicamp também deixaram de aproveitar as notas nos processos seletivos do ano passado, por causa do adiamento do Enem. Em nota, a USP garante que pretende voltar a utilizar os resultados em processos futuros, “por entender ser esta uma avaliação do ensino médio muito respeitada”.


Educação – Unicamp e USP desistem de usar as notas do Enem  (Correio Popular – Cidades – 29/03/10)

Os dois maiores vestibulares do País não utilizarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor o resultado de seus vestibulares devido à incompatibilidade do calendário da avaliação com seus processos seletivos. As datas de provas do Enem foram anunciadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC) para os dias 6 e 7 de novembro deste ano. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou que a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) resolveu deixar de utilizar as notas devido à data de divulgação dos resultados, que estarão disponíveis somente em janeiro de 2011, quando as notas da primeira fase já tiverem sido divulgadas. A Universidade de São Paulo (USP) também não usará o exame. De acordo com nota no site da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pela seleção, “a fixação das datas de realização do Enem nos dias 6 e 7 de novembro, mais uma vez, inviabiliza o uso das suas notas no exame Vestibular Fuvest 2011, que deve obedecer a um calendário, estabelecido no início do presente ano e atrelado às datas de matrículas da Universidade de São Paulo”. No ano passado, devido ao atraso da aplicação do Enem, motivado pelo vazamento da prova às vésperas da realização do exame, em outubro, a Fuvest e a Comvest não utilizaram as notas. A Fuvest informou, em seu site na internet, que a USP não descarta o uso do Enem em futuros vestibulares, “por entender ser esta uma avaliação do Ensino Médio muito respeitada”. Para o coordenador do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, a decisão das universidades já era esperada. “Por conta das datas dos vestibulares, a gente já tinha uma ideia e havia repassado a informação para os nossos alunos. Eles ficaram frustrados, pois a nota do Enem ajudava bastante, mas vão fazer (o exame) do mesmo jeito, já que outras universidades vão utilizar a pontuação”, disse. A primeira fase da Unicamp será realizada no dia 21 de novembro e os resultados serão divulgados no dia 20 de dezembro deste ano. A nota dessa etapa será utilizada para a classificação e convocação dos candidatos para a segunda fase do vestibular, que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2011. Os exames da Fuvest estão marcados para os dias 28 de novembro (primeira fase) e para os dias 9 a 11 de janeiro (segunda etapa). O estudante Pedro Cintra, de 18 anos, vai prestar engenharia química nas duas universidades que cancelaram a nota do Enem e também na Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Para mim, não foi surpresa, vou continuar estudando da mesma maneira, já que o outro vestibular vai contar com essa nota”, afirmou. A vestibulanda Marina Costa, de 17 anos, vai prestar matemática nos mesmo locais e disse que não vai fazer muita diferença. “Acho que pode até ficar mais fácil, já que ninguém vai ser beneficiado. Vou estudar do mesmo jeito para entrar, com ou sem nota do Enem.”

SAIBA MAIS

Na Unicamp, as notas das provas de múltipla escolha do Enem compõem a nota final dos candidatos na primeira fase. A USP, além da composição da nota da primeira fase, passou a usar o resultado do exame nacional para o bônus a alunos de escolas públicas, dentro do programa de inclusão da universidade, o Inclusp.


Unicamp não utilizará notas do Enem em seu Vestibular 2011  (CBN Campinas – 28/06/10)

A medida foi tomada porque as datas das provas do Enem, anunciadas para os dias 6 e 7 de novembro, tornam inviável a utilização das notas.

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“Universidade federal não olha o mercado” (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 29/06/10)

O professor e economista Jorge Madeira Nogueira, da Universidade de Brasília, afirma que o Ministério da Educação é capaz de impedir o temido “apagão” de mão de obra qualificada no Brasil. O MEC, diz, precisa fechar os cursos baratos das universidades federais e transferi-los para as faculdades privadas. As federais ficariam só com os cursos que formam profissionais estratégicos para o crescimento do país.

 FOLHA – Existe, de fato, o risco de a economia travar por falta de profissional qualificado?

Jorge M. Nogueira – Formamos muitos advogados e administradores, mas um país não se faz só com advogados e administradores. Muitas empresas já não conseguem encontrar engenheiros dentro da qualificação necessária. A nossa graduação está formando pouco e mal.

Mas o governo tem multiplicado as vagas nas federais…

Lamento essa estratégia. O Brasil não tem dinheiro para manter 70 universidades federais. Está diluindo recursos. Com pouco dinheiro, as federais passam fome e fazem pesquisinha. Entre numa federal de Mato Grosso e você vai chorar. E é justamente lá a fronteira agrícola. Por outro lado, as federais sempre têm um curso de contabilidade. Não adianta fazer universidade pública com cursos baratos. Quero ver abrir engenharia nuclear ou mecatrônica. O governo deve escolher dez universidades e investir pesado, para que se tornem fontes de recursos humanos top de linha.

E os cursos baratos?

As faculdades privadas podem cuidar deles. Os alunos que não puderem pagar terão bolsas de estudos. Não podemos querer que a universidade pública se encarregue de tudo. O Brasil não está tendo a coragem de fazer a divisão entre público e privado no ensino superior. Antes, dava-se um diploma ao jovem e pronto. Ele conseguia emprego. Hoje há o mercado. A empresa quer o jovem com uma qualificação bem específica. Se não tiver, ele não serve para o mercado.

Não é perigoso deixar as universidades federais formando só para o mercado?

Não é pecado. É claro que as federais não devem formar só o que o mercado quer, mas também não devem formar só o que o mercado não quer. A esquerda tem um ranço de que é preciso formar universitários com uma visão humanística, mas assim deixa-se o mercado a ver navios. Não me venham com o papo de que 70 federais de péssima qualidade geram pensamento. O governo pode deixar um grupo menor [de universidades] com qualidade fazendo esses novos pensamentos. Quando se quer todas as universidades fazendo tudo, elas ficam medíocres.

 

A hora e a vez do ensino médio  (Folha de S.Paulo – Opinião – 29/06/10)

A sociedade brasileira parece ainda não ter-se dado conta da verdadeira crise de audiência que vem afetando nosso ensino médio, com previsíveis consequências para o desenvolvimento sustentável do país. Trata-se de uma verdadeira bomba-relógio. Para entendermos a gravidade da situação, o primeiro fato a encarar é o de que vivemos em uma sociedade do conhecimento, que exige, como passaporte mínimo para que os jovens sejam inseridos no mercado de trabalho, o diploma do ensino médio. Também para os países, a vantagem competitiva passa a ser esse nível de escolaridade de sua população. Entretanto, a média brasileira de anos de estudo ainda é de sete anos e apenas 16% da população economicamente ativa concluiu o ensino médio. Sem dúvida, isso é fruto de um processo histórico, mas, se os dados atuais fossem animadores, poderíamos prever boas perspectivas para o futuro. Infelizmente, é justamente aí que se processa a montagem da bomba-relógio. O ensino médio no Brasil sofre de males seríssimos. Há problemas de cobertura, modalidade de currículo e forma de atendimento, com graves reflexos no fluxo e no desempenho dos alunos. Em termos de cobertura, menos da metade daqueles que deveriam estar nesse nível pode ser aí encontrada. Parte ainda está no fundamental e quase 20% estão fora da escola. O mais grave é que, na faixa de 18 a 24 anos, 68% estão nessa situação. Quanto ao currículo, observa-se que menos de 10% dos alunos cursam o ensino profissionalizante. Ou seja, mais de 90% dos jovens estão sendo “preparados” para uma universidade na qual a maioria não pisará. O dado mais incompreensível é o turno em que o ensino médio regular é ofertado. Mais de 40% dos alunos estudam à noite, inclusive nos Estados mais ricos, quando apenas 17% conjugam escola com trabalho. A soma desses fatores está por trás de uma verdadeira sangria, responsável pela perda de metade de nossos alunos (entram 3,6 milhões e concluem 1,8 milhão). Estamos perdendo esses jovens para o desemprego, para a reprodução da pobreza (22% dos mais pobres já têm filhos) e para a violência. Dos que concluem, apenas 9% (em matemática) e 24% (em português) apresentam um desempenho considerado adequado. Em face dessa situação, cabe a pergunta: quem é o responsável pela oferta do ensino médio? De fato, 86% das matrículas estão nos sistemas estaduais, cujos governantes serão eleitos neste ano. O voto de cada um de nós deveria estar condicionado a propostas dos candidatos sobre como pretendem enfrentar tais problemas. Seria necessário um compromisso com metas claramente definidas, tais como universalizar o acesso e a permanência dos jovens entre 15 e 17 anos, melhorar o desempenho e diminuir o abandono, aumentar a autonomia das escolas, promover maior estabilidade das equipes de direção e flexibilizar os currículos, mas definindo mínimos para cada série. Outras metas possíveis são aumentar o ensino profissionalizante, criar formas de articulação entre educação e trabalho, concentrar o ensino médio regular nos turnos diurno e vespertino, reservando o noturno apenas para a EJA (Educação de Jovens e Adultos, a partir de 18 anos), e criar sistemas de incentivos baseados em resultados. Além disso, os candidatos poderiam definir as metas de usar os resultados de avaliações como instrumento pedagógico e de contribuir para mudanças na formação de professores. Os candidatos poderiam assumir essas ou outras propostas, mas deveriam explicitar seu forte compromisso com a melhoria do ensino médio, sem o que não mereceriam nosso voto.

WANDA ENGEL ADUAN, 65, doutora em educação pela PUC-RJ, é superintendente-executiva do Instituto Unibanco.


Fuvest e Unicamp não usarão nota do Enem no vestibular de 2011 (Tribuna de Santos – Educação – 28/06/10)

A Fuvest, que realiza o vestibular da Universidade de São Paulo (USP), e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgaram uma nota oficial nesta segunda-feira informando que não usarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no vestibular de 2011. O motivo é a data da realização do Enem, marcado para 6 e 7 de novembro. Em comunicado, a USP explica que sempre utilizou os resultados do Enem para compor as notas no vestibular. Inicialmente, os resultados eram usados apenas na composição da nota da primeira fase. Mais recentemente, foram também utilizados para compor o bônus para alunos de escolas públicas, dentro do programa Inclusp. “No ano passado, devido ao atraso da aplicação do Enem, motivado pelo vazamento da prova às vésperas da aplicação, em outubro, a Fuvest não utilizou as notas”.

Unicamp

Segundo a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), como os resultados da primeira fase do vestibular serão divulgados no dia 20 de dezembro de 2010, a utilização das notas do Enem torna-se inviável, uma vez que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) informou que divulgará os resultados em janeiro de 2011. No ano passado, a universidade também não usou a nota do Enem. A primeira fase do vestibular Unicamp será constituída de duas partes: prova de Questões, composta por 48 questões de múltipla escolha elaboradas com base nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio; prova de Redação, composta por três textos de gêneros diversos e de execução obrigatória. Cada parte da prova vale 48 pontos, compondo o total de 96 pontos na primeira fase. A nota da primeira fase será utilizada para a classificação e convocação dos candidatos para a segunda fase do vestibular, que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2011.


Vestibular Nacional Unicamp 2011 não utilizará Enem  (Correio Braziliense – Eu Estudante – 28/06/10)

Tendo em vista as datas de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), anunciadas pelo INEP/MEC para os dias 6 e 7 de novembro de 2010, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) informa aos potenciais candidatos ao seu vestibular que não será possível utilizar as notas do Enem no Vestibular Nacional Unicamp 2011.  As notas das provas de múltipla escolha do Enem são utilizadas para compor a nota final dos candidatos na primeira fase do Vestibular Nacional Unicamp, na forma prevista nas normas do vestibular. Como os resultados da primeira fase do vestibular serão divulgados no dia 20 de dezembro de 2010, a utilização das notas do Enem se torna inviável, uma vez que o INEP informou que divulgará os resultados em janeiro de 2011. A primeira fase do Vestibular Nacional Unicamp 2011 será constituída de duas partes: prova de Questões, composta por 48 questões de múltipla escolha elaboradas com base nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio; prova de Redação, composta por três textos de gêneros diversos e de execução obrigatória. Cada parte da prova vale 48 pontos, compondo o total de 96 pontos na primeira fase do Vestibular Nacional Unicamp. A nota da primeira fase será utilizada para a classificação e convocação dos candidatos para a segunda fase do vestibular, que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2011.


USP e Unicamp não utilizarão nota do exame  (Jornal dos Concursos – Universitário& – 28/06/10)

A Fuvest (organizadora do vestibular da Universidade de São Paulo) e a Comvest (da Unicamp) comunicaram na manhã desta segunda (28) que não utilizarão o resultado do Enem em seu Vestibular 2011 em razão das datas em que serão aplicadas as provas do Enem: 6 e 7 de novembro. Como o resultado do exame está previsto para ser liberado em janeiro de 2001, as instituições afirmam que não haverá tempo hábil para utilizá-la, já que: a Fuvest é atrelada às datas de matrícula da USP – as quais serão realizadas entre os dias 14 e 15 de fevereiro de 2001 – e a Unicamp irá divulgar o resultado de sua primeira fase em 20 de dezembro (ela usa a nota do Enem para a composição da nota dessa etapa inicial do processo seletivo). 


USP e Unicamp não utilizarão nota do Enem este ano   (Veja – Educação – 28/06/10)

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informaram nesta segunda-feira que não utilizarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor o resultado de seus vestibulares neste ano. De acordo com notas oficiais das duas instituições, a incompatibilidade de calendários foi o fator determinante para a decisão. Neste ano, as provas do Enem serão realizadas entre os dias 6 e 7 de novembro e o resultado deverá ser divulgado em janeiro de 2011. “Como os resultados da primeira fase do vestibular serão divulgados no dia 20 de dezembro de 2010, a utilização das notas do Enem se torna inviável”, afirmou a Unicamp por meio de um comunicado. De acordo com a USP, as datas fixadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pelo exame, desobedecem o calendário do processo seletivo, estabelecido no início deste ano e “atrelado às datas de matrículas”. As duas universidades, no entanto, não descartam a utilização do Enem nos próximos anos. No ano passado, as duas universidade públicas paulistas também não utilizaram a nota do Enem, por causa do atraso na aplicação do exame decorrente do vazamento da prova.