30/03/2011 / Em: Clipping

 


Conselho da USP vota mudanças na FUVEST  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 30/03/11)

Dois anos após mudar a estrutura de seu processo seletivo, a Universidade de São Paulo (USP) quer fazer novas modificações já no próximo vestibular, que ocorrerá no final deste ano. Amanhã, na reunião do Conselho de Graduação (CoG) da instituição, as propostas de mudanças serão colocada sem votação. As propostas de alterações foram elaboradas por um grupo de trabalho criado sob a coordenação da pró-reitoria de graduação da USP, que passou os últimos meses discutindo o assunto com a ajuda da Fuvest.  O CoG é formado por 42 representantes das unidades ligadas à universidade e por 6 representantes dos alunos, todos com direito a voto. Presidente do conselho, a pró reitora de graduação, Telma Maria Tenório Zorn, disse que a mudança no vestibular é uma questão prioritária e as modificações extrapolam o programa de inclusão (Inclusp), atingindo “todo o  sistema do vestibular”.  “As propostas deste grupo de trabalho serão apresentadas e adaptações no vestibular devem ocorrer, como também a revisão do Inclusp”, afirmou a pró-reitora, que não detalhou as propostas. Ineficaz. O modelo atual foi considerado ineficaz em análises feitas pela Fuvest com base no desempenho dos candidatos. O formato foi adotado com o objetivo de exigir formação mais genérica dos candidatos. Atualmente, a primeira fase não conta pontos para a nota final e as provas específicas das carreiras escolhidas só ocorrem no último dia da segunda fase. No ano passado, Telma havia afirmado que sua intenção era acabar com o bônus automático de 3% a que os estudantes que fizeram o ensino médio em escola pública têm direito hoje pelo Inclusp, atrelando toda bonificação do programa (que pode chegar a 12%) a um sistema de mérito.



USP vai propor mudança na Fuvest  (Jornal da Tarde – Cidade – 30/03/11)

Dois anos após mudar a estrutura de seu processo seletivo, a Universidade de São Paulo (USP) quer fazer novas modificações já para o seu próximo vestibular (Fuvest), que ocorrerá no final deste ano. As propostas de alterações foram elaboradas por um grupo de trabalho criado sob a coordenação da pró-reitoria de graduação da USP, que passou os últimos meses discutindo o assunto com a ajuda da Fuvest. Amanhã, na reunião do Conselho de Graduação (CoG) da universidade, as propostas de mudanças no vestibular serão colocadas em votação. O CoG é formado por 42 representantes das unidades ligadas à universidade e por seis representantes dos alunos, todos com direito a voto. Presidente do conselho, a pró-reitora de graduação Telma Maria Tenório Zorn disse, em entrevista ao Jornal da Tarde, que a mudança no vestibular é uma questão prioritária e revelou que as modificações extrapolam o programa da inclusão (Inclusp), atingindo “todo o sistema do vestibular”. “As propostas deste grupo de trabalho serão apresentadas e adaptações no vestibular devem ocorrer, como também a gente está revendo o Inclusp”, afirmou a pró-reitora, que não quis dar detalhes das propostas. “São modificações absolutamente necessárias que vão melhorar todo o sistema do vestibular, se for necessário. Mas isso depende da aprovação do CoG (Conselho de Graduação)”, afirmou Telma. Mesmo com apenas duas edições do formato de vestibular em vigor, o modelo foi considerado ineficaz em análises feitas pela Fuvest com base no desempenho dos candidatos. As propostas de alterações no vestibular estão mantidas sob sigilo para que o Conselho de Graduação não se sinta desprestigiado. Ontem, um representante titular do CoG disse desconhecer a ideia da USP de mudar o vestibular. “Sabia só que queriam mudar o Inclusp.” No ano passado, Telma havia afirmado que sua intenção era acabar com o bônus automático de 3% a que os estudantes que fizeram o ensino médio em escola pública têm direito hoje pelo Inclusp, atrelando toda bonificação do programa (que pode chegar a 12%) a um sistema de mérito. Ciente de que o conselho pode criar resistência a uma nova mudança estrutural no vestibular, Telma já cogita um plano B. “A gente teria ainda a possibilidade, não chegando a uma conclusão neste conselho, de ter como prazo até o próximo mês de abril para não atrapalhar o cronograma da Fuvest”, disse a pró-reitora. O formato em vigor na Fuvest foi adotado em 2009 para o vestibular do ano seguinte, com o objetivo declarado de exigir formação mais genérica dos candidatos. Atualmente, a primeira fase não conta pontos para a nota final e as provas específicas das carreiras escolhidas só ocorrem no último dia da segunda fase.


 
‘Treineiros piratas’ inflam disputa em 14 cursos na Fuvest (Folha Online – Educação – 30/03/11)

A concorrência por vagas no último vestibular da USP foi inflada em até 92% com candidatos que não podiam se matricular por não terem completado o ensino médio. Em 14 das 106 carreiras, o aumento foi superior a 10%. Esses “treineiros piratas” não se inscreveram nas três carreiras oficiais de treineiros (exatas, humanas e biológicas) e optaram por cursos “reais”, alguns com disputa e nota de corte inferiores às de treinamento. Assim, tiveram mais chances de passar. Com os “piratas”, a relação candidato/vaga de ciências da informação (Ribeirão Preto) quase dobrou –de 6,43 para 3,35; ciências da natureza e ciências da atividade física (USP Leste) ficariam abaixo de dois por vaga. A tabulação foi feita pela Folha com base nos dados da Fuvest, entidade que organiza o vestibular da USP. Coordenadores de cursinhos dizem que a situação prejudica candidatos reais. Os problemas citados: