30/11/2012 / Em: Clipping

 


MECvai dar ajuda financeira a cotistas  (O Estado de S.Paulo – ponto .edu  – 30/11/12)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ontem que os alunos cotistas de baixa renda que ingressarem nas universidades públicas federais ganharão uma bolsa do governo federal, nos moldes do programa Bolsa-Família.“Vamos fazer uma política de assistência estudantil. Estamos ampliando alimentação, moradia e também uma bolsa, que beneficiará especialmente aqueles alunos com renda per capita inferior a 1,5 salário mínimo (R$933) que vão estudar em período integral”, disse o ministro.  “Um exemplo é o dos alunos de Medicina: como vão terminar a faculdade estudando em período integral se não tiverem uma renda?”, questionou Mercadante, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.“Vamos fazer uma bolsa para esses alunos que têm mais de cinco horas de jornada (de estudo) e baixa renda. O governo federal vai dar um cartão de crédito, eles vão ter uma renda direta,como é o Bolsa-Família”, completou. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) informou que prepara um pacote de medidas voltadas para os estudantes cotistas, que deve ser anunciado nas próximas semanas. O governo pretende aumentar os repasses para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que devem chegar a R$ 603 milhões no ano que vem – o valor não inclui a bolsa para os cotistas. Conforme estabelecido pela Lei das Cotas, já no próximo vestibular as instituições federais terão de reservar no mínimo 12,5% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proporção deverá chegar a 50% das vagas dentro de quatro anos. A Lei das Cotas estabelece ainda que 50% das vagas reservadas para alunos de escolas públicas serão dadas a estudantes de famílias com renda per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo. São Paulo. Mercadante elogiou a proposta de adoção do sistema de cotas nas três universidades estaduais paulistas, USP, Unicamp e Unesp, conforme revelou o Estado na segunda-feira. “É muito positivo que as universidades estaduais acompanhem o esforço das universidades federais e a gente amplie as cotas”, afirmou Mercadante. O projeto paulista, ainda não finalizado,prevê reserva progressiva de vagas para alunos que fizeram o ensino médio em escolas públicas a partir de 2014, até atingir o limite de 50% em 2016. Desse total, 4 0% fariam um curso semi presencial durante dois anos antes de iniciar a graduação.  Os demais começariam o curso superior com opção de reforço paralelo. O governo paulista forneceria ainda uma bolsa de1 salário mínimo para todos os cotistas. Mercadante prometeu “trabalhar junto” com o governo de São Paulo,caso o modelo das universidades paulistas seja adotado:“ O Brasil precisa de políticas de inclusão nas universidades”.



Cotista de baixa renda terá bolsa em universidade federal  (Folha Online – Educação – 29/11/12)

Os alunos de baixa renda aprovados por meio das cotas em universidades federais receberão uma bolsa do governo federal para as despesas do curso de graduação. “Aqueles alunos que têm uma renda per capita inferior a 1,5 salário mínimo e vão fazer medicina, que é tempo integral durante seis anos: como é que eles vão terminar a faculdade se não tiverem uma renda? Vamos fazer uma bolsa para esses alunos com mais de 5 horas de jornada e baixa renda”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante (Educação) nesta quinta-feira (29). Segundo ele, o Ministério da Educação vai entregar a esses alunos um cartão magnético, nos moldes do que já acontece hoje em programas como o Bolsa Família –ele não deu detalhes do valor do benefício. Lei sancionada em agosto pela presidente Dilma Rousseff prevê a reserva de 50% das vagas nas universidades federais para alunos que fizeram todo o ensino médio na rede pública de ensino. Metade dessas vagas deve ser destinada a alunos com renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa – é esse o universo de alunos que poderá ser beneficiada com ajuda de custo do governo, desde que matriculada em cursos de maior jornada de estudos, como medicina. Hoje, o MEC já repassa recursos de assistência estudantil para as 59 universidades federais do país. Em 2013, serão R$ 650 milhões para a rubrica.

‘Se for bem-feita, cota é positiva’, afirma Alckmin  (Folha Online – Educação – 30/11/12)

Em evento promovido para prefeitos eleitos pelo PSDB, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou-se a favor das cotas e de ações afirmativas. “Eu sou favorável [às cotas]. Cota é uma forma de ação afirmativa, então eu acho que, bem-feita, ela é positiva”, afirmou. Nesta semana, as universidades estaduais paulistas, USP, Unesp e Unicamp, anunciaram um projeto para aumentar o número de estudantes de escolas públicas em seus cursos. A proposta prevê a seleção dos melhores alunos da rede para curso semipresencial de dois anos. Ao final, eles poderão disputar até 50% das vagas nos cursos das universidades.